Judeus, católicos e muçulmanos iniciam uma viagem para levar ao Oriente Médio mensagem de convivência pacífica


Oração Islâmica

Com o propósito de mostrar a Argentina como um modelo viável de diálogo e convivência inter-confessional para “exportar” ao resto do mundo, 45 líderes das três religiões iniciaram juntos uma viagem, na qual se reunirão com o presidente israelense, Shimon Peres, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e o rei Abdullah da Jordânia, finalizando com una audiência com o Papa Francisco.

“Com esta viagem, esperamos criar vínculos interpessoais entre os viajantes e, a partir deles, gerar uma nova rede que fortaleça todos os esforços que vem sendo feitos já há muito tempo e em vários lugares, com distintos referenciais e interlocutores”, contou Claudio Epelman, diretor executivo do Congresso Judaico Latino-Americano.

Omar Helal Massud, ex-presidente do Centro Islâmico Argentino, expressou seu desejo de “contribuir, ainda que seja com um grão de areia, para mostrar a convivência inter-religiosa”. Guillermo Marcó, que durante anos foi porta-voz de Jorge Bergoglio agregou que “esta viagem é a continuidade de um diálogo não teológico, mas a busca de objetivos em comum e concretizá-los em conjunto. Neste caso, nossa viagem é uma prévia da que o Papa realizará em maio, aos mesmos lugares e reunindo-se com as mesmas personalidades. Queremos levar a mensagem que expressa que o que é tão difícil obter em outros pontos do Planeta, para nós é possível: eu não viajo somente com referências inter-religiosas, mas com alguns bons amigos”.

O Museu do Holocausto, a Mesquita de Al-Aqsa, a Via Dolorosa, o Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações serão alguns dos locais visitados pelo grupo. Ao regressarem da viagem que se estenderá de 18 a 28 de fevereiro, o grupo -que não conta com nenhum subsídio e cujos integrantes são responsáveis por suas próprias despesas- buscará aprofundar o trabalho, sobre a rede de vínculos interpessoais e institucionais desenvolvidos ao longo de 10 dias de convivência. “Não queremos importar o conflito do Oriente Médio, se não exportar a ideia de que a convivência é possível”, concluiu Epelman.

FONTE: RUA JUDAICA DE 21 DE FEVEREIRO DE 2014

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