Tsadik, procurando a justiça!


Era uma vez um homem que desejava tornar-se padeiro. Ele sempre apreciara pão recém-assado, e imaginou que iria gostar de fabricar pão para outros.
Assim, realizou uma pesquisa na cidade para encontrar o melhor ponto para seu novo negócio. Conseguiu um lote de esquina, e contratou o empreiteiro da localidade, e logo estava com sua padaria pronta para ser inaugurada, com reluzentes pias de alumínio, equipamentos novinhos em folha e vitrinas iluminadas à frente para expor seus produtos.
Mas as coisas não estavam marchando bem para o padeiro. Ele trabalhava muitas horas. Fazia publicidade de toda espécie. Fez o melhor que pôde para avançar no ramo. Contudo, parece que não conseguia produzir o tipo de pão que havia experimentado no passado. Quando os fregueses chegavam para ver seu novo estabelecimento, raramente adquiriam qualquer de seus produtos. E nunca mais voltavam.

pães

Finalmente, após anos de luta, ele teve de admitir que era um fracasso. Estava a ponto de falir. Havia tentado tudo quanto sabia para tornar sua padaria um sucesso, mas nada tinha dado certo.
Exatamente quando estava a ponto de desistir, ouviu a respeito de algo que revolucionou toda a sua atividade comercial. Soube que, para fazer pão, é necessário utilizar farinha! Não havia tentado antes, mas isso lhe pareceu fazer sentido. E, quando começou a empregar farinha, deu-se uma grande diferença.
Imaginou a história acima como uma parábola? Talvez lhe pareça difícil de acreditar que alguém realmente passasse por alto a verdade simples e básica de que é necessário utilizar farinha para fazer pão. Reconhecemos que seria trágico tentar manter uma padaria sem isso.
Não importa em que ramo de negócio você esteja empenhado, precisa conhecer certos requisitos básicos, se espera ter êxito. Não se pode operar um banco sem dinheiro. Não se pode operar uma ferrovia só com vagões, sem locomotiva. E impossível produzir lã se não tiver ovelhas.
Mas no que se refere a viver a vida religiosa? Quantos de nós não passamos por alto o que é básico a isso, durante anos? Procurar justiça, mas sem saber como obtê-la? E não passa de desapontamento, tentar ser uma pessoa de fé sem entender como se consegue isso.
Os homens de imprensa apresentam certas perguntas-chave, a fim de chegar às questões básicas de uma reportagem. Tais perguntas podem ser transferidas para a vida religiosa. A primeira é – “o que?”.
Às vezes, o mais fácil é falar sobre “o que” da vida do crente. Alguns de nós fomos criados à base de “o que”. O que fazer, o que não fazer, a fim de agradar ao Eterno e obter a yeshu’ah/salvação e se indagava o que estava errado com isso, e o que estava errado com aquilo.
É errado falar sobre “o que”? Não, a Bíblia fala muito sobre o que. Mas o que nunca pode ser a base da vida de fé de alguém.
A seguir, surge a questão de o “Por que”.
Esta é a pergunta sofisticada, intelectual. É o melhor tipo de pergunta para preencher o tempo durante o estudo de nossa literatura religiosa. “Por que” pode ser importante. D’us declara: “Vinde e arrazoemos.” Yesha’yah/Isaías 1:18. Não é errado arrazoar. Somos criados à imagem de D’us, com capacidade para pensar e ponderar. Mas “por que” não é suficiente.

interrogação

Outra questão com a qual dispendemos muito tempo na história de nossa vida pessoal com D’us é “Quando”.
“Quando” irá acontecer tudo? Quando o Mashiach chegará? Assim, temos frases e pensamentos bonitos a respeito do quando.Talvez alguns estejam tão interessados no “quando”, por estarem esperando embarcar no último vagão para o escape. Mas outros aguardam que “o quando” os alcance antes de descobrirem como cumprir “o que”.
Se você foi criado com base em “o que”, e “por que” e “quando”, a próxima pergunta lógica será “como”?
E uma pergunta de caráter prático, e pode levá-lo à fé completa/emuná shelemá e ao perdão/mechilá que tanto precisamos para nossos pecados. Se não entender “como”, o restante só irá deixá-lo frustrado. Mas mesmo saber “como” não é suficiente, porque uma vida em que você experimenta a mechilá/perdão é mais do que uma teoria. É uma experiência. E como se torna uma questão das mais emocionantes quando se entende que a resposta ao “como” é “quem”!
O Mashiach que virá é a base da vida religiosa de esperança e de fé completa, com fé no Eterno o resultado será uma vida singular como a de José, um verdadeiro tsadik/justo.

José Governador do Egito

É verdade que a Bíblia fala sobre procurar a justiça. Tz’fanyah/Sofonias 2:3 o diz em poucas palavras: “Buscai a justiça.” Alguns de nós têm julgado que a maneira de buscar a D’us é buscar a justiça. Mas perdemos de vista “o como”.
Sendo que justiça = Mashiach, a forma de buscar justiça é buscar a D’us. “A justiça de D’us se acha concretizada nEle. Recebemos a justiça recebendo-O a Ele. ” Ellen Gould White.

Adaptado de Vendem por Herança Judaica

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