Holanda irá definir o abate ritual Kasher


Um projeto de lei assinado pelo ministro da Agricultura Henk Bleker foi elaborado para terminar com os dois anos de incerteza sobre o futuro do abate ritual judaico e muçulmano na Holanda, e pelo qual haverá o poder de veto pelo governo sobre quem realizará o abate ritual, ou shechitá, na Holanda. O diário holandês NRC Handelsblad publicou o conteúdo do projeto deste decreto na sexta-feira.

“Se os veterinários serão os encarregados das hechitá, então será uma questão de tempo que a shechitá acabe na Holanda”, O rabino chefe em Amsterdam Aryeh Ralbag declarou ao JTA. O projeto formulado por Bleker foi baseado em grande parte de um contrato assinado em junho pelo seu gabinete com representantes das comunidades judaica e muçulmana. Este contrato constituiu o compromisso do governo holandês em relação a regulamentação do abate ritual. O legislativo holandês havia aprovado uma proibição total do ano passado, mas foi cancelada pelo Senado em consideração a liberdade de culto. A proibição foi para o abate de animais conscientes – uma exigência das leis judaica e muçulmana. O contrato estabelecia que os animais que ainda estivessem conscientes por mais de 40 segundos do corte de abate seriam desacordados, o que os tornariam inutilizáveis para fins kasher ou halal. Também especificou regulamentos até para o tamanho dos utensílios de cort e utilizados e onde o pescoço do animal seria cortado, mas não havia sido estabelecido que um veterinário iria supervisionar o procedimento.

No início desta semana, Ralbag escreveu para Bleker pedindo que o ministro esperasse até o dia 01 de novembro antes de emitir o decreto final. Bleker, que é membro de um governo interino, deverá ser substituído nas próximas semanas. Ralbag disse que precisava de mais tempo para formular as suas preocupações sobre o projeto. Ele não recebeu resposta sobre o seu pedido do ministro, disse ele. Ralbag disse que o contrato, assinado pela Organização das Comunidades Judaicas da Holanda, tinha “falhas” e alertou que poderia até eliminar a prática. Ele acrescentou, no entanto, que não contrairia a Halacha, a lei judaica ortodoxa. No entanto no mês passado, Moshe Kantor, presidente do Congresso Judaico Europeu, disse que o contrato era um “modelo” para assegurar a liberdade religiosa na Europa.

fonte: RUA JUDAICA – 15-10-2012 – *JUDAISMO*SIONISMO*HUMANISMO* por e-mail.

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