RABINO-CHEFE QUER PROIBIR ALIAH DE “NÃO JUDEUS” SEGUNDO SUA AVALIAÇÃO



Quase nove milhões de pessoas de todo o mundo são elegíveis para a cidadania israelense através da Lei do Retorno, apesar do fato de não serem judeus de acordo com a lei religiosa, o que levou o rabino-chefe a exigir que a lei do estado fosse consertada.
  
Há cerca de 14 milhões de judeus em todo o mundo, mas mais de 23 milhões de pessoas são elegíveis para a cidadania, um novo estudo afirmou que o governo autorizou uma grande revisão para o processo de conversão.

Na sequência do estudo, o Rabino Chefe de Israel, David Lau, disse que “é preciso mudar a Lei do Retorno imediatamente para que inclua apenas aqueles que são judeus de acordo com a Halachá. Israel pode decidir ser Estado social do terceiro mundo, mas precisa parar de permitir que não-judeus façam Aliyah”.

O rabino Lau dá como exemplo o que ele diz conhecer pessoalmente: “Por causa de um avô judeu que está enterrado em Moscou, mais de 73 pessoas (filhos e netos) se mudaram para Israel, através da Lei do Retorno”. De acordo com o rabino, a maior ameaça é que aconteçam os casamentos inter-religiosos.

De acordo com o estudo realizado pelo Prof. Sergio Della Pergola do Instituto Harman do Judaísmo Contemporâneo na Universidade Hebraica, a partir do início de 2014, o número de judeus (pessoas nascidas de mães judias) é de 14.212.800 (um aumento de 0,66 por cento em comparação com 2013). Se você levar em conta os nascidos de pais judeus, mas as mães não-judias, o número sobe para 17.236.850.

O número salta para 22.921.500 quando se leva em conta as pessoas que podem traçar ascendência judaica três gerações atrás – o máximo permitido pela Lei do Retorno. A definição é semelhante a apresentada pelas Leis de Nuremberg dos nazistas, e é assim entendida como a resposta de Israel à ameaça que representa para os judeus o antissemitismo racial com base nos critérios religiosos.

Os dados foram preparados para uma conferência no prestigioso Instituto Van Leer de Jerusalém, como parte de um evento chamado Converte, Repatriados e Aderentes: Novas Formas de Unir o Povo Judeu.

O governo aprovou um projeto de lei altamente controverso revendo a forma como as conversões ao judaísmo são tratadas em Israel, apesar das objeções do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A legislação visa expandir conversões ortodoxas em Israel, permitindo que rabinos municipais supervisionem o processo que até hoje foi realizado por algumas instalações selecionadas, causando enorme burocracia e que muitos descrevem como um processo desgastante que impediu muitos de completar sua conversão. A lei foi aprovada quase por unanimidade.

O defensor do projeto, MK Elazar Stern, do partido centrista Hatnua e ele próprio um judeu religioso, fez essa a sua missão desde que entrou no Knesset, conduzir uma reforma nas conversões, e até prometeu encerrar a coalizão. Segundo ele, o processo atual afasta dezenas de israelenses do judaísmo.

No entanto, para garantir a aprovação da lei, os compromissos foram feitos ao seu conteúdo: Por exemplo, no projeto de lei aprovado domingo passado, o rabino-chefe de Israel é encarregado de finalizar todos os certificados de conversão, enquanto o projeto inicial não conseguiu resolver este problema.

FONTE: RUA JUDAICA 11/11/2014

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