Time de basquetebol consegue a lei do seu lado


Time de basquetebol consegue

a lei do seu lado

Atletas observadores do sábado recebem decisão favorável para reprogramar datas de jogos aos sábados

March 7, 2008 Portland, Oregon, United States

Elizabeth Lechleitner/ANN


O
time de basquetebol masculino da Academia Campion, em Loveland,
Colorado, cujos integrantes são observadores do sábado, jogam contra a
Academia de Mile no Centro Pepsi, em Denver. Em vez de jogar os jogos
do torneio estadual, muitos dos quais caem nas noites de sexta-feira e
nos sábados, o time segue para o Colégio União, de propriedade da IASD
para um jogo do campeonato local. [Foto de cortesia da Academia
Campion] [photo: courtesy Campion Academy]

Susan Long manifestava-se feliz por seu filho Jeremy ter conseguido
19 pontos na quadra de basquete da Academia Adventista de Portland na
noite de quinta-feira, dia 28 de fevereiro, ajudando sua equipe a
chegar à final do torneio colegial do Estado de Oregon pela primeira
vez em cinco anos.

"Eu fiquei feliz em jogar no torneio, não importava o resultado. Nem
todos os integrantes do Cougars alcançaram isso", disse Jeremy, que
joga na defesa de seu time. "Mas mesmo assim eu queria vencer", ele
acrescenta com um risada indisfaçada.

Posteriormente, o vestiário vibrava com jovens trajando a camiseta azul
e amarela dos Cougars, em feliz celebração de dupla vitória?tanto na
quadra quanto no tribunal: uma recente decisão pela mais alta corte
estadual reprogramou os jogos de modo a que os Cougars pudessem jogar.

Desde 2002, o time masculino de basquetebol da instituição educacional
de propriedade adventista têm dominado as quadras, mas as convicções
religiosas fizeram com que os Cougars faltassem a jogos do torneio
masculino da Classe 3A todo o campeonato. Regularmente marcados para as
sexta-feiras à noite e sábados à tarde, os jogos conflitavam com a
observância bíblica do sábado.

Em 1996 um grupo de pais dos Cougars começou a atuar para obter uma
solução legal. Logo depois disso, um tribunal inferior exigiu que a
Associação de Atividades do Estado de Oregon?que regula os esportes das
escolas médias para o Estado?acomodasse a situação dos jogadores nas
tabelas dos torneios.

Pais e jogadores esperavam que a regra tivesse aplicação para o ano
seguinte, mas isso não ocorreu. Uma ordem semelhante em 2002 também
revelou-se de pouca duração. Mas sendo que a decisão de 15 de fevereiro
procede da Suprema Corte Estadual do Oregon, a Sra. Long encontra razão
para crer que isso forçará a entidade reguladora a respeitar as
convicções religiosas dos atletas neste campeonato. "Estou esperançosa
de que agora se torne medida permanente".

Lance Judd, que é o técnico dos Cougars por oito anos, é mais
cauteloso. Ele diz que após participar no torneio de 2002, foi
especialmente difícil suportar a medida da OSAA [sigla em inglês da
entidade reguladora] de impedir que os Cougars participassem da etapa
posterior do campeonato. Ele não deseja que os seus comandados
enfrentem outro desapontamento.

Se os Cougars tiverem que ficar de fora no próximo ano, "certamente
será duro", disse Judd, "mas nossos jogadores sempre apreciaram os
jogos. Saberemos antes do tempo até onde podemos jogar dentro da
tabela, e seja o que ocorrer, apreciaremos o que fazemos pelo que
significa".

O irmão mais velho de Jeremy, Jonathan Long, concorda, mas diz que os
jogadores nunca se recuperam inteiramente após perderem a seqüência num
campeonato. "Valerá a pena participar, consigam ir para a fase estadual
ou não, mas é bastante decepcionante trabalhar tão duro e daí ser
completamente eliminado", ele diz.

Jonathan sabe disso?ele jogou para os Cougars de ’02-’06 e foi indicado
como Jogador do Ano da Liga do Noroeste, no seu último ano do PAA,
quando os Cougars tiveram atuação brilhante e invicta na sua divisão.
Agora ele joga para um time independente da Universidade Walla Walla,
também de propriedade adventista, localizado no Estado de Washington.

Jonathan é pessimista quanto à duração da alegria do grupo de atletas e
seus pais. "Muita gente pensa que se conseguiu o que era desejado, mas
em 2002 todos pensavam a mesma coisa". Ele faz uma pausa, daí
acrescenta, "eu espero desesperadamente que esteja enganado"

Troy Beans, em seu 18o. ano como diretor atlético da instituição, diz
que os jogadores da Campion oram com o time adversário ao centro da
quadra em cada jogo. Mesmo em escolas públicas um silêncio domina o
ginásio. "Podemos não estar pregando sermões, declara Beans, "mas
acredito que estamos testemunhando".

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