Crianças judias portuguesas de São Tomé e Príncipe


Em 1493, essas 2.000 crianças judias foram trazidos à força para São Tomé para povoar as ilhas e educá-las como cristãos.

Embora inquisição seja uma palavra muito usada hoje para enfatizar a perseguição, racismo e segregação sofridos especialmente no campo político, sem dúvida, a Inquisição real foi um evento extraordinário e único na história da humanidade, como demonstra esse fato histórico abaixo.

É nosso dever lembrar os graves acontecimentos que contaminaram toda a civilização em um momento que marcaria como poucos as futuras gerações e o destino de milhões de pessoas.

Um dos fatos pouco conhecidos que surgiram a partir dessa idade escura da humanidade foi o destino de cerca de 2.000 crianças judias que foram separadas e arrancadas à força de seus pais e familiares para serem usadas pelas forças portuguesas no esforço de colonizar a nova África.

Os historiadores relatam que famílias judias portuguesas foram expulsas ou fugiram, possivelmente à Espanha, após o decreto da Inquisição, pelo qual foram obrigadas a entregar seus filhos entre 4 e 14 anos às mãos destes portugueses. Isso causou muita desgraça, já que algumas mães se recusaram, em alguns casos, a entregar seus filhos únicos.

Conta-se o caso de uma mãe que se jogou com seu filho ao mar para evitar a separação.

Em 1493, essas 2.000 crianças judias foram trazidos à força para São Tomé para povoar as ilhas e educá-las como cristãos. Essa ilha como outro era completamente deserta e para lá também foram levados escravos e criminosos.

Samuel Usque, um autor marrano que viveu na época, descreveu o que aconteceu. E em algumas de suas histórias, ele relata dramaticamente como as crianças foram capturados com violência, apesar de implorar ao rei e como chegaram à ilha:

“Quando essas crianças inocentes chegaram à selva de São Tomé, o que seria seus túmulos, elas foram levados à costa e deixados ali sem compaixão. Quase todos foram engolidos pelos grandes lagartos da ilha e os que ficaram, pois escaparam aos répteis, morreram de fome e abandono. ”

Fonte: http://pt.nameyourroots.com/articles/criancas-judias-portuguesas-de-sao-tome-e-principe 2012-10-04

Anúncios