Lição 7 – A Kapará, a Mechilá e o Mashiach


sacrificio

Shabat à tarde
Ano Bíblico: At 10–12

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VERSO PARA MEMORIZAR:

“A alma de cada criatura se acha ligada ao sangue, e Eu o dei a vós sobre o altar, para expiar pelas vossas almas; porquanto o sangue, ele é que expiara pela alma.”
Vaicrá, Levíticos 17:11
Bíblia Hebraica.

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Leituras da Semana:
Is 53:2-12; Hb 2:9; Hb 9:26-28; Hb 9:12; Êx 12:5; Hb 4:15

O padre católico Maximiliano Kolbe foi preso em Auschwitz por oferecer abrigo a refugiados da Grande Polônia, incluindo 2.000 judeus. Quando desapareceu um prisioneiro em seu quartel (talvez ele tenha fugido), em represália a SS (organização paramilitar nazista) escolheu dez prisioneiros para que morressem de fome. Um dos homens selecionados gritou: “Oh, minha pobre mulher, meus pobres filhos! Eu nunca os verei novamente!” Nesse momento Kolbe se ofereceu para assumir o lugar do homem. Ele pediu para ser um dos que morreriam de fome, e não o angustiado homem de família. Surpreso, o oficial da SS concordou e Kolbe se uniu aos condenados, enquanto o outro homem sobreviveu (pelo menos até aquele momento).
Padre Maximilian Kolbe em Awshivitz

Embora comovente, o sacrifício de Kolbe é apenas uma sombra dAquele que tomou voluntariamente nosso lugar, um ato simbolizado no ritual do Mishikan. A B’rit Hadashah identifica o Machiach com os dois principais aspectos do sistema sacrificial do Tanakh: Ele é o nosso sacrifício (Hb 9; 10) e Ele é o nosso Cohen Gadol (Hb 5–10).

Nesta semana, estudaremos diferentes aspectos daquilo que o Tanakh apontou sobre o papel e missão do Mashiach antes de sentar-se no trono de Davi. Porém, é necessário ter em mente as seguintes regras de hermenêutica:

1. A Bíblia interpreta a própria bíblia.
2. Uma passagem bíblica lança luz sobre outra passagem bíblica.
3. Deixe a Bíblia “falar” não coloque suas ideias sobre o texto. O observe o sentido simples, p’shat, o sentido lato do texto. Procure não ler seus próprios pensamentos no texto.
4. Quando o sentido simples (p’shat) parece dizer alguma verdade mais profunda do que o sentido lato, uma sugestão (remez) deve ser buscada, há necessidade de discernimento.

hermeneutica bíblica

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Domingo
Ano Bíblico: At 13–15

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O Mashiach em Yesha’yahu – Isaías 53??? Impossível…

O que é o pecado a não ser a quebra da Lei de D’us? A mera quebra das leis da saúde geram doenças, a quebra das leis físicas pode trazer, quer os homens tenham desejado quebrá-la ou não, as mais terríveis consequências.
E a quebra da Lei de D’us, a Lei Moral que consequências trariam do tipo mais terrível? A Lei do Eterno são Verdade, Justiça e Vida que consequências essa quebra trouxe para este mundo? O que Hashem poderia fazer para consertar o mundo? Vejamos o que o profeta Isaías escreveu.

1. Transcrevi o texto da Bíblia Hebraica abaixo Isaías 53:2-12 para facilitar. O que esses versos ensinam? Interprete a Bíblia a partir dela mesma, isto é, leia o que o texto está dizendo, responda algumas perguntas a partir do próprio texto para ajudar na interpretação:

Bíblia Hebraica: “Quem teria acreditado no que nós ouvimos, e para quem foi revelada a ação do Eterno?

• O que o povo de Israel teria de ouvir seria fácil de acreditar?
( ) sim ( )não

Bíblia Hebraica: Porque ele brotou como planta tenra e como raiz em terra seca. Não tinha nem forma nem beleza, era visível que não tinha boa aparência; quem o apreciaria?
Foi depreciado e abandonado por todos, como uma pessoa atormentada e constantemente enferma, como alguém de quem escondemos nossa face, sendo desprezado e desconsiderado.

• Essa pessoa seria amada e respeitada, seria reconhecida como autoridade?
( ) sim ( )não

Bíblia Hebraica: Na verdade, eram os nossos sofrimentos que suportava, e as dores que o oprimiam, mas nós o considerávamos um ser aflito, golpeado e ferido por Deus.

• A narração o mostra este SER sofrendo por causa de seus próprios erros e rebeldia ou sofria por causa dos outros?

( ) próprios pecados e rebeldia. ( ) sofrimentos dos outros.

Bíblia Hebraica: Ferido estava, porém, por nossas transgressões, e oprimido por nossas iniquidades, seu penar era para nosso beneficio e, através de suas chagas, fomos curados.

• O narrador profético parece contrapor NÓS como ELE. Quem é NÓS e quem é ELE?___________________________

Bíblia Hebraica: Todos nós como ovelhas, nos desencaminhamos. Cada qual voltou-se para seu próprio caminho e sobre ele fez o Eterno recair a iniquidade de todos nós.

• Este trecho parece lembrar a kapará, dê uma olhada em nossas lições anteriores. Quando um sacrifício era feito por causa das transgressões, era ordem do Eterno que ao confessar o pecado sobre o animal ele levaria a iniquidade da pessoa e era morto e seu sangue derramado e o pecador saia beneficiado e perdoado.

O narrador é o profeta Isaías, ele é o representante de Israel diante da revelação profética e fala pelo povo nesta passagem, então o profeta parece indicar que essa pessoa profetizada (ELE) estava recebendo sobre si os pecados de NÓS?

( ) sim ( ) não ( ) talvez

profeta II

Bíblia Hebraica: Foi oprimido e afligido, mas calou e não se pronunciou. Como cordeiro que é levado para a matança, e como ovelha que fica muda ante seus tosquiadores, não abriu sua boca.

• Isaías fala da submissão dessa pessoa, ele não reagiu, ele não fez um levante, uma guerra de libertação como, por exemplo, quando o povo judeu fez guerra contra Antíoco dando a origem à festa de Hanukkah, Israel reagiu ELE não. Esse personagem (ELE) se submeteu como o cordeiro quando era levado para ser sacrificado, novamente a figura do santuário e seus sacrifícios pelos pecados é evocada.
Quem poderia ser esse personagem:

( ) o povo de Israel ( ) os líderes do povo ( ) nenhuma das anteriores

Bíblia Hebraica: Com opressão e juízo iniquo foi aprisionado; acaso alguém argumentou para com sua geração;

• Esse personagem parece ter sido vítima de um julgamento opressivo e ilegítimo, ninguém o defendeu e pleiteou por sua vida.

Essa pessoa teve filhos ou sua geração continuou crescendo?

( )sim, teve filhos. ( )não, ele não teve geração.

Bíblia Hebraica: Ele foi exilado da terra dos vivos pela transgressão do meu povo, e por isso recebeu esse duro golpe. E seu túmulo foi feito entre os dos malévolos, e sua tumba feita pelos poderosos, embora não tivesse praticado violência nem houvesse mentira em sua boca.

• Esse personagem morreu? Parece que sim, ELE não somente sofreu e foi perseguido, ELE foi “exilado da terra dos vivos”, ELE morreu mesmo e até foi sepultado em um cemitério onde havia injustos enterrados ao redor e o mais interessante ELE foi enterrado por alguém poderoso, rico e de influência. E finalmente ELE era inocente, não houve mentira em sua boca.

A narrativa indica uma pessoa ou muitas pessoas, como por exemplo, o povo de Israel?

( ) uma pessoa, pois quem narra representa Israel e Israel não morre, alias está vivo até hoje. E Israel não era inocente, infelizmente havia pecado bastante.
( ) embora o texto fale que uma pessoa morre, mas só pode ser Israel porque eu fui ensinado assim e eu não posso entender de outro jeito.
( ) realmente ELE morre e é sepultado por um rico em um cemitério judaico.

cemitério judaico

Bíblia Hebraica: Contudo, aprouve ao Eterno oprimi-lo para testar se sua alma se ofereceria como restituição, para que pudesse ver prolongados os dias de sua semente, e sentir prosperar, por seu intermédio, os desígnios do Eterno. Ele percebeu o propósito e aceitou o sofrimento de sua alma. Por esta compreensão, fez reconhecer o Justíssimo perante todas as nações, suportando as iniquidades delas.

• Parece que era plano do Eterno que ele sofresse não é verdade? E ainda mais ele oferecia sua alma, seu sangue, sua vida como restituição, isto é, esse personagem estava oferecendo sua vida “como restituição” e suportou as iniquidades de toda a humanidade, isto é, das nações.

Será que há possibilidade do profeta Ieshaiáhu estar falando do Mashiach?

( ) é estranho, mas parece que sim. ( ) impossível, não pode ser verdade.

Bíblia Hebraica: Por isto, das nações separarei para ele uma porção e entre os poderosos receberá despojo, porque expõe sua alma à destruição e se deixou enumerar entre os transgressores, pois mesmo suportando os pecados de tantos, intercedeu pelos transgressores.” Ieshaiáhu 53:01 a 12 – Bíblia Hebraica.

• ELE “expôs sua alma à destruição”, foi “enumerado entre os transgressores” e o mais incrível “suportou os pecados de tantos” e por ocasião de sua morte “intercedeu pelos transgressores”.

O texto realmente diz isso? É incrível, mas é verdade.

Será que não existe pelo menos uma chance de ser Yeshua de Nazareth, estou vendo coisas ou o texto dá realmente essa impressão? Independente das polêmicas tenho que ser sincero, o texto bíblico fala por si mesmo e da margem a uma interpretação p’shat e remez.

Isaías 52:13–53:12 é uma poderosa descrição da kapará que o Mashiach faria pelos pecados, chet, do mundo. Mesmo que desejem interpretar de maneira diferente é notório que o texto fala por si só.
Vários aspectos nessa passagem proveem inequívoca evidência de que a morte de Alguém como expiação na forma de substituição penal derivada do Mishikan há Kodesh, e é judaica essa forma de lidar com pecados, não é coisa de goin ou de cristão.

Isso significa que Ele assumiu a punição que outros mereciam e, de fato, morreu como Substituto deles. Aqui estão algumas das implicações dessa passagem para o ministério de Yeshua por nós:

1. Yeshua sofreu pelos outros. “Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades”, dores (v. 4), transgressões, iniquidades (v. 5, 6, 8, 11) e o pecado (v. 12).

2. Ele traz grandes benefícios àqueles por quem Ele sofreu: paz e cura (v. 5); justificação (v. 11).

3. Foi a vontade do Eterno que Jesus sofresse e fosse moído (v. 10). D’us colocou nossa iniquidade sobre Ele (v. 6), porque era plano de D’us que Ele morresse em nosso lugar.

4. O Mashiach é justo (v. 11), nunca praticou violência nem engano (v. 9).

5. Ele foi uma oferta pela culpa, um sacrifício expiatório pelo pecado (v. 10).

2. Leia Lucas 22:37; Atos 8:32-35 e 1º Kefa 1º Pedro 2:21-25. Como esses autores da B’rit Hadashah interpretam Isaías 53?

As alusões da B’rit Hadashah a Isaías 53 demonstram que Yeshua cumpriu essa profecia.

Lembre-se que essa era uma interpretação judaica do primeiro século, não havia cristãos naquela época.

Ele Mesmo Se identificou com a Pessoa representada ali (Lc 22:37). O Mashiach tomou sobre Si os nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados e transformados.

Se alguém pensa que D’us pode simplesmente perdoar do mesmo modo que fazemos ainda não compreendeu a natureza do pecado que insulta, desonra e tira D’us da vida da pessoa.

Pense no que o Mashiach fez por você, de acordo com Isaías 53. Não importa o que tenha feito, a certeza encontrada nessa profecia é para você. Por mais difícil que seja acreditar no que o Tanach fala em especial Isaías, pense comigo quem é mais judeu o que segue as Escrituras judaicas ou aquele que não segue?

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Segunda
Ano Bíblico: At 16–18

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Interpretação Judaica?

3. Como foi frisada anteriormente essa interpretação era de origem judaica até o primeiro século, tanto que um livro foi escrito por um judeu para os judeus sobre o assunto, o livro chama-se “Hebreus”.

Leia abaixo na Bíblia Judaica Completa o seguinte texto Hebreus 2:9. O que significa dizer que o Mashiach “[provou] a morte por todo homem”? Leia também 9:28; 10:12
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<img src="https://herancajudaica.files.wordpress.com/2013/11/escritura-judaica.jpg&quot; alt="Escritura judaica" width="600" height="399" class="aligncenter size-full wp-image-2770"

“Entretanto, vemos Yeshua, que de fato foi feito por um curto período inferior aos anjos – coroado com glória e honra por ter sofrido a morte, para que pela graça de Deus ele pudesse provar a morte por toda a humanidade.” 2:9.

“Também o Messias, tendo sido oferecido uma punica vez pelos pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para lidar com o pecado, mas para libertar aqueles que esperam ansiosamente por ele.” 9:28.

“Mas este, quando acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, sentou-se à direita de Deus.” 10:12

O Mashiach morreu pelos pecadores. Ele viveu sem pecado (Hb 4:15) para que, quando oferecesse Sua vida como korban, não morresse por Seu próprio pecado. Ao contrário, Ele devia "tirar os pecados de muitos" (Hb 9:28), para "fazer kapará pelos pecados do povo" (Hb 2:17), e para aniquilar o pecado para sempre (Hb 9:26).

De acordo com Hebreus 2:9, Yeshua foi feito "um pouco menor do que os anjos" com o propósito de que Ele pudesse sofrer a morte. A questão é explicar por que a morte de Yeshua é um requisito indispensável para Sua exaltação. Em termos simples: para que a humanidade experimentasse a yeshu’ah, salvação, o Mashiach teve que morrer. Não havia outra maneira, Ele se tornou o Autor da yeshu’ah (Hb 2:10).

Por que era apropriado que Hashem permitisse que o Mashiach sofresse? No contexto geral das Escrituras, o que inclui o Tanakh, o Eterno desde B’reshit, Gênesis, revela que o pecado, chet trouxe a morte a todo o gênero humano, perdeu-se a vida plena, a Lei do Eterno havia sido transgredida e era necessário fazer um reparo.

Essa “reparação” envolvia uma solução para o destino final da humanidade que por causa do pecado teria uma separação eterna de Adonai. O Judaísmo enfatiza o dever moral do homem e nossos primeiros pais trouxeram sobre si mesmos e sobre a sua descendência as consequências de terem quebrado esse dever moral de obedecer ao Eterno, eles iriam morrer para todo o sempre e consequentemente há seu tempo todos nós.

O Eterno precisa realizar o tikkun há’olam, o reparo do mundo que havia pecado e a consequente injustiça social, desgraça, doença, egoísmo, vaidade, etc. O Mishikan há Kodesh, a Kaparot, o korban, o sacerdócio kohen, a emuná shelemá tudo nos diz que a forma que Ele planejou para “reparar” foi através do derramamento de sangue de um inocente no lugar dos culpados, quando o Eterno faz assim Ele está sendo justíssimo, a Lei violada gera a morte e ao mesmo tempo está sendo misericordioso, isto é, o pecador que apresenta o sacrifício em seu lugar é absolvido, em síntese é isso que o Tabernáculo de Moisés e o Templo de Salomão nos ensinam.

O contexto de Hebreus 2:14-18 sugere que a morte de Yeshua foi necessária para resgatar os filhos de D’us da escravidão da morte, do diabo, do medo da morte, e para qualificar o Mashiach a Se tornar um "misericordioso e fiel Kohen há gadol, sumo sacerdote" (Hb 2:17), em nossos estudos futuros analisaremos mais profundamente essa questão. Em suma, o sacrifício devia preceder a coroa e o trono de Davi.

"Sobre o Mashiach, como nosso Substituto e Penhor, foi posta a iniquidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre o coração. A ira de D’us contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade, encheram de consternação a alma do Mashiach". (Ellen Gould White)

O Mashiach morreu como um ser humano por nossos pecados. O que isso significa? Pense nessa incrível boa notícia e na esperança que ela nos oferece. Como você pode tornar essa maravilhosa verdade a motivação principal de tudo o que faz?

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Terça
Ano Bíblico: At 19–21

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O sangue da kapará

O conceito do sangue redentor permeia toda a Bíblia. A partir dos primeiros sacrifícios depois que Adão e Eva pecaram, o sangue sempre esteve presente quando ocorriam sacrifícios de animais. Rituais de sangue caracterizavam o sistema sacrifical israelita, a fim de ilustrar a verdade fundamental de que, sem sangue, não teríamos nenhuma chance de ter nossos pecados perdoados e entrar na presença de D’us. O sangue era o único meio de receber a misericórdia de D’us e ter comunhão com Ele, o Tabernáculo de Moisés e o Templo de Salomão são testemunhas dessa verdade.

O conceito judaico sobre o “sangue” é expressado com força, veja a história de como os judeus untaram os batentes de suas portas com o sangue do cordeiro na última das pragas. Já na Idade Média se diz de um costume do Mohel que após realizar a b’rit milá, circuncisão, colocava uma toalha manchada de sangue para proteger a criança.
sangue_de_cordeiro_nas_obreiras

Em Vaicrá, Levíticos 17:11 nos ensina que:

“A alma de cada criatura se acha ligada ao sangue, e Eu o dei a vós sobre o altar, para expiar pelas vossas almas; porquanto o sangue, ele é que expiara pela alma.” Bíblia Hebraica.

4. Leia no livro de Hebreus abaixo a seguinte passagem sobre o sangue do Mashiach e o sangue dos sacrifícios do Tabernáculo de Moshe e no Templo de Shlomoh. O que elas nos ensinam sobre o sangue? Hb 9:12 a 14.

“…Ele o fez não por meio do sangue de bodes e bezerros, pas pelo próprio sangue, libertando, dessa forma, seu povo para sempre. Se a aspersão de pessoas cerimonialmente impuras, com o sangue de bodes e touros, e as cinzas de uma novilha, restauravam lhes a pureza exterior, quando mais o sangue do Messias, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a Deus como sacrifício imaculado, purificará nossa consciência das obras que conduzem à morte, para que possamos viver e servir ao Deus vivo!”

O sangue de Mashiach não se refere à Sua vida, mas é um símbolo de Sua morte substitutiva como se fazia no Tabernáculo e no Templo e, como tal, descreve o aspecto funcional dessa morte. O sangue derramado do Mashiach é incrivelmente multifuncional. Seu sangue efetua a capará e ao aceita-lo com emuná shelemá, a pessoa obtém eterna yeshu’ah, provê purificação do pecado, perdão, santificação, e é a razão para a ressurreição no acharit hayyãmîm ou final dos tempos.

Em Hebreus, há um contraste poderoso: o sangue da kapará do Mashiach é melhor do que qualquer outro. Na verdade, nenhum outro sangue pode, realmente, oferecer perdão. A morte dEle é a única razão pela qual os pecados são perdoados o que significa que Ele assumiu a penalidade que nós merecemos.

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Quarta
Ano Bíblico: At 22, 23

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Sacrifício imaculado

5. Quais critérios um animal oferecido em sacrifício precisava cumprir? Leia o que a Torah diz:

• “cordeiro sem defeito, macho, de um ano de idade será para vós…” Shemot Êxodo 12:05

• “E se sua oferta for um sacrifício de pazes (Shelamim), e for de gado, oferecerá macho ou fêmea sem defeito diante do Eterno.” Vaicrá Levíticos 03:01

• “Se o sacerdote ungido pecar fazendo pecar o povo, oferecerá um novilho sem defeito, ao Eterno, como expiação (Hatat) pelo pecado que fez. Vaicrá 04:03

sacrificio III

A escolha de um animal para sacrifício exigia muito cuidado. Uma pessoa não podia simplesmente pegar qualquer animal para uma oferta. O animal precisava cumprir vários critérios, dependendo do tipo da oferta.

No entanto, havia um critério que todas as ofertas tinham que cumprir. Tinham que ser “sem defeito”. A palavra hebraica “tamim” também poderia ser traduzida como “completo”, “ileso”, “sem defeito” ou “perfeito”. Ela expressa a ideia de que algo cumpre o mais alto padrão possível. Somente o melhor era bom o suficiente.

A respeito do povo, a palavra é usada para caracterizar seu relacionamento com D’us como sendo “perfeito” (Bereshit Gênesis 6:9; 17:1).

5. Por que era crucial que Ele fosse sem pecado?

O Mashiach, o “Cordeiro de D’us, que tira o pecado do mundo” (Yohanan João 1:29), cumpriu perfeitamente o critério da Bíblia Hebraica de um sacrifício imaculado.

Considerando o Rabi Yeshua quem Ele foi e como foi criado e como foi concebido sob as mais sagradas circunstâncias e seu caráter foi cuidadosamente moldado para salvaguardá-lo de quaisquer influências negativas e em toda Sua vida, Ele ficou exposto à erudição e santidade, e ao estudo de Torá e dos ensinamentos dos Profetas. Ele amealhou certa quantidade de sabedoria, fervor e devoção.

Sua vida pura demonstrou que Ele foi um sacrifício perfeito. Essa é a garantia da nossa yeshu’ah, pois apenas Alguém sem pecado poderia carregar nossos pecados em nosso favor, e é a Sua perfeita justiça que nos cobre, agora e no juízo. Essa justiça é nossa esperança de salvação.

Assim como sua equivalente hebraica, a palavra grega para “imaculado” (amomos) é usada não somente para descrever o Mashiach e Seu sacrifício perfeito, mas também o caráter de Seus seguidores.

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Quinta
Ano Bíblico: At 4–6

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O que fazer agora?

O Talmude ensina: “Feliz és tu, Israel. Ante quem te purificas e quem é que te purifica? É teu Pai no Céu”. Qual é o meio que Ele revelou no Mishikan, no Tabernáculo e no Templo?

Embora o Judaísmo ensine que a hospitalidade, a caridade e as boas ações são os principais caminhos para expiação e um judeu pode dizer quando algo de errado lhe acontecer: “Que isso seja uma expiação”, e até mesmo antes de morrer o moribundo pode rezar: “Que seja a minha morte uma expiação por meus pecados”. Ainda assim precisamos entender os ensinamentos que o Eterno deixou na Torah sagrada, nossa maior autoridade.

Como pode alguém ser justo diante de Deus? Como pode o pecador ser justificado?

O que a Bíblia Hebraica ensina?

Como alcançar a mechilá, perdão pelos nossos pecados?

É unicamente por meio do Mashiach no Santuário Celestial é que nosso nome pode ser escrito no Livro da Vida e que podemos ser postos em harmonia com o Eterno, mas como devemos chegar a Hashem?

Muitos fazem hoje a mesma pergunta que fez “Que faremos?”

A primeira palavra da resposta é “Arrependei-vos.”

O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.
Quando, porém, o coração cede à influência do Ruach há Kodesh, o Espírito de D’us, a consciência é despertada, e o pecador discerne alguma coisa da profundeza e santidade da lei de D’us, base de Seu governo no Céu e na Terra.

A “luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo”, ilumina também os secretos escaninhos da alma, e as coisas ocultas das trevas se põem a descoberto. A convicção se apodera do espírito e da alma. O pecador tem então uma intuição da justiça do Eterno e experimenta horror ante a ideia de aparecer, em sua própria culpa e impureza, perante o Perscrutador dos corações. Vê o amor de D’us, a beleza da santidade, a exaltação da pureza; anseia por ser purificado e reintegrado na comunhão com o Eterno.

A oração de Davi, depois de sua queda, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Não fez nenhum empenho por atenuar a culpa; nenhum desejo de escapar ao juízo que o ameaçava lhe inspirou a oração. Reconheceu a enormidade de sua transgressão; viu a contaminação de sua alma; aborreceu o pecado. Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Anelava a alegria da santidade – ser reintegrado na harmonia e comunhão com D’us. Era esta a linguagem de sua alma:

rei david

“Concede-me Tua graça, ó Deus, conforme Tua benevolência,
e por Tua imensa misericórdia apaga minhas transgressões.
Purga-me completamente de minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.
Pois reconheço minha transgressão e ante mim está sempre meu pecado. Contra Ti pequei e ante Teus olhos pratiquei o mal.
Portanto, fundamentadas são Tuas palavras e justificada Tua sentença…
asperge-me com hissopo até que eu me purifique; lava-me até que eu me
torne mais alvo que a neve…”
Salmo 51:03 a 07,09
Bíblia Hebraica

Um raio da glória divina, um vislumbre da pureza do Mashiach que nos penetre na alma, tornará dolorosamente visível toda mancha do pecado, pondo a descoberto a deformidade e defeitos do caráter humano. Torna patentes os desejos profanos, a infidelidade do coração, a impureza dos lábios.
Os atos de deslealdade do pecador, invalidando a Lei de Deus, se expõe à vista e seu espírito se abate e aflige sob a influência profunda do Espírito de D’us e nesse instante a pessoa deve pedir a Deus, como o hebreu que confessava seus pecados sobre a cabeça do cordeiro, perdoa-me porque o Cordeiro morreu em meu lugar.

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Sexta
Ano Bíblico: At 27, 28

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Estudo adicional

“O Mashiach foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. ‘Pelas Suas pisaduras fomos sarados’”. (Ellen Gould White)

A Torah, os Profetas e os Escritos são claros nada menos que a morte de um substituto podia poderia realizar o tikkun há’olam, o reparo da humanidade a sua condição de antes da rebelião de nossos primeiros pais.
Para acabar com a morte, o pranto e a dor que ainda reinam neste mundo Ele tem que lidar com pecado em nosso coração e em nossa comunidade. É unicamente pela Sua morte que podemos aguardar e esperar a vinda do Mashiach para Ele se assentar no trono de David Seu pai, nEle nos cumpre fixar nossa emuná.

Perguntas para reflexão

1. Alguns não gostam da ideia do Mashiach como nosso sacrifício. Pensam que isso faz com que D’us pareça sanguinário ou vingativo, como os deuses pagãos (Alguns argumentam que a linguagem bíblica do sangue e sacrifício é simplesmente um reflexo desses conceitos pagãos). O que está errado com essa percepção? Como os conceitos de morte, sacrifício e sangue nos mostram a gravidade e as consequências do pecado? A compreensão do custo do pecado nos ajuda a buscar o poder de D’us a fim de afastar o pecado de nossa vida?

2. Ao pensar na morte substitutiva do Mashiach, e o que Eterno pretende ao nos perdoar através de Sua kapará o que devemos fazer hoje?

3. Como entender o que a Bíblia Hebraica ensina sobre perdão através do sangue derramado e como isso confirma o Judaísmo que uma vez foi entregue a Abraão, Isaque e Jacó, Moisés e aos profetas?

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