Para crer em D’us eu preciso ser ou preciso cumprir?


Qual é sua definição de uma pessoa religiosa? Vejamos algumas bem comuns:

“Um religioso é alguém que vive segundo as mitzvot/mandamentos.”

“Ela tem uma vida totalmente pautada por regras.”

“Quem crê em D’us será honesto.”

“O crente é alguém bondoso e compassivo.”

“A pessoa que tem emuná shelemá/fé completa é caridosa.”

Há muitas respostas, diferentes umas das outras, mas parece haver um denominador comum. A grande maioria das respostas é de cunho comportamental. O nome de D’us esta notoriamente ausente.

Judaismo II

Você pode ler reportagens de homens de imprensa entrevistando alguém na rua, formulando perguntas semelhantes. O padrão de respostas é o mesmo:

“O religioso faz isso e aquilo. O religioso não faz aquilo.”

Quantas vezes você ouve a resposta – “o religioso é alguém que conhece e ama a D’us?

O que é a fé de Abraão? Baseia-se preponderantemente em comportamento? Ou se baseia fundamentalmente em relacionamento? Aqui está o ponto fundamental para se compreender e experimentar a yeshu’ah/salvação pela fé no Eterno.

A Fé de Avraham que a Torá, os profetas e os escritos nos transmitem, é uma questão de conhecer a D’us. E o comportamento que distingue o crente do não-crente é resultado desse relacionamento de fé com D’us – jamais a causa.

Permita-me reformular está ideia um pouquinho. Uma macieira produz maçãs por ser uma macieira, nunca a fim de ser uma. Um conceito muito comum na agronomia é que “ toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.”

Crente judeu

Se estiver interessado em bons frutos, o ponto de partida é uma boa árvore. Sua tarefa, pois, é regar a árvore, talvez fertilizá-la, e permitir que sol, chuva e vento cumpram sua obra. Não há necessidade de exercer esforços para que produza frutos. Se tiver uma árvore saudável, os frutos virão naturalmente.

Assim se dá na vida daquele que tem fé no Eterno, ele não se esforça para “dar frutos”, mas se coloca na presença de D’us em companheirismo, em semelhança a Moshé Rabenu. Aquele que tenta viver a vida religiosa empenhando-se em comportamento, está como que num beco sem saída.

“É pela renovação do coração, que a graça de D’us atua para transformar a vida. Não basta a mudança exterior para pôr-nos em harmonia com D’us. Muitos há que procuram reformar-se, corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desse modo tomar-se ‘bons religiosos’, mas estão principiando no lugar errado.” Ellen Gould White

Não importa quão correta possa ser sua vida, não importa a quantidade de boas ações que possa praticar, não importa quão religioso possa parecer, você não será um crente genuíno até conhecer o amor do Eterno pessoalmente, na base de um para um.

Fazer o que é certo jamais o tornará uma pessoa de fé. Apenas o tornará moral.

Como você seria chamado se recebesse o nome segundo aquilo em que mais pensa e de que mais fala? Qual seu melhor amigo? Você é uma boa pessoa? Ou é realmente uma pessoa de fé? Pense a respeito disso!

adaptado de Venden por Herança Judaica.

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