Lição 8 – O Mashiach nosso Cohen Gadol?


________________________________________

Shabbat à tarde Ano Bíblico: Rm 1–4

________________________________________

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Assim disse o Eterno a meu rei: ‘Assenta-te a Minha direita, enquanto de teus inimigos faço um descanso para teus pés. De Tsión estenderá o Eterno o cetro de tua força e te fará dominar teus inimigos… O Eterno, que não Se arrepende nem desfaz Sua palavra, jurou: ‘Para sempre serás um sacerdote, porquanto és o rei da justiça.” (Salmo 110:01,02 e 04)

________________________________________

Leituras da Semana:
Sl 110:1-5; Gn 14:18-20; Hb 7:1-3; Rm 8:31-34; 1Tm 2:4-6; Hb 8:6; 2:17, 18; 3:6; 10:1-14

“Cohen ou Kohen (em hebraico כהן, sacerdote, pl. כהנים kohanim) é o nome dado aos sacerdotes na Torá, cujo líder era o Cohen Gadol, Sumo Sacerdote de Israel, sendo que todos deveriam ser descendentes de Aarão.
Hoje, dentro do judaísmo, Cohen é uma classe de pessoas que possuem a tradição e reconhecimento da comunidade judaica, de que sejam descendentes da casta sacerdotal. Realizam alguns serviços especiais nas sinagogas, e devem obedecer a certos preceitos para garantir que estejam aptos a exercerem novamente o sacerdócio ‘se for necessário’.” Wikipédia.

sacerdote

O Salmo 110 foi escrito por Davi e ocupa lugar dentre as mais majestosas canções da literatura hebraica. Tem sido denominado como “A Pérola dos Salmos sobre o Mashiach”. O Mashiach é apresentado não somente como rei e governador deste mundo. Por juramento solene de D’us, é apresentado também como eterno sacerdote. Isso pode ser comparado com Zacarias 06:13, em que o Mashiach é profetizado como sacerdote e rei.

________________________________________

Domingo Ano Bíblico: Rm 5–7

________________________________________

Nosso Cohen Gadol

O livro de Hebreus, escrito por um judeu e para os judeus, pois não havia cristãos da forma como entendemos o Cristianismo hoje. O escritor aos Hebreus é o que mais fala a respeito do Mashiach como Cohen há Gadol ou Sumo Sacerdote.
A espinha dorsal do livro aos Hebreus vem de sua origem, o Tanakh, a Bíblia Hebraica e consiste em dois versos citados do Salmo 110. O verso 1 é citado para confirmar que o Mashiach é exaltado acima de tudo, porque Ele sentou-Se à direita de D’us. Esse é um tema recorrente em Hebreus, que enfatiza a unidade do Mashiach e Hashem (Hb 1:3; 4:14; 7:26; 8:1; 12:2). O verso 4 do Salmo 110 é usado para demonstrar que o sacerdócio de Mashiach foi prefigurado pelo rei de Justiça, Malki-Tzedek (Hb 5:6).

1. De que forma o Mashiach cumpre o sacerdócio divinamente prometido, segundo a ordem de Malki-Tzedek? Compare Bereshit, Bereshit, Gênesis 14:18-20, Tehilim, Salmo 110:4 e Hebreus 7:1-3, na a Bíblia Hebraica Sêfer e na Bíblia Judaica Completa, VIDA.

A Bíblia não apresenta muita informação sobre o rei de justiça, Malki-Tzedek. No entanto, o que ela revela mostra notáveis semelhanças com relação ao Mashiach. Malki-Tzedek é o rei da cidade de Salém (Salém significa “paz”. Então ele é o “Rei da Paz”). Seu nome significa “Rei da Justiça”, o que fala de seu caráter. Ele é separado da História, uma vez que sua linhagem familiar não é dada; seu nascimento e morte não são mencionados, por isso, parece que ele não teve início nem fim; ele é “sacerdote do D’us Altíssimo”. O sacerdócio de Malki-Tzedek é superior ao sacerdócio levítico, porque por meio de Abraão, Levi deu o dízimo a Malki-Tzedek (Hb 7:4-10). Malki-Tzedek, portanto, é um tipo do Mashiach.
melquisedeque

É comum alguns dizerem que no Judaísmo não há intermediários ou intercessores diante de Hashem, porém Aharon o primeiro cohen há gadol, sumo sacerdote em Israel conforme Shemot, Êxodo 28:01,30,35,38,43 é descrito no ofício sumo sacerdotal idealizado: nomeação divina, representante dos homens, mediação diante de D’us, compassivo e oferecendo sacrifícios pelo povo e por si mesmo.

O Mashiach cumpriu tanto o sumo sacerdócio aarônico quanto o sumo sacerdócio de Malki-Tzedek, de maneira melhor que qualquer um desses sacerdotes, ou sacerdócios, fez ou poderia fazer. Ambos os tipos encontraram seu antítipo no Mashiach.

________________________________________

Segunda Ano Bíblico: Rm 8–10

________________________________________

Birkat Cohanim – Bênção Sacerdotal

Sumo Sacerdote de Israel (em hebraico כהן גדול, transl. Kohen ou Cohen Gadol) é o nome dado ao mais alto posto religioso do antigo povo de Israel e posteriormente a época do exílio babilônico era também a mais alta autoridade política do país. O sumo sacerdote coordenava o culto e os sacrifícios, primeiro no tabernáculo, depois no Templo de Jerusalém. De acordo com a tradição bíblica, apenas os descendentes de Arão, irmão de Moisés, poderiam ser elevados ao cargo, ainda que posteriormente esta norma foi abolida por eventos políticos. Posteriormente a época do exílio babilônico, durante o período do Império Aquemênida persa, do Egito da dinastia ptolomaica e do império selêucida, o sumo sacerdote passou a cumular funções políticas, além das religiosas, tornando-se o chefe político de Israel, submetido ao governador da Síria. Durante e depois da Revolução Macabaica, o cargo de sumo sacerdote passou a ser exercido pelos reis descendentes dos Macabeus, os Hasmoneus, até o ano de 37 a.C. Posteriormente, os sumo sacerdotes passariam a ser indicados por Roma. Durante este período, o sumo sacerdote presidia o Sinédrio, a assembleia sacerdotal de Israel. Wikipédia

sacerdote 3 bênção
Atualmente os sacerdotes têm apenas um pequeno papel no ritual da sinagoga. Eles proferem a Bênção Sacerdotal, ele naturalmente não é a fonte da bênção, ele apenas representa e faz o papel de mediador da bênção, pois Hashem abençoa através dele.
O Eterno pede que ele ponha o Seu nome sobre os filhos de Israel para que Ele os abençoe. O Cohen levanta seus braços, já com a cabeça coberta pelo talit e com os dedos das mãos abertos em grupos de dois, os dois polegares e indicadores juntos.

Leia no Tanakh, Números, B’midbar 06:24 a 26 e escreva abaixo os três versos bíblicos que o Cohen abençoa o povo. _______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

A Bênção Sacerdotal é proferida na sinagoga a cada dia, ou em cada Shabatt ou festa, dependendo do costume local. Antes de subir ao estrado diante da arca da sinagoga, o cohen descalça seus sapatos e tem as mãos lavadas.
O lavar de mãos simboliza a pureza com a qual o ministrante da bênção teria que portar significando que o nosso Cohen Gadol no Santuário Celeste deve ter Suas mãos puras de violência e obras de morte, ser um justo (veja Isaías, Ieshaiáhu 53:09) ao aplicar a bênção sobre o povo, pois a Shekinah de D’us reflete em Seus dedos, somente o Mashiach cumpre plenamente a função sacerdotal.
“Esse é o tipo de kohen hagadol que supre nossa necessidade – santo, sem nenhuma ligação com o mal, sem mancha, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus. Ao contrário dos outros kohanim g’dolim, ele não tem a necessidade a necessidade diária, como os demais, de oferecer sacrifícios primeiro pelos pecados pessoais e, depois, pelos pecados do povo, porque fez um sacrifício de uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu… aqui está o aspecto mais importante de tudo o que dissemos: temos um kohen hagadol como esse. E ele está sentado à direita de Hag’dulah no céu, (veja Salmo, Tehillim 110:01). Lá ele serve no Lugar Sagrado, isto é, na verdadeira Tenda do Encontro, não erigida por mãos humanas, mas por Adonai.” Hebreus 07:26 a 01:02 BJC.
Nosso Cohen Gadol Celestial abençoa os nossos filhos com Sua presença ao iniciar o Shabbat após o por do sol de sexta feira, Sua bênção realiza o exorcismo quando de uma possessão liberando a pessoa, Ele abençoa os noivos sob a Chupá no dia de seu casamento. O Eterno é a fonte de nosso sustento e nos abençoa com comida e bebida e quando um menino ou menina realizam seu Bar ou Bat Mitzvah Ele ergue Sua mão sobre eles. Ele tem bênção para todas as ocasiões e eventualidades, e Ele realiza todas as 100 bênçãos que um crente piedoso precisa por um dia para que ele reconheça que D’us é a fonte de todas elas.

________________________________________

Terça Ano Bíblico: Rm 11–13

________________________________________

Mediador?

O Sacerdote na Bíblia Hebraica era o mediador entre o Homem e D’us, através dele Hashem aceitava o sacrifício para purificação dos pecados. O Cohen, Sacerdote é “representante do sagrado” é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar dos rituais sagrados do Tabernáculo e posteriormente do Templo de Jerusalém. Eles tinham a autoridade ou o poder de administrar os ritos religiosos, em especial, os ritos de sacrifício e expiação para perdão de pecados. Seu cargo ou posição foi chamado de Sacerdócio.

Os sacerdotes eram geralmente considerados como tendo um bom contato com Hashem. O ofício de sacerdote, Cohen, era um trabalho de tempo integral, exigindo total dedicação, eles não deviam ter criação ou exercer a agricultura. Antes de Moisés e da saída do povo israelita do Egito, antes de D’us ter dado ao povo uma lei escrita, a Bíblia menciona que ainda havia um remanescente da antiga adoração que desde Abel foi praticada, veja Gênesis, Bereshit 04:01 e 02.

“Esse Malki-Tezedek, rei de Shalem e kohen do Deus há’elyon, encontrou com Avraham…” e o abençoou. E Avraham lhe deu um décimo de tudo.” (Hebreus 7. 1- BJC)

Leia, agora, na Bíblia Hebraica Sêfer Gênesis, Bereshit 14:18 a 20 e confirme o que você acabou de ler em Hebreus.

Não se sabe muito dos sacerdotes nesse tempo, mas eram religiosos que guiavam o povo na direção do que se sabia e certamente por revelações D’us. Eram superiores mesmo a Abraão, pois, este lhe deu o dízimo reconhecendo-o como mediador.
“Mediador” é um termo do antigo mundo comercial e jurídico da Grécia. Ele descreve alguém que negocia ou atua como árbitro entre duas partes, para remover uma discórdia ou para alcançar um objetivo comum, a fim de estabelecer um contrato ou aliança.

Sacerdote 1

Na Torah lemos que os sacerdotes mediavam, pois deveriam comparecer diariamente diante do Eterno apresentando sacrifícios por si mesmos e pelo povo. Ele também mediava quando um judeu trazia seu sacrifício pelos pecados, era ele que se encarregava do corpo e do sangue da vítima imolada. Em Hebreus, o Mashiach é apresentado como Mediador e está ligado à B’rit Hadashah (Hb 8:6; 9:15; 12:24). Ele fez a reconciliação. Embora o pecado tivesse destruído a íntima comunhão entre a humanidade e D’us, o que poderia ter levado à destruição da humanidade, o Mashiach veio ao mundo e restaurou a conexão com Hashem, isto é reconciliação! Somente Ele é o elo entre D’us e a humanidade, Ele como que “reconstruiu” ou melhor que “inaugurou” o Templo Celeste, e estabeleceu os serviços, os verdadeiros serviços diante de D’us e apresenta o sangue e o corpo de Sí mesmo diante do Eterno, afinal, qualquer Cohen é mortal e o Templo não existe há séculos, somente o Santuário Celeste preenche as necessidades de yeshu’ah, salvação. Por meio desse elo podemos desfrutar pleno relacionamento de aliança com o Eterno.

________________________________________

Quarta Ano Bíblico: Rm 14–16

________________________________________

Os Serviços do Santuário de Moisés

O serviço no santuário terrestre dividia-se em duas partes: os sacerdotes ministravam diariamente no lugar santo, ao passo que uma vez ao ano o sumo sacerdote efetuava uma obra especial de expiação no lugar santíssimo, para a purificação do santuário. Dia após dia, o pecador arrependido levava sua oferta à porta do tabernáculo, e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. O animal era então morto. “Sem derramamento de sangue”…”não há remissão de pecado.” “A vida da carne está no sangue.” Lev. 17:11.

A lei de D’us, sendo violada, exige a vida do transgressor. O sangue, representando a vida que o pecador perdera, pecador cuja culpa a vítima arrostava, era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca contendo a lei que o pecador transgredira. Por esta cerimônia, o pecado transferia-se, mediante o sangue, em figura, para o santuário. Em alguns casos o sangue não era levado para o lugar santo; mas a carne deveria então ser comida pelo sacerdote, conforme Moisés determinou aos filhos de Arão, dizendo: “O Senhor a deu a vós, para que levásseis a iniquidade da congregação.” Lev. 10:17. Ambas as cerimônias simbolizavam, de igual modo, a transferência do pecado do penitente para o santuário.

Santuário II
Esta era a obra que, dia após dia, se prolongava por todo o ano. Os pecados de Israel eram assim transferidos para o santuário, e uma obra especial se tornava necessária para a sua remoção. Deus ordenou que fosse feita expiação para cada um dos compartimentos sagrados. “Fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo todos os seus pecados: e assim fará para a tenda da congregação que mora com eles no meio das suas imundícias.” Devia também ser feita expiação pelo altar, para o purificar e santificar “das imundícias dos filhos de Israel”. Lev. 16:16 e 19.

Uma vez por ano, no grande dia da expiação, o sacerdote entrava no lugar santíssimo para a purificação do santuário. A obra ali efetuada completava o ciclo anual do ministério. No dia da expiação dois bodes eram trazidos à porta do tabernáculo, e lançavam-se sortes sobre eles, “uma sorte pelo Eterno, e a outra sorte sobre Azazel”. Lev. 16:8. O bode, sobre o qual caía a sorte do Eterno, deveria ser morto como oferta pelo pecado do povo. E devia o sacerdote trazer o sangue do bode para dentro do véu e aspergi-lo sobre o propiciatório e diante do propiciatório. Devia também aspergir o sangue sobre o altar de incenso, que estava diante do véu.

“E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária.” Lev. 16:21 e 22. Azazel não mais vinha ao acampamento de Israel, e exigia-se que o homem, que o levara, lavasse com água a si e suas vestes, antes de voltar ao acampamento.

Azael 2

Toda esta cerimônia tinha por fim impressionar os israelitas com a santidade de D’us e o Seu horror ao pecado; e, demais, mostrar-lhes que não poderiam entrar em contato com o pecado sem se poluir. Exigia-se que, enquanto a obra de expiação se efetuava, cada homem afligisse a alma…

Importantes verdades concernentes à expiação eram ensinadas pelo culto típico. Um substituto era aceito em lugar do pecador; mas o pecado não se cancelava pelo sangue da vítima. Provia-se, desta maneira, um meio pelo qual era transferido para o santuário. Pelo oferecimento do sangue, o pecador reconhecia a autoridade da lei, confessava sua culpa na transgressão e exprimia o desejo de perdão pela fé num Redentor vindouro; mas não ficava ainda inteiramente livre da condenação da lei. No dia da expiação o sumo sacerdote, havendo tomado uma oferta da congregação, entrava no lugar santíssimo com o sangue desta oferta, e o aspergia sobre o propiciatório, diretamente sobre a lei, para satisfazer às suas reivindicações. Então, em caráter de mediador, tomava sobre si os pecados e os retirava do santuário. Colocando as mãos sobre a cabeça do bode Azazel e confessava todos esses pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o bode. Este os levava então, e eram considerados como para sempre separados do povo.

Tal era o serviço efetuado como “exemplar e sombra das coisas celestiais”. E o que se fazia tipicamente no ministério do santuário terrestre, é feito na realidade no ministério do santuário celestial. Depois de Sua ascensão, começou o Mashiach a obra como nosso Sumo Sacerdote.

“o Mashiach não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de D’us.” Heb. 9:24.

O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro compartimento do santuário, “para dentro do véu” que formava a porta e separava o lugar santo do pátio externo, representa o ministério em que entrou o Mashiach ao ascender ao Céu. Era a obra do sacerdote no ministério diário, a fim de apresentar perante D’us o sangue da oferta pelo pecado, bem como o incenso que ascendia com as orações de Israel.

________________________________________

Quinta Ano Bíblico: 1Co 1–4

________________________________________

Nosso Kohen haGadol no Santuário Celeste.

“O Tabernáculo representava a morada de Deus em meio à comunidade, (Shekinah), e tinha como modelo o santuário celestial. Seu traçado simbolizava a Criação, a estrutura do cosmo e a história futura do povo de Israel até a Idade Messiânica.” Dicionário Judaico – Alan Unterman
santuário celestial
Homens escolhidos foram especialmente dotados por D’us de habilidade e sabedoria para a construção do sagrado edifício, o Mishikan Kodesh O próprio D’us deu a Moisés o plano daquela estrutura, com instruções específicas quanto ao seu tamanho e forma, materiais a serem empregados, e cada peça que fazia parte do aparelhamento que deveria a mesma conter. Os lugares santos, feitos a mão, deveriam ser “figura do verdadeiro”, “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:24 e 23) – uma representação em miniatura do templo celestial, onde o Mashiach, nosso grande Sumo Sacerdote, depois de oferecer Sua vida em kapará, ministraria em prol do pecador. D’us expôs perante Moisés, no monte, uma visão do santuário celestial, e mandou-lhe fazer conforme o modelo. Shemot, Êxodo 25:09.

As vestes do sumo sacerdote eram de custoso material e de bela confecção, em conformidade com a sua elevada posição. Em acréscimo ao traje de linho do sacerdote comum, usava uma vestimenta de azul, também tecida em uma única peça. Ao longo das franjas era ornamentada com campainhas de ouro, e romãs de azul, púrpura e escarlate. Por sobre isso estava o éfode, uma vestidura mais curta, de ouro, azul, púrpura, escarlate e branco. Era preso por um cinto das mesmas cores, belamente trabalhado. O éfode não tinha mangas, e em suas ombreiras bordadas de ouro achavam-se colocadas duas pedras de ônix, que traziam os nomes das doze tribos de Israel.

Sobre o éfode estava o peitoral, a mais sagrada das vestimentas sacerdotais. Este era do mesmo material que o éfode. Era de forma quadrada, media um palmo, e estava suspenso dos ombros por um cordão de azul, por meio de argolas de ouro. As bordas eram formadas de uma variedade de pedras preciosas, as mesmas que formam os doze fundamentos da cidade de D’us. Dentro das bordas havia doze pedras engastadas de ouro, dispostas em fileiras de quatro, e como as das ombreiras, tendo gravados os nomes das tribos. As instruções do Eterno foram:

“Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Eterno continuamente.” Shemot, Êxo. 28:29.

Assim o Mashiach, o grande Sumo Sacerdote, pleiteando com Seu sangue diante do Pai, em prol do pecador, traz sobre o coração o nome de toda alma arrependida e crente. Diz o salmista: “Eu sou pobre e necessitado; mas o Eterno cuida de mim.” Sal. 40:17.

“Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis.” Ya’akov, Tiago. 5:16. Confessai vossos pecados a D’us, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de D’us, porque o irmão a quem feristes é propriedade de D’us e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Cohen gadol, que “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”, e que Se compadece “das nossas fraquezas” (Heb. 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniquidade.”

Ellen Gould White
.
________________________________________

Sexta Ano Bíblico: At 27, 28

________________________________________

Estudo adicional

“Afaste-se da voz de Satã, deixe de fazer sua vontade, e permaneça ao lado do Mashiach, mantendo os atributos dEle, o Possuidor de ternas e finas sensibilidades, que pode tornar Sua própria a causa dos aflitos e sofredores. O homem que muito foi perdoado, amará muito. O Mashiach é o Intercessor compassivo, misericordioso e fiel Sumo Sacerdote. Ele, a Majestade do Céu, o Rei da glória, pode olhar para o homem finito, sujeito às tentações de Satã, sabendo que sentiu o poder das artimanhas de Satã”
judaísmo IV

“A consciência pode ser libertada da condenação. Pela fé em Seu sangue, todos podem ser aperfeiçoados no Mashiach. Graças a D’us por não estarmos lidando com impossibilidades. Podemos pretender santificação. Podemos fruir o favor de D’us. Não devemos estar ansiosos acerca do que Mashiach e Deus pensam de nós, mas do que D’us pensa do Mashiach, nosso Substituto”. Idem

shofar-527x351

Perguntas para reflexão

1. Leia na Bíblia Judaica Completa Hebreus 2:17. Por que foi necessário que o Mashiach Se tornasse humano e sofresse antes que Se tornasse nosso Sumo Sacerdote?

2. Pense nas seguintes palavras: “Não devemos estar ansiosos acerca do que o Mashiach e D’us pensam de nós, mas do que D’us pensa do Mashiach, nosso Substituto.” Este pensamento deve te trazer paz, pois o Mashiach é que apresenta o sacrifício em seu lugar e apresenta O sangue da Kaparot diante de Hashem.

3. Nosso Sumo Sacerdote, o Mashiach, é a certeza da nossa yeshu’ah, salvação. Ele aplica os efeitos e benefícios de Seu sacrifício e sangue, da mesma forma que o kohen aplicava o sangue do cordeiro diante do Eterno. Com Ele ao nosso lado, não temos nada a temer. Como podemos tomar essas verdades maravilhosas, expressas na Torah, nos profetas, nos Salmos e no livro de Hebreus, e aplicá-las a nós mesmos, especialmente em momentos de tentação?

3 comentários sobre “Lição 8 – O Mashiach nosso Cohen Gadol?

  1. Boa noite,cara redacao
    No Novo Testamento que comprei na Sinagoga aqui em Munique diz;Aos Hebreus(Messiánicos)
    Os Fariseus e Saduceu(Judeus Ortodoxos de hoje)nunca aceitaram Jesus,e foram eles que mais trabalharam par ao matar.
    Sou, Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
    Schieder Da Silva

    Curtir

    • Interessante sua identificação como sacerdote, ainda mais da ordem de Melquisedeque, respeito sua fé e seu ensinamento e a liberdade que você tem de pensar no que quiser, no entanto, gostaria de lhe informar que a B’rit Hadashah/Novo Testamento não autoriza nenhum um tipo de sacerdócio fora o do Mashiach:

      “..Portanto, pelo fato de termos um kohen gadol que entrou no mais alto céu, Yeshua, o Filho de Deus…” Hebreus 04:14

      “…esse é o tipo de kohen hagadol que supre nossa necessidade – santo, sem nenhuma ligação com o mal, sem mancha, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus…” Hebreus 07:26

      “…embora fosse o Filho, aprendeu a obedecer por meio dos sofrimentos. E, depois de ter alcançado seu alvo, tornou-se a fonte da libertação eterna, para todos os que lhe obedecem, tendo sido designado por Deus kohen gadol, comparável a Malki-Tezedek.” Hebreus 05:08 a 10.

      Veja Também, I Timoteo 02:05.

      Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s