APÓS A ESPANHA, AGORA É PORTUGAL QUE DESEJA NACIONALIZAR OS DESCENDENTES DE JUDEUS


Judeus messiânico

O ministro do Turismo Português, Adolfo Mesquita Nunes, que visitou Israel na semana passada, disse que o texto final de uma lei que concede nacionalidade automática Portuguesa para os descendentes de judeus de Portugal será concluído em breve.

Os 400 mil membros da comunidade judaico-portuguesa foram expulsos, mortos, ou forçados a se converter ao cristianismo durante a Inquisição, no século 16.

O projeto foi iniciado pelo Membro do Parlamento, José Ribeiro e Castro, que deseja “corrigir um erro histórico e fazer justiça”. Sua proposta foi aprovada por unanimidade pelo parlamento em abril e, finalmente, aprovada no verão.

A Inquisição Portuguesa, criada em 1536, torturou dezenas de milhares de judeus, os executou em praça pública, e crianças judias foram expulsas de colônias de Portugal. Os judeus que permaneceram no país foram forçados a se converter ao cristianismo, e a maioria continuou a manter seu estilo de vida judaica em segredo.

Portugal Follows Spain, Will Grant Nationality to Sephardic Jews

Muitos dos judeus fugiram para países como Marrocos, Turquia, Holanda e Itália, e alguns deles estavam entre os primeiros europeus a imigrar para Nova York.

O Governo Português tem trabalhado, há vários meses, sobre os procedimentos para a implementação da lei e para estabelecer critérios para a aprovação dos pedidos.

O embaixador Português para Israel, Miguel de Almeida e Sousa, disse que “a lei deve agora ser traduzida em procedimentos claros, a fim de permitir que as pessoas que se candidatem possam ser examinadas corretamente. Nós estamos falando de cerca de 15 gerações passadas.”

As autoridades portuguesas têm registros deixados, desde a Inquisição, com os nomes das famílias judias que fugiram ou foram expulsas. Tal como na vizinha Espanha, a lei portuguesa não obriga uma pessoa que procura uma nacionalidade portuguesa a residir no país. O candidato terá que simplesmente mostrar uma conexão com Portugal e provar que não tem antecedentes criminais.

A comunidade judaica de Lisboa também mantém registros daqueles dias escuros. “Nossos rabinos sabiam melhor quem era judeu, embora o problema é determinar se as famílias são originalmente da Espanha ou de Portugal”, disse José Oulman Carp, presidente da comunidade.

O Rabino chefe de Portugal, Eliezer Shai Di Martino, saudou a iniciativa e expressou sua esperança de que a medida vai aumentar a pequena comunidade judaica, que inclui atualmente apenas 1.000 pessoas.

fonte: Rua Judaica 21 de fevereiro de 2014.

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