Lição 4 Jesus/Yeshua e a Torah no Sermão da Montanha


Shabbat à Tarde

Verso para Memorizar:

“Não pensem que vim abolir a Torah ou os Profetas. Não vim abolir, mas completar. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torah passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido.” Mattityahu/Mateus 5:17 e 18, Bíblia Judaica Completa – BJC.

(Yeshua, diminutivo de Yehoshua, que significa o ‘Eterno’ salvará. O mesmo nome foi transcrito, ao mesmo tempo, como Josué, sucessor de Moshe (Moisés), e como Jesus. Como os chiados e os guturais não existem em grego, Yeshua tornou-se, Iesou, de onde deriva Jesus. Fonte: André Chouraqui, Imago)

QUANDO SE PENSA NO SERMÃO DA MONTANHA, automaticamente se pensa nas “bem-aventuranças” (Mt 5:01 e 12). No entanto, o Sermão da Montanha abrange três capítulos, que foram divididos em quatro seções. As “bem-aventuranças” constituem apenas a primeira seção. Na segunda seção, Yeshua/Jesus compara os crentes à luz e ao sal (Mt05:13-16) na terceira, Mattityahu/Mateus 5:17-48, Yeshua/Jesus nos dá uma nova e mais profunda perspectiva sobre a Torah. A quarta seção é a mais longa, Mat. 06:01 a 07:23, na qual Jesus apresenta um claro ensino sobre o comportamento do crente. O Sermão da Montanha termina com a parábola dos dois construtores, um sábio e outro tolo (Mt 07:24-27), que enfatiza a importância da obediência ao D’us nos chama a fazer.
Nesta semana, examinaremos a terceira seção, Mattityahu/Mateus 05:17-48. (a qual os estudiosos chamam de antíteses (opostos), casos em que fortes contrastes são apresentados), para descobrir o que ela nos ensina sobre a Torah.

Jesus e os discipulos
Domingo

Nem um yud ou um traço da Torah (Mat. 05:17-20)

Leia de novo Mattityahu/Mateus 5:17-20. Que lição importante essa passagem ensina sobre a verdadeira obediência a Torah? O que Jesus/Yeshua sugeriu sobre a atitude dos fariseus em relação à Torah?

Jesus começa esta seção dando a certeza de que Ele não veio para “abolir a Torah e os profetas “ (Mat. 5:17). Embora não haja aqui qualquer referência, muitos consideram ser esta uma expressão aplicável a todo Tanach (ver Mat. 7:12; 11:13; 22:40; Lucas 16:16; Atos 13:15; 24:14; Rom. 3:21). Apesar daquilo que os Seus opositores afirmavam, Jesus não atacou o próprio livro que revelava a vontade do Seu Pai. Em vez disso, o Seu propósito foi “cumprir” a Torah e os profetas, não aboli-los.

A palavra usada para “cumprir” (plero) (utilizada na maioria das versões) significa, literalmente, “preencher” ou “completar”, como a versão Judaica Completa traduz. Tem em si o sentido de “encher até borda”. Há duas maneiras de compreender este uso do verbo cumprir. Uma é colocar a ênfase em Yeshua/Jesus como sendo o cumprimento das Escrituras (por exemplo, Lucas 24:25-27; Yochanan/João 5:39). No entanto, a chave para se entender este texto encontra-se no seu contexto imediato, que mostra que Yeshua/Jesus não veio para destruir as Escrituras Hebraicas, mas para revelar a sua essência interior.

Tendo esclarecido a Sua intenção principal, Yeshua/Jesus passou a ênfase da Torah e do Tanach em geral para os Dez Mandamentos em particular, veja que a partir do verso 21 Ele é bem especifico. Sabendo bem que, um dia, as pessoas iriam acusá-Lo de abolir ao Decálogo. Ele advertiu que, enquanto existissem Céu e Terra, a Lei continuaria a existir até que “tudo seja cumprido” (Mat. 5:18). Com esta afirmação, Yeshua/Jesus confirmou a perpetuidade da Lei em seus aspectos morais e éticos, veja o contexto que segue, e o cumprimento profético/messiânico na Pessoa do Mashiach, Ele mesmo se cumpra, isto é, “até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido”, verso 18b- da BJC.

Na realidade, a Lei é tão importante que todos aqueles que violam os seus preceitos serão chamados “os menores no reino”, verso 19.. Esta é apenas uma maneira de dizer que esses não estarão no Reino; por outro lado, aqueles que vivem pela Lei estarão no Reino. Yeshua/Jesus rapidamente salientou que não estava a promover a justiça oca dos escribas e Fariseus, mas, em vez disso, exaltava uma justiça que brota de um coração que ama D’us e que procura fazer a Sua vontade.

odio
Segunda-feira

Assassinato (Mattityahu/Mateus 5:21-26)

Depois de ter esclarecido quais eram as Suas intenções ao defender a Lei, Yeshua/Jesus começou a explicar o que é a justiça que excede a dos escribas e Fariseus. Principiou por citar o sexto mandamento (Sh’mot/Êxodo. 20:13) e por sintetizar, com base na Torah, o castigo da sua transgressão (Sh’mot/Êxodo 21:12; Vaicrá/Lev. 24:17).
O sexto mandamento não abrange todos os casos em que uma pessoa mata outra. Em casos de assassínio acidental, era possível uma pessoa fugir para uma cidade de refugio eté obter asilo temporário (Sh’mot/Êxodo 21:13; B’midbar/Números 35:12). Contudo, quem intencionalmente tirasse a vida de outra pessoa seria alvo de um rápido castigo. Na explicação que deu, Yeshua/Jesus não Se focou no ato em si, mas no motivo e nos intentos daquele que comete o ato. Um indivíduo pode tirar uma vida acidentalmente, mas aquele que propositadamente tira a vida a alguém já antes passou por um período de deliberação. O pecado aconteceu antes mesmo de se levar a efeito esse terrível feito. Muitos potenciais assassinos são impedidos por falta de oportunidade.
Leia Mattityahu/Mateus 5:22. A que compara Yeshua/Jesus o assassínio? De que modo I Yochanan/I João 3:15 contribui para enfatizar este ponto? Qual a verdadeira questão aqui, que Yeshua/Jesus procura salientar, e o que nos diz isso acerca do verdadeiro alcance da Lei de D’us?
Embora seja frequente a Bíblia referir o poder das palavras, Yeshua/Jesus, nesta passagem, leva-o a um nível mais profundo. Acontece muitas vezes que único objetivo de palavras causticas ou de insultos é despertar sentimentos negativos na vítima. O ponto que Yeshua/Jesus refere é claro como a água. Não só apenas aqueles que levam prática o crime que são culpados de assassínio, mas também aqueles que dirigem palavras ríspidas aos outros ou que até nutrem pensamentos assassinos. Yeshua/Jesus aconselha as pessoas que dão guarida a esses pensamentos que se reconciliem com as suas vítimas antes de comparecerem diante do altar (Mat. 5:23-26).
Medite sobre as implicações das palavras de Yeshua/Jesus nos textos estudados hoje. Como se tem comportado neste aspecto? O que um padrão tão elevado nos diz a respeito da necessidade de se estar permanentemente coberto pela justiça do Mashiach?

adultério 2
Terça-feira

Adultério (Mat. 5:27-32)

O exemplo que Yeshua/Jesus apresentou a seguir envolve mandamentos referentes ao adultério. O primeiro cita o sétimo mandamento “Não adulterarás”. No contexto da Torah de Moisés, o adultério ocorria quando uma pessoa casada se envolvia sexualmente com outra pessoa além do cônjuge. A lei era muito clara quanto ao fato de ambas as partes, culpadas de adultério, deverem ser condenadas á morte. Tal como fez com o sexto mandamento, Yeshua/Jesus apresentou as implicações mais profundas deste mandamento em particular.
O adultério começa frequentemente muito tempo antes de os atos serem cometidos. Do mesmo modo que o assassínio começa com a intenção de infligir dano permanente a um indivíduo, também o adultério tem início no momento em que um indivíduo lascivamente deseja outra pessoa, casada ou não com quem não esta casada.
Leia Mattityahu/Mateus 5:29 e 30. Poderia Yeshua/Jesus ter sido ainda mais enfático na descrição dos perigos do pecado? Depois de ver estes textos, leia Romanos 7:24. Que importantes verdades se encontram aqui?
Também aqui Yeshua/Jesus provê uma “cura” instantânea para aqueles pecados que foram mostrados. A solução não é continuar com o pecado, mas participar numa autocirurgia radical. Utilizando metáforas muito fortes, Yeshua/Jesus aconselha quem tem o problema a que faça o que for necessário se quiser entrar no Reino.
Isto pode significar tomar um caminho diferente para o trabalho ou por fim a uma amizade muito querida, mas o ganho eterno ultrapassa de longe as paixões do momento.
Como vimos antes, Moisés permitiu o divórcio, ainda que soubesse que o mesmo não fazia parte do plano original de D’us. Depois de Se dirigir a homens casados com olhos vadios e de admoestá-los no sentido de controlarem os seus impulsos, Yeshua/Jesus encoraja uma fidelidade matrimonial para a vida inteira.
“A entrega da vontade é representada como arrancar o olho ou cortar a mão. Parece-nos muitas vezes que sujeitar-nos “vontade de Deus” é o mesmo que consentir em atravessar a vida mutilado ou aleijado. ƒ melhor, porém, o Mashiach diz, que o eu seja mutilado, ferido, aleijado, contanto que possais entrar na vida. Aquilo que considerais um desastre é a porta para um mais elevado bem.” Ellen Gould White

juramento
Quarta-feira

PROMESSAS, PROMESSAS… (Mat. 5:33-37)

As primeiras duas antíteses (assassínio e adultério) estão fundamentadas no Decálogo. A antítese a propósito do divórcio e as que se lhe seguem são retiradas de seções da Torah, incluindo esta sobre jurar falsamente e fazer votos ao Eterno.
Leia Vaicrá/Levítico 19:11-13. Quais questões específicas encontramos? Veja também na Torah, Sh’mot/Êxodo 20:7.
A parte da Torah que Yeshua/Jesus cita está mencionada numa seção de Vaicrá/Levítico que condena um certo número de práticas enganadoras. Mais uma vez, é aqui evidente que a preocupação de Yeshua/Jesus tem a ver com as intenções. Qualquer pessoa que faz uma promessa sem intenções de a cumprir tomou a decisão consciente de pecar.
Embora a ordem contra o falso juramento tenha a ver com promessas feitas a outras pessoas, a segunda ordem envolve promessas feitas a D’us.
Leia D’varim/Deuteronômio 23:21-23. Em que aspetos estes versículos se relacionam com as palavras de Yeshua/Jesus em Mattityahu/Mateus 5:33-37? Veja também na Bíblia Judaica Completa, Atos 5:1-11.
Ao contrário da pessoa culpada de um juramento falso, aquela que assume um compromisso financeiro para com D’us não tem necessariamente intenções de O defraudar. Contudo, Yeshua/Jesus conhece a natureza humana e adverte contra fazerem-se promessas de que mais tarde nos venhamos a arrepender. A história de Ananias e Safira – que fizeram uma promessa a D’us com todas as intenções de a cumprirem, mas que mudaram de atitude e tiveram um castigo mortal da parte de D’us – é um exemplo claro da forma como D’us olha para o pecado. Em vez de se fazerem promessas que podem até ser impossíveis de cumprir pelo indivíduo, o crente deve ser uma pessoa de integridade, cujo “sim” queira dizer sim e cujo “não” queira dizer não.
Pense numa ocasião em que tenha feito uma promessa (quer a uma pessoa, quer a D’us) que tencionava cumprir, mas que, em ultima instância, não cumpriu. Como podemos evitar esse problema? E o que dizer de promessas feitas a nós mesmos que, depois, renegamos?

lei de talião
Quinta-feira

LEX TALIONIS (Mat. 5:38-48)

Parece que o tema comum aqui (Mat. 5:38-48)é a vingança. O primeiro tema tem a ver com muitos mandamentos na Torah que são construídos sobre o princípio de pagar um crime com um castigo equivalente, uma ideia que, em latim, se chama “lex talionis”, um termo que significa “lei da retaliação”.
Como vimos numa série de passagens (Sh’mot/Êxodo. 21:22-25; Vaicrá/Lev. 24:17-21; D’varim/Deut. 19:21), a Torah requeria que o ofensor sofresse a mesma experiência que a vítima. Se a vítima perdia um olho, um braço, um pé ou a vida, o ofensor também tinha de perder o equivalente. Esta “lei da retaliação” era comum em várias civilizações antigas. E porque não, uma vez que parece revelar um simples princípio de justiça?!
É importante compreender que este princípio está aqui incluído para limitar a retaliação, isto é, para evitar que as pessoas retirem de um mal que lhes tenha sido feito mais do que teriam direito a receber legitimamente. Assim, esta lei servia, em muitos aspectos, para garantir que a justiça não fosse pervertida.
Por conseguinte, em Mattityahu/Mateus 5:38-42, Yeshua/Jesus não estava necessariamente a contrariar a legitimidade de uma lei que exigia que uma pessoa fosse punida por um crime cometido. Em vez disso, Yeshua/Jesus concentra-Se na reação do crente perante pessoas que tentam tirar partido deles. Em vez de procurarem oportunidades para a vingança, os crentes devem “retaliar” com bondade, algo que só conseguimos fazer mediante a Graça de D’us a operar em nós. Neste Seu apelo, Yeshua/Jesus leva-nos a um nível mais profundo na nossa compreensão do que significa ser seguidor de Hashem.

A antítese final aborda a atitude que promove o amor pelos amigos e o ódio pelos inimigos. A ordem para se amar o próximo encontra-se em Vaicrá/Levítico 19:18. Não há um texto explícito a apelar ao ódio contra os inimigos, isto apesar do que é dito em D’varim/Deuteronômio 23:3-6.
No contexto do mundo de Yeshua/Jesus, os Judeus encontravam-se sob uma ocupação estrangeira, sofrendo o poder opressivo dos Romanos, e eram cidadãos de segunda classe na sua própria terra. Olhando para a opressão que sofriam, provavelmente sentiam-se justificados em odiar o seu inimigo, o qual, por vezes, os oprimia severamente. Yeshua/Jesus estava a mostrar-lhes uma maneira melhor de viver, mesmo sob circunstâncias abaixo do ideal.
Leia Mattityahu/Mateus 5:44 e 45. Que mensagem nos dirige aqui Yeshua/Jesus? Mais importante ainda, de que maneira podemos aplicar este ensino na nossa vida a alguém que nos tenha feito mal?

Jesus ensina I
Sexta-feira

Estudo Adicional

Raramente reunia o Mashiach os discípulos a sós com Ele, para Lhe receberem a palavra. Não escolhia para auditório apenas os que conheciam o caminho da vida. Era Sua obra pôr-Se em contato com as multidões que se achavam em ignorância e erro. Dava as lições da verdade segundo estas podiam atingir os obscurecidos entendimentos. Ele próprio era a Verdade, lombos cingidos e mãos sempre estendidas para abençoar, buscando, com palavras de advertência, súplica e animação, erguer a todos quantos iam ter com Ele.
O sermão da montanha, conquanto feito especialmente para os talmidim/discípulos, foi proferido aos ouvidos da multidão. Após a ordenação dos enviados/apóstolos, Yeshua/Jesus foi com eles para a praia do mar. Ali, de manhã cedo, começara o povo a se reunir. Além das costumadas multidões das cidades da Galiléia, havia gente da Judéia e da própria Jerusalém; da Peréia, de Decápolis, da Iduméia, para o sul da Judéia; e de Tiro, e Sidom, as cidades fenícias da costa do Mediterrâneo. “Ouvindo quão grandes coisas fazia” (Mar. 3:8), “tinham vindo para O ouvir, e serem curados das suas enfermidades. … Porque saía dEle virtude, e curava a todos.” Luc. 6:17-19.
A estreita praia não oferecia espaço ao alcance de Sua voz para todos quantos O desejavam ouvir, e Jesus os conduziu de volta à encosta da montanha. Chegando a um espaço plano, que proporcionava aprazível lugar de reunião para vasto auditório, sentou-Se Ele próprio na relva, e os talmidim/discípulos e a multidão seguiram-Lhe o exemplo…
D’us nos deu Seus santos preceitos, porque ama a humanidade. Para proteger-nos dos resultados da transgressão, revela os princípios da justiça. A lei é uma expressão do pensamento divino; quando recebida no Mashiach, torna-se nosso pensamento. Ergue-nos acima do poder dos desejos e tendências naturais, acima das tentações que induzem ao pecado. D’us quer que sejamos felizes, e deu-nos os preceitos da lei para que obedecendo-lhes, possamos ter alegria. Quando, por ocasião do nascimento de Yeshua/Jesus, os anjos cantaram:
“Glória a D’us nas alturas, Paz na Terra, boa vontade para com os homens” (Luc. 2:14), estavam declarando os princípios da lei que viera engrandecer e tornar gloriosa.
Quando a lei foi proclamada do Sinai, D’us tornou conhecida aos homens a santidade de Seu caráter a fim de que, por contraste, pudessem ver sua própria pecaminosidade. A lei foi dada para os convencer do pecado, e revelar-lhes sua necessidade de um Salvador. Assim o faria, à medida que seus princípios fossem aplicados ao coração pelo Espírito Santo. Esta obra deve ela fazer ainda. Na vida de Yeshua se tornam patentes os princípios da lei; e, ao tocar o Ruach HaKodesh/Espírito Santo de D’us o coração, ao revelar a luz do Mashiach aos homens a necessidade que têm de Seu sangue purificador (a semelhança do cordeiro morto no Templo) e de Sua justificadora justiça, a lei é ainda um instrumento em nos levar ao Mashiach para sermos justificados pela fé. “A lei do Eterno é perfeita, e refrigera a alma.” Sal. 19:7.

“Até que o céu e a Terra passem”, disse Yeshua, “nem um yud ou um traço se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” Mat. 5:18. O Sol que brilha no céu, a sólida Terra sobre que habitamos, são testemunhas de D’us, de que Sua lei é imutável e eterna. Ainda que passem, perdurarão os divinos preceitos. “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.” Luc. 16:17. O sistema de tipos/profecias que apontavam para o Mashiach como o Cordeiro de D’us, deviam ser cumpridos por ocasião de Sua morte; ‘até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido’ mas, os preceitos do decálogo são tão imutáveis como o trono de D’us. Adaptado de DTN 299, 308, Ellen Gould White

Anúncios