Lição 2 – “Paraíso” na Terra?


As lições do Tanakh são abordadas para efeito de comparação com a B’rit Hadashah, nossa intenção ao fazer isso é conectar a fonte com sua corrente contínua, isto é, a Bíblia Hebraica e a Herança Judaica, o crente judeu e o crente em Yeshua.

Então, por favor não estranhe o entrelaçamento entre as revelações, para nós é só uma questão de mostrar, como já foi dito, a “Herança Judaica” e sua “parente” próxima, que recebeu tal herança, a B’rit Hadashah Ok? Daí que seria importante você ter em mãos a Bíblia Hebraica da Editora Sêfer e a Bíblia Judaica Completa da Editora Vida.

Tabernáculo desenho

Shabat à tarde
Ano Bíblico: Mt 1–4

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz Ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte” (Hb 8:5).

Leituras da Semana:
Gn 1:31-2:3; Êx 39:32, 43; 25:9; Hb 8:5; Jo 2:19-21; 1Co 3:16, 17; Ap 21:1-22

Embora o santuário celestial seja o original, no qual Deus está ministrando “por nós” (Hb 9:24), o Senhor revelou, na Terra, de diferentes formas, verdades sobre esse santuário.

Deus criou o Jardim do Éden como símbolo do santuário. O santuário celestial e sua função na salvação, isto é na teshuvá (arrependimento, retorno), foram representados no tabernáculo terrestre e na estrutura maior dos templos israelitas.

No Mashiach, o templo foi manifestado em um ser humano. E, finalmente, o templo celestial descerá à Nova Terra.
Como veremos, Deus usou conceitos relacionados ao santuário, Mishikan Kodesh celestial para revelar a verdade. Nesta semana, estudaremos alguns desses conceitos.

Adão e Eva I
Domingo
Ano Bíblico: Mt 5–7

O primeiro “santuário” na Terra

Estudiosos da Bíblia têm observado que muitas características do Jardim do Éden correspondem aos santuários posteriores de Israel, indicando que o Éden foi o primeiro “templo” simbólico na Terra.

1. Estude os paralelos a seguir e faça uma tabela ou diagrama usando estas informações:

Alguns paralelos entre o Éden e o santuário incluem os seguintes:

1. No fim do relato da criação e da narrativa sobre a construção do tabernáculo no deserto, os mesmos três elementos – aprovação, conclusão e bênção – são expressos com as mesmas palavras-chave (compare as palavras “tudo/todo”, “terminar/concluir” e “abençoar”, em Gênesis 1:31–2:3 com essas mesmas palavras em Êxodo 39:32, 43; 40:33).

2. Assim como Deus “andava no jardim” (Gn 3:8), também estava no meio de Seu povo no santuário (2Sm 7:6, 7).

3. Adão devia “cultivar” e “guardar” o jardim (Gn 2:15). Em hebraico, os mesmos dois verbos são usados em relação ao serviço dos levitas no tabernáculo (Nm 3:7, 8).

4. Figuras relacionadas a um jardim aparecem por todo o santuário (Êx 25:31-36, 1Rs 6:18).

5. Querubins guardavam o jardim (Gn 3:24); dois querubins foram colocados no Lugar Santíssimo (Êx 25:18-22).

6. A criação durou seis dias, sendo cada dia introduzido pela expressão “Disse Deus” (ou “Disse também Deus”), e os seis dias foram sucedidos pelo sábado. Assim também existem seis seções introduzidas com as palavras “Disse o Senhor a Moisés” (“Disse mais o Senhor a Moisés”), relacionadas ao tabernáculo (Êx 25:1; 30:11, 17, 22, 34; 31:1), seguidas por uma sétima seção sobre o sábado (Êx 31:12-17).

7. O santuário foi levantado no primeiro dia do primeiro mês (Êx 40:17), o dia do Ano Novo hebraico, que recorda o fim da criação do mundo.

Gênesis 2 não precisava ser explícito sobre esses paralelos, pois os antigos os entendiam. Por exemplo, um escrito judaico do segundo século a.C. afirma que “o Jardim do Éden era o Santo dos Santos e a habitação do Senhor”.

O Jardim do Éden é chamado de “jardim de D’us” (Is 51:3; Ez 28:13; 31:9). Era a morada de Deus na Terra, o lugar em que nossos primeiros pais deviam adorar e ter comunhão com Ele. Portanto, a maior perda na queda não foi a expulsão de Adão e Eva do jardim, mas a perda da possibilidade de estar na presença imediata de Deus.

Pense no conceito da palavra santuário. O que vem à sua mente? Que coisas formam um “santuário” para você agora? A compreensão dos santuários terrestres o ajuda a entender mais o que o santuário celestial oferece a você?

Tanach
Segunda
Ano Bíblico: Mt 8–10

Cópia do modelo

2. Qual é a relação entre os santuários terrestre e celestial? Êx 25:9, 40; Hb 8:5; 9:23, 24

As Escrituras ensinam claramente que Moshe Rabenú não inventou o tabernáculo, mas o construiu de acordo com a instrução divina que havia recebido no monte (Êx 26:30; 27:8; Nm 8:4). O santuário terrestre devia ser construído segundo o “modelo” (Êx 25:9, 40). A palavra hebraica para “modelo” (tabnit) expressa a ideia de modelo ou cópia. Assim, concluímos que Moisés viu um modelo em miniatura, que representava o santuário celestial, e que esse modelo serviu de padrão para o santuário terrestre.

Portanto, o templo celestial é o original, o modelo para os santuários israelitas. Também é óbvio que não se pode equiparar o santuário no Céu com o próprio Céu. O templo celestial está “no Céu” (Ap 11:19; 14:17; 15:5). Assim, o Céu o contém. Os dois não são sinônimos.

O livro de Hebreus explica em termos inequívocos que o santuário celestial é real. Ele é chamado de “verdadeiro tabernáculo” (Hb 8:2), bem como o “maior e mais perfeito tabernáculo” (Hb 9:11), enquanto o terrestre é uma “figura e sombra das coisas celestiais” (Hb 8:5). Como a sombra é sempre uma simples representação de algo real, e, por sinal, uma representação imperfeita e indefinida, o santuário terrestre, Mishikan ha Kodesh, é mera representação do celestial. Apesar de suas limitações, o santuário terrestre refletia a realidade do celestial em aspectos importantes.

A relação entre os dois é chamada tipologia, uma prefiguração profética divinamente concebida, que envolve duas realidades históricas correspondentes, chamadas de tipo (original) e antítipo (cópia). Uma vez que a correspondência vai do tipo (original) para o antítipo (cópia), podemos ver em Hebreus que o modelo celestial que Moisés tinha visto é mencionado como “tipo” ou “modelo” (Hb 8:5) e o santuário terrestre como “antítipo” ou “cópia” (Hb 9:24). Essa verdade apresenta mais evidências de que o santuário celestial existia antes do terrestre. Como adventistas do sétimo dia, estamos em sólido fundamento bíblico quando enfatizamos a realidade física do santuário celestial.

Por causa de nossa natureza pecaminosa, é fácil pensar que Deus está irado conosco. Como a revelação do amor de Deus, visto na vida e morte de Yeshua, nos ajuda a entender que Hashem nos ama, apesar das nossas falhas? De que maneira essa compreensão deve nos encorajar a vencer o próprio eu?

Nota do editor: ”A Epístola aos Hebreus refere-se ao tabernáculo terrestre como “antítipo” e ao modelo mostrado a Moisés no Monte Sinai como “tipo.” Portanto linguisticamente os termos estão corretamente definidos. No entanto, na tradição teológica, normalmente usa-se o termo “tipo” para as realidades terrenas e “antítipo” para as celestes. Isto pode ocasionar alguma confusão na cabeça de algumas pessoas que estão acostumadas com o uso tradicional destes termos. Rigorosamente falando, o termo tipo pode ser usado tanto para o original como para a cópia” ( Elias Brasil, Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral).

Talmidim
Terça
Ano Bíblico: Mt 11–13

O Mashiach como Santuário

3. Por que o corpo do Mashiach é comparado ao Templo? Jo 2:19-21; Jo 1:14

Um dos temas do evangelho de João é que, com Jesus, o melhor “templo” havia chegado. A imagem do tabernáculo já é usada em João 1:14. Yeshua é o Verbo que “habitou” entre os homens, e eles viram a Sua glória. A palavra grega usada para “habitar” (skenoo) é a forma verbal do substantivo grego para “tabernáculo” (skene). Por isso, o verso 14 poderia ser traduzido como “o Verbo Se fez carne e ‘tabernaculou’ entre nós”. Nesse contexto, a palavra glória relembra a glória divina, que encheu tanto o tabernáculo no deserto (Êx 40:34, 35) quanto o Templo de Salomão em sua inauguração (2Cr 7:1-3). Assim como o Eterno prometeu, quando o Machiach veio à Terra como ser humano, cumpriu a divina promessa relacionada ao Templo, de habitar entre Seu povo.

De acordo com os textos acima, Jesus declarou que Ele mesmo era o templo, indicando o fim do significado do templo terreno depois de Sua morte (Jo 2:19-21; Mt 27:51). Além disso, quando Yeshua disse que Ele é o Pão da vida (Jo 6:35) e a Luz do mundo (Jo 8:12), Ele poderia estar apontando para além do maná sobre a mesa, para os pães da proposição e o candelabro, objetos do santuário terrestre. Uma referência exata para o santuário é a descrição de Yeshua como “Cordeiro de Deus”, que leva sobre Si o pecado do mundo (Jo 1:29).

“Todos os que prestavam serviço em relação com o santuário eram constantemente educados acerca da intervenção do Mashiach em favor da raça humana. Esse serviço destinava-se a criar em todo coração humano o amor à lei de D’us, que é a lei de Seu reino. O ato de oferecer sacrifícios devia ser uma lição objetiva do amor de Deus revelado no Mashiach – a Vítima sofredora e agonizante, que tomou sobre Si o pecado do qual o homem era culpado – o Inocente que foi feito pecado por nós” (Ellen Gould White).

Uma eternidade em relacionamento íntimo com o Eterno? Por que é tão importante andar, agora, em “íntima comunhão com Ele”?

sinagoga I
Quarta
Ano Bíblico: Mt 14–16

A sinagoga como santuário

Depois da ascensão do Machiach ao Céu e do início de Suas atividades como Sumo Sacerdote no santuário celestial, o templo terrestre já não tinha propósito real no plano da teshuvá (Mt 27:50, 51). No entanto, o Eterno ainda procura habitar entre Seu povo na Terra, o que se tornou possível por intermédio do Espírito Santo, o Ruach ha Kodesh. Os talmidim usam imagens do templo para transmitir essa verdade.

4. Leia 1 Coríntios 3:16, 17; 6:19, 20; 2 Coríntios 6:16; Efésios 2:19-22. Observe o simbolismo do santuário nesses textos. Que verdade é neles ensinada?

Shaul Paulo falou em 1 Coríntios 3:16, 17 para a sinagoga do Mashiach como unidade corporativa, e apresentou dois temas relacionados ao templo: propriedade (1Co 3:16) e santidade (1Co 3:17). Em 1 Coríntios 6:19, 20, ele aplicou os mesmos princípios ao crente individual. Como templo, o crente é terra santa e, como tal, está sob divina obrigação de viver em santidade. Paulo usou o simbolismo do templo para enfatizar seu chamado a uma vida pura e santa que, nesse contexto, ele identificou como pureza sexual (1Co 6:15-18). A última referência de Paulo à sinagoga como divino santuário se encaixa nesse padrão. Não há harmonia entre crentes e não crentes (2Co 6:14–7:1), pois a sinagoga de Yeshua está em um relacionamento de aliança com Deus e, portanto, é exclusivamente Sua (2Co 6:18).

Ao mesmo tempo, os chamados á sinagoga do Mashiach não são apenas o templo de Eterno, mas também um sacerdócio santo (1Pe 2:5, 9). Sem dúvida, com um privilégio como esse, vêm importantes responsabilidades. É muito importante que entreguemos nossa vida em fé e obediência a Hashem que nos deu tanto e que, em resposta, pede muito de nós.

nova jerusalem
Quinta
Ano Bíblico: Mt 17–20

Nova criação

5. Leia Apocalipse 7:15-17. Onde estão os que aceitarem a teshuvá, e como essa passagem os retrata?

Esses versos descrevem os redimidos como reis e sacerdotes que servem no palácio e templo do Eterno (Ap 1:6; 5:10; 20:6). A promessa de que “Aquele que Se assenta no trono estenderá sobre eles o Seu tabernáculo” (Ap 7:15) refere-se à presença do Eterno no santuário do deserto, onde Ele habitou como líder do antigo Israel. Na Nova Terra, o santuário mais uma vez se tornará o perfeito lugar de relacionamento onde Hashem e os redimidos se encontram. Ele garante abrigo, proteção e vida na Sua presença e do Seu Mashiach. Aquele que uma vez habitou entre os homens (Jo 1:14), então estende o tabernáculo sobre Seus santos para que eles possam “habitar” com Ele.

6. Leia Apocalipse 21:1-22. Como a Nova Jerusalém é descrita? Nesse texto, que paralelos você encontra entre a cidade santa e o santuário?

João não viu templo na Nova Jerusalém (Ap 21:22), mas isso não significa que não haja templo. Em vez disso, a Nova Jerusalém é o próprio templo e o “tabernáculo do Eterno” (Ap 21:3). Vários elementos do santuário são atribuídos à Nova Jerusalém: ela é “santa” e de origem celestial (Ap 21:2, 10); ela tem a mesma forma cúbica do santo dos santos (Ap 21:16; 1Rs 6:20); a exemplo dos recintos do templo, “coisa alguma contaminada” será permitida na cidade (Ap 21:27); e, acima de tudo, o Eterno está presente. No santuário de Deus, podemos viver com Ele no relacionamento mais íntimo possível (Ap 21:3, 7). Esse é o objetivo da teshuvá.

Mikvê
Sexta
Ano Bíblico: Mt 21–23

Estudo adicional

“Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiadamente material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. O Mashiach afirmou a Seus talmidim que iria preparar moradas para eles na casa de Hashem. Os que aceitam os ensinos da Tanakh não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. E, contudo, “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que o Eterno preparou para os que O amam” (1Co 2:9, RC). A linguagem humana não é adequada para descrever a recompensa dos justos. Esta será conhecida apenas dos que a contemplarem. Mente finita nenhuma pode compreender a glória do paraíso de Deus” (Ellen Gould White).

Perguntas para reflexão

1. Por que é importante entender que o santuário celestial é um lugar real? Por que devemos ser cuidadosos para não fazer uma comparação muito detalhada entre o templo terrestre e o celestial?

2. Pense mais sobre a ideia da sinagoga como “santuário”. Como você entende essa verdade? Como a sinagoga pode cumprir melhor esse ensino fundamental?

3. “Não sabeis que sois santuário de Hashem e que o Ruach ha Kodesh do Eterno habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, o Eterno o destruirá; porque o santuário de Hashem, que sois vós, é sagrado” (1Co 3:16, 17). O que esse texto nos ensina, e como podemos aplicar seus ensinamentos à nossa maneira de viver?

4. Reflita sobre o conceito de que somos “sacerdotes” agora e de que atuaremos como sacerdotes após a chegada do Mashiach. O que significa essa função agora, e o que ela representará depois da chegada de Yeshua o Machiach? Por que o próprio uso da palavra “sacerdotes” nos mostra a importância do conceito de santuário para o plano da teshuvá?

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