Lição 4 – Lições do Santuário – Mishikan Kodesh


As Lições do Tanakh são entrelaçadas através da Bíblia Hebraica e sua herdeira a B’rit Hadashah, daí que é importante você ter em mãos a Bíblia Hebraica Sêfer e a Bíblia Judaica Completa.

Shabbat à tarde
Ano Bíblico: Mc 15, 16

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VERSO PARA MEMORIZAR:
“E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx 25:8).

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Santuário 2

Leituras da Semana:
Êx 40:9, 10; Lv 19:2; 1Pe 1:14-16; Êx 31:2-11; Rm 3:25-28; 1Rs 8:31-53; Sl 73:1-7

O santuário é um dos principais instrumentos divinos para nos ensinar o significado das boas novas da teshuvá. Ao estudarmos o santuário, Mishikan Kodesh nesta semana, a ilustração acima será útil.

A lição desta semana focaliza algumas das principais ideias providas pelo santuário terrestre. Posteriormente, estudaremos o sistema de sacrifícios.

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Domingo
Ano Bíblico: Lc 1, 2

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Lugar da presença

1. Qual foi o propósito do santuário terrestre no deserto? Que verdade impressionante isso nos ensina sobre o amor de Hashem por nós? Êx 25:8

No Jardim do Éden, o pecado, chet em hebraico rompeu o relacionamento face a face entre Adonai e a humanidade. O pecado privou nossos primeiros pais da livre comunhão com o Eterno. No entanto, o Criador ainda desejava nos atrair a Ele e desfrutar um profundo relacionamento de aliança com a humanidade caída. Ele começou esse processo ali mesmo no Éden. Séculos mais tarde, ao salvar Israel do Egito e estabelecer o santuário e o sistema de sacrifícios, Adonai tomou novamente a iniciativa de trazer a humanidade de volta à Sua presença.

O santuário, portanto, testifica do incessante desejo divino de habitar entre Seu povo. Esse é o plano do Eterno (Sl 132:13, 14). Seu objetivo final é relacionamento, e o santuário foi o meio que Ele escolheu para alcançar esse fim. O santuário é a prova concreta da presença divina com Seu povo na Terra.

A partir da descrição do livro de Números, B’ midbar, capítulo 2, fica evidente que o tabernáculo estava localizado no centro do acampamento quadrado onde, normalmente, no antigo Oriente Médio, o rei colocava sua tenda. Assim, o tabernáculo simboliza que o Eterno é o Rei de Israel.

Os levitas, por sua vez, colocavam suas tendas ao redor do tabernáculo (Nm 1:53), e as outras tribos acampavam ao redor deles, a certa “distância”, em grupos de três (Nm 2:2). Isso ilustra de forma concreta, tanto a proximidade quanto a distância de D’us.
Outra finalidade do santuário era prover local para um sistema de adoração centralizado e divinamente ordenado. Uma vez que a presença de Hashem no meio do povo era prejudicada por suas impurezas e falhas morais, Ele proveu um sistema de sacrifícios e ofertas mediante os quais pecadores poderiam viver e permanecer na presença de um D’us santo.

Assim, nesse contexto, o santuário revelou detalhes sobre o plano da teshuvá, arrependimento, que incluía não apenas os sacrifícios, mas também o ministério sacerdotal.

No santuário, o Criador do Universo (Jo 1:1-3), humilhou-Se para habitar entre pessoas sem lar, peregrinos no deserto. Como esse fato ajuda a evitar os preconceitos étnicos, sociais ou culturais contra as pessoas?

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Segunda
Ano Bíblico: Lc 3–5

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“Sede santos”

Tomarás o óleo da unção, e ungirás o tabernáculo e tudo o que nele está, e o consagrarás com todos os seus pertences; e será santo. Ungirás também o altar do holocausto e todos os seus utensílios e consagrarás o altar; e o altar se tornará santíssimo” (Êx 40:9, 10).

Êxodo 40:9, 10 mostra que o santuário devia ser considerado “santo”. A ideia básica da santidade é separação e singularidade, bem como o senso de pertencer a D’us.

“O ritual simbólico era o elo entre D’us e Israel. As ofertas sacrificais tinham o propósito de prefigurar o sacrifício que o Mashiach viria fazer e, assim, preservar no coração das pessoas uma fé inabalável no Redentor vindouro. Para que Hashem aceitasse seus sacrifícios, continuasse presente com elas e, por outro lado, para que o povo tivesse um correto conhecimento do plano da teshuvá e uma compreensão adequada de seu dever, era da máxima importância que fossem mantidas, por parte de todos os que estavam associados ao santuário, santidade de coração e pureza de vida, reverência a D’us e estrita obediência aos Seus requisitos” (Ellen Gould White).

2. Qual é a principal razão para que o povo seja santo? Lv 19:2; 1Pe 1:14-16

A santidade do Eterno nos transforma e separa para um objetivo especial. Sua santidade é a maior motivação para a conduta ética do Seu povo em todos os aspectos da vida (Lv 19), seja a observância das leis dietéticas (Lv 11:44, 45), a santificação do sacerdote (Lv 21:8) ou o abandono das paixões anteriores (1Pe 1:14). Obviamente, D’us deseja que cresçamos em santidade à medida que nos aproximamos dEle. Essa mudança só pode acontecer mediante a submissão da nossa natureza pecaminosa e disposição de fazer o que é certo, independentemente das consequências.

Ao pensar em seus hábitos, gostos, atividades, etc., quanto do que você é, e do que faz, pode ser considerado “santo”? É uma pergunta difícil, não é mesmo?

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Terça
Ano Bíblico: Lc 6–8

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Utensílios do santuário

3. Leia Êxodo 31:2-11. O que esses versos nos ensinam sobre a fabricação dos objetos do santuário terrestre? Que relação existe com Gênesis 1:2? (Leia também Êx 25:9)

De todos os objetos do santuário, a arca do testemunho era o símbolo supremo da presença e santidade de D’us. Seu nome é derivado das duas tábuas de pedra da lei, chamadas de “testemunho” (Êx 32:15, 16), e que foram colocadas dentro da arca (Êx 25:16, 21).

Sobre a arca foi colocado o “propiciatório” [a tampa da arca], sobre o qual havia dois k’ruvim, querubins que o cobriam com suas asas (Êx 25:17-21). Ele é apropriadamente chamado de “tampa da expiação” (Êx 26:34, NVI, versão em inglês), pois transmite a ideia de que nosso misericordioso e compassivo D’us reconciliou o povo com Ele e providenciou tudo para que ele mantivesse um relacionamento de aliança com Hashem.

Esse era o lugar em que, uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur, em hebraico), ocorria a expiação pelo povo e o santuário (Lv 16:14-16). Em Romanos 3:25, Shaul, Paulo se refere a Yeshua como “tampa da expiação” ou “propiciatório” (geralmente traduzido como “propiciação” ou “sacrifício de expiação”), pois o próprio Mashiach é o lugar da redenção, Aquele por meio de quem D’us fez expiação pelos nossos pecados.

No lugar santo, o primeiro compartimento, o candelabro provia luz continuamente (Lv 24:1-4), e o altar do incenso produzia a fumaça protetora que ocultava do sacerdote a presença de D’us (Lv 16:12, 13). Sobre a mesa para o pão da presença eram colocados 12 pães, representando as doze tribos de Israel. Pratos, recipientes para incenso, tigelas e taças (Êx 25:29, 30) também foram colocados sobre a mesa. Embora pouca informação seja dada sobre o significado desses itens, parece que eles representavam os elementos de uma refeição de aliança (lembrando Êx 24:11) e serviam como lembrete constante da aliança de D’us com o povo.

Leia na Bíblia Judaica Completa, Romanos 3:25-28. Que grande esperança podemos tirar da promessa da teshuvá “pela emuná shelema”, fé completa”?

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Quarta
Ano Bíblico: Lc 9–11

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Centro de atividades divinas e comunitárias

4. Leia 1 Reis 8:31-53. O que mais esse texto nos ensina sobre a função do santuário?

Na cerimônia de dedicação do templo recém-construído, o rei Shlomoh, Salomão apresentou sete casos de orações específicas que poderiam ser feitas no templo, e que exemplificam o amplo papel dele na vida dos israelitas. O templo era um lugar para buscar perdão (v. 30); para fazer juramentos (v. 31, 32); para fazer súplicas em situações de derrota (v. 33, 34); para fazer petições em períodos de seca (v. 35, 36) ou em outros desastres (v. 37-40). Ele era também um lugar de oração para o estrangeiro (v. 41-43), bem como lugar de petição pela vitória (v. 44, 45).

Que o templo foi concebido para ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7) torna-se evidente a partir do fato de que Salomão imaginou o indivíduo israelita, o estrangeiro e todo o povo como suplicantes.

5. O santuário era basicamente o centro ideológico de toda atividade em Israel. A religião não era parte da vida do fiel, nem mesmo uma das mais importantes. Ela era a vida. O que isso nos diz sobre o papel da fé completa, emuná shelema, em nossa vida?

Quando as pessoas queriam receber conselhos ou julgamento, ou quando se arrependiam de seus pecados, iam para o santuário. O santuário também foi o centro da vida de Israel durante os anos no deserto. Quando D’us desejava Se comunicar com o povo, fazia isso a partir do santuário (Êx 25:22). Por isso, ele é apropriadamente chamado de “Tenda do Encontro” (Lv 1:1, NVI) ou “tenda da congregação”.

Sua vida de oração é profunda e rica? Ela fortalece sua fé e muda sua vida? Talvez a primeira pergunta que você precisa fazer é: Quanto tempo eu passo em oração?

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Quinta
Ano Bíblico: Lc 12–14

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“Até que entrei no santuário”

Repetidamente, os Salmos mostram que o santuário desempenha papel importante no relacionamento entre os fiéis e Hashem. Bem conhecida é a firme convicção de Davi expressa no fim do Salmo 23, de que ele “[habitaria] na Casa do Eterno para todo o sempre” (v. 6). O maior desejo de Davi no Salmo 27 era o de estar na presença do Eterno, uma presença que era mais bem experimentada no santuário. A fim de mostrar quanto amava o santuário, Davi usou ampla variedade de expressões para se referir a ele, chamando-o de casa de Hashem, templo, tabernáculo e tenda. Era ali que se podia meditar e “contemplar a beleza do Eterno” (Sl 27:4).

As atividades de D’us no santuário ilustram alguns pontos cruciais: Ele mantém seguro o adorador e o ocultará em seu tabernáculo, mesmo em tempos difíceis (Sl 27:5). D’us provê refúgio seguro e garante paz de espírito a todos os que vão à Sua presença. Essas expressões conectam a beleza de Hashem ao que Ele faz por Seu povo. Além disso, o ritual do santuário com seu significado simbólico mostra a bondade e a justiça de D’us.

O objetivo final do desejo mais profundo de Davi não era simplesmente estar no santuário, mas que o Eterno estivesse presente com ele. Por isso Davi resolveu buscar a D’us (Sl 27:4, 8).

6. Leia o Salmo 73:1-17. Que ideias Asafe obteve depois de entrar no santuário?

No Salmo 73, Asafe abordou o problema do sofrimento. Ele não conseguia entender o aparente sucesso dos ímpios (v. 4-12) enquanto os fiéis eram afligidos. Ele mesmo quase escorregou (v. 1-3), mas entrar no santuário fez diferença (v. 13-17). Ali Asafe pôde ver o mesmo poder e glória que Davi mencionou no Salmo 63:2 e reconhecer que as condições daquele momento um dia mudariam e a justiça seria feita. Ele pôde refletir novamente sobre a verdade e receber a reafirmação de que os ímpios estão em terreno escorregadio (Sl 73:18-20) e os fiéis estão seguros (v. 21-28). Para os que buscam a D’us, o santuário se torna um lugar de confiança, uma fortaleza de vida, onde D’us os colocará “sobre uma rocha” (Sl 27:5). A partir da verdade ensinada pelo ritual do santuário, podemos realmente aprender a confiar na bondade e na justiça do Eterno.

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Sexta
Ano Bíblico: Lc 15–17

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Estudo adicional

“Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e caros era exigida; mas o Eterno aceitava apenas ofertas voluntárias. “De todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha oferta” (Êx 25:2, RC), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A devoção a D’us e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao se preparar uma habitação para o Altíssimo” (Ellen Gould White, Patriarcas e Profetas, p. 343).

Perguntas para reflexão

1. É difícil ver justiça neste mundo. Sem a esperança final da justiça de D’us, por que não haveria nenhuma esperança de justiça?

2. Alguém escreveu: “O tabernáculo é um pedaço de terra santa em meio a este mundo que perdeu seu caminho”. O que isso significa para você?

3. Leia na Bíblia Judaica Completa 1 Pedro 1:14-16. De que forma você entende a santidade de D’us? O que significa ser santo? Como podemos nos tornar santos?

4. Os filhos de Eli são um exemplo de pessoas que estavam “perto” de D’us, mas que perderam o apreço por Sua santidade (1Sm 2:12-17). Como você pode evitar perder o senso da santidade de D’us? Por que oração, estudo da Bíblia e obediência são fundamentais para preservar a consciência da Sua santidade?

5. “A parte mais importante do ministério diário era a oferta efetuada em favor do indivíduo. O pecador arrependido trazia a sua oferta à porta do tabernáculo e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. Pela sua própria mão era então morto o animal, e o sangue era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecador havia transgredido. Por essa cerimônia, mediante o sangue, o pecado era figuradamente transferido para o santuário” (Ellen Gould White, Patriarcas e Profetas, p. 354). Como essa citação nos ajuda a compreender a forma pela qual a “teshuvá pela emuná shelema”, o arrependimento pela fé completa, era revelada no ritual do santuário?

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