PUREZA “MENSTRUAL” ATÉ DEBAIXO DA NEVE


Uma organização religiosa surgiu com uma solução criativa para as mulheres que vivem na área de Jerusalém, que completaram sua Niddah (menstruação) no meio da tempestade de neve e tiveram que ir na mikve, ou banho ritual, antes de retornarem para os braços de seus maridos.

A Halachá (lei judaica) proíbe estritamente atrasar a imersão, e por isso a organização Taharat Habait operou com um jipe ??de patrulha especial, que passou de casa em casa a pedido das mulheres levando-as para a mikve mais próxima.

O jipe ??fez o seu caminho através da neve, na quinta-feira e sábado à noite em Jerusalém, e nas comunidades próximas, a fim de permitir que as mulheres cumprissem a mitzvah mensal.

“A prioridade da organização é a sensibilização para a importância da mitzvah da pureza familiar”, explicou o presidente da organização, o rabino Yehezkel Mutzafi. “Conseguimos operar mesmo com o tempo chuvoso e neve pesada, de modo que o maior número de mulheres possível pudessem aderir à pureza das leis e conseguissem chegar a mikve da maneira mais fácil e mais conveniente.”

transporte para mulheres menstruadas para o ritual de purificação mikvê
Purity patrol vehicle in action (Photo: Taharat Habait)

Homens religiosos encontraram dificuldades na realização de ações triviais como orar com um quorum (minian). Nos dias de nevasca, e especialmente no Shabat, muitos encontraram dificuldades para andar até a sinagoga por causa da neve em determinadas áreas. Alguns rezaram em unidades em casa, enquanto outros conseguiram reunir nove outros adoradores para um quorum improvisado no átrio ou no porão de seus prédios.
“Oramos na escadaria no frio e umidade, mas considerando o que estava acontecendo do lado de fora – aquelas eram as condições mais convenientes”, disse Urias, um residente de Jerusalém.

Outra questão envolveu o eruv – um recinto ritual que permite que judeus carreguem certos objetos fora de suas casas no Shabat. Os receios de que o clima tempestuoso tinha causado rompimento nos fios do eruv que cercam todas as cidades do bairro interrompeu a rotina religiosa diária. Muitos evitaram carregar objetos fora de suas casas, no “domínio público”, durante todo o Shabat.

Rabinos e representantes dos conselhos religiosos em todo o país correram contra o tempo para garantir que os fios estavam sem danos ou para repará-los antes do início do Shabat, mas nem todos conseguiram fazer o trabalho a tempo.

Em cidades e comunidades onde o eruv foi declarado estar intacto, antes do início do Shabat, havia preocupações de que pudessem ser danificados depois, no auge da tempestade.

Como resultado, as pessoas que queriam deixar suas casas durante o dia de descanso não podiam levar suas chaves ou empurrar um carrinho, enquanto os convidados para as refeições do Shabat não puderam trazer a comida que prepararam, fazendo com que muitos simplesmente ficassem em casa.

fonte: rua judaica 23 de dezembro de 2013.

Anúncios