Antíoco IV Epifânio – Intérpretes Judeus Anteriores


septuaginta

A septuaginta

A mais antiga fonte judaica em que aparece a intepretação de Antíoco está no texto da própria Bíblia, isto é, na Antiga Versão Grega dos LXX. As mais sérias das importantes divergências entre o texto dessa versão (representado especialmente pelo Codex Chisianus) e o texto massorético da Bíblia hebraica são encontradas em 9:24-27. A natureza das divergências envolvidas aponta para o texto massorético como sendo o testemunho superior quanto à forma original dessa profecia. Mas as divergências na versão grega podem ser mais bem explicadas como alterações introduzidas na tradução da passagem para se ajustar melhor com o cumprimento em Antíoco. (1)

A extensa natureza das divergências foi reconhecida na igreja cristã primitiva, que substituiu o texto de Daniel da Antiga Versão Grega pelo texto de Teodócio. (2) a natureza livre da tradução encontrada no texto da Antiga Versão Grega nos fornece um dos mais antigos casos em que uma profecia de Daniel foi interpretada de tal maneira que nela se encontrasse Antíoco. Os tradutores evidentemente acharam necessário alterar a passagem a fim de harmonizá-la com sua interpretação. Isto significa que (para eles) a opinião de Antíoco não seria suficientemente clara no texto original sem que se adicionasse tal assistência.

macabeus

Macabeus

Uma segunda referência desse primeiro período que pode estar correlacionada com a interpretação de Antíoco é aquela encontrada em I Macabeus 01:54. Nessa passagem o escritor designa o altar pagão que as autoridades colocaram sobre o altar dos holocaustos como uma “abominação da desolação”. Dada a semelhança de fraseologia presente aqui, parece razoável concluir que o escritor viu esse ato com o cumprimento de uma ação atribuída ao chifre pequeno em 8:13, e ao rei do norte em 11:31. A maneira como os autores de Macabeus compreendiam o restante dos elementos das profecias de Daniel não pode ser determinada por falta de referencias a eles.

oráculos sibilinos

Oráculos Sibilinos

Uma referência menos definida que pode correlacionar Antíoco com um aspecto da profecia de Daniel 7 é encontrada nas linhas 388-400 do terceiro oráculo sibilino (geralmente datado do segundo século a.C.). os reis sucessivos vistos nessa passagem são numerados no esboço como segue:

“O primeiro rei é descrito como (1) Um homem violento vestido com um manto púrpura que viria para dominar a Ásia e destruir (2) sua própria família; “mas depois de deixar (3) uma raiz, que (4) o Destruidor cortará dentre os dez chifres, ele produzirá (5)  um renovo. Ele (5) abaterá (4) o pai guerreiro da linhagem púrpura, e ele mesmo (5) às mãos do (6,7) seu neto perecerá em uma fatalidade semelhante de guerra. E então (8) um chifre parasita terá domínio.” (3)

Alguns (4) têm identificado esses reis como:

  1. Antíoco IV Epifânio.
  2. Selêuco IV Filopater.
  3. Antíoco V Eupater.
  4. Demétrio I Soter.
  5. Alexandre Balas.
  6. Demétrio II Nicator.
  7. Antíoco VII Sidetes.
  8. Alexandre Zabinas.

Há considerável desacordo sobre essa passagem, mas ela foi aplicada durante todo o tempo desde o quarto século a.C. ao segundo século d.C. (5)

A fim de fazer esses indivíduos se ajustarem melhor à série, duas das linhas foram emendadas. Somente oito reis têm sido identificados em uma série que deveria conter dez. outro rei, Antíoco VI  Dionísio – foi omitido da série, e o último não subiu ao trono.

Além desses problemas, há uma grande diferença entre a maneira como o símbolo do chifre é usado nessa passagem e a maneira como ele é usado no capítulo 7. (6) uma vez que tantas diferenças estão envolvidas, não se pode dizer que esse texto apoia a ideia de que seu escritor também identificou Antíoco Epifânio como o chifre pequeno do capítulo 7. O máximo que pode ser dito é que o oráculo parece usar a figura de chifres para representar reis individuais e que esses reis provavelmente são selêucidas.

Uma passagem do quarto oráculo sibilino (datada de cerca de 80 d.C.) registra cinco reinos mundiais que deveriam dominar sobre o mundo por dez gerações desde o tempo do Dilúvio (v. 51-104). Os assírios deveriam reinar por seis gerações, os medos por duas, os persas por uma, e os macedônios por uma. Então vêm os romanos. Este esquema se assemelha apenas num sentido muito geral àquele do capítulo 2 e do capítulo 7.  Não se pode dizer que o autor dessa passagem estava tentando dar-nos sua intepretação dos quatro metais e dos quatro animais que são encontrados em Daniel. (6)

enoque livro

I Enoque

Esta composição pseudoepígrafa foi uma obra de múltipla autoria, cujos autores provavelmente escreveram suas diversas seções em várias ocasiões durante o segundo e o primeiro séculos a. C. (7)

Sendo que vários assuntos de Daniel aparecem em I Enoque, é interessante considerar que evidência pode ser extraída dele para a conexão entre Antíoco Epifânio e as profecias de Daniel.

O primeiro aspecto de I Enoque que se destaca nessa conexão é a maneira como a cena do tribunal celestial de 07:09-10 foi empregada. Aparece frequentemente através do livro como uma introdução a vários pronunciamentos proféticos, (8)  e que são geralmente de natureza profética futura e nenhum deles parece lidar com Antíoco Epifânio. Um importante aspecto da função da cena do tribunal no capítulo 7 é o de julgar e dispor do chifre pequeno. Se é que se acreditava que o chifre pequeno simbolizava Antíoco Epifânio, os autores dessas passagens não parecem ter estado interessados em fazer tal conexão, o que é um tanto curioso tendo em vista que escreveram logo depois do reinado de Antíoco.

Um segundo aspecto de I Enoque que justifica breve menção nesta conexão vem dos dois últimos capítulos do Livro dos Sonhos  (89-90). Essa seção lida com a apostasia e seu juízo durante a monarquia dividida e depois dele.

O capítulo 89 trata da sorte do povo de Deus desde a monarquia até ao tempo de Alexandre, o Grande. Dos 70 anjos pastores ali mencionados, 35 são associados com essas atividades. No capítulo 90, os 23 pastores seguintes retomam suas funções e a narrativa se estende de cerca de 200 a.C., no período selêucida. Os 12 pastores finais têm a sua obra designada desse ponto até ao período dos Macabeus (90:13-19). A partir de então, deveria seguir-se o juízo dos anjos caídos (v.20-27). Então, a Nova Jerusalém deveria ser estabelecida, os gentios deveriam ser convertidos, e os justos deveriam ser ressuscitados no reinado do Messias (v. 28-42);

Em sentido geral, os 70 períodos de tempo durante os quais os anjos pastores supervisionam o povo de Deus parecem ser moldados segundo as 70 semanas do capítulo 9. Mas, embora esses períodos se estendam antes, durante e depois do reinado de Antíoco Epifânio, nenhuma referência especifica é feita a ele.

O terceiro aspecto de I Enoque relevante aqui envolve o Apocalipse das Semanas (caps. 91-93). Porque essas semanas lidam com períodos de tempo maiores do que semanas de sete anos cada, elas têm sido chamado As Grandes Semanas. Há muito é sugerido que a oitava, nona e décima semanas de19:11-17 originalmente seguiam as primeiras sete semanas que são descritas em 93:03-10. Os fragmentos aramaicos de I Enoque de Qumran confirmam agora essa hipótese. (9)

Enoque nasceu na primeira dessas Grandes Semanas. O dilúvio veio na segunda semana, Abraão na terceira, e o Moisés na quarta. A construção do templo de Salomão é importante evento da quinta semana, e o exílio babilônico pertence a sexta. A sétima semana cobre o período do retorno do exílio até ao tempo do autor, presumivelmente no segundo século a.C. (10)

As três semanas escatológicas finais são então identificadas como os tempos em que os justos surgirão vitoriosos (oitava), os ímpios de todo o mundo serão julgados (nona), os anjos ímpios serão julgados e isto levará à terra renovada (décima). O uso de semanas aqui como um tempo profético provavelmente derivou-se das semanas de Daniel, apesar de terem sido usadas de uma maneira diferente.

Como no caso dos 70 anjos pastores, as dez Grandes Semanas passam por Antíoco Epifânio sem dar a ele atenção específica. Assim, a título de resumo, podemos afirmar que nenhuma conexão significativa é feita com Antíoco Epifânio e os elementos dos capítulos 7 e 9 que são usados pelos escritores de I Enoque.

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Testamento dos Doze Patriarcas

Na seção de Levi dessa obra pseudoepígrafa (datada do segundo século a.C.) aparece uma descrição da linhagem do sacerdócio ao longo dos séculos, que devia seguir o tempo de Levi e seus filhos. (11)

O capítulo 16 assume seu retorno do exílio babilônio e descreve a reinstituição do sistema sacrifical e a supervisão levítica sobre ele. Infelizmente, esse novo período de atividade sacerdotal viria a ser um de impiedade. Deveria durar 70 semanas proféticas, sendo que estas semanas eram períodos de sete anos.

O capítulo 17 retoma uma descrição mais detalhada de algumas das gerações individuais do sacerdócio durante essas 70 semanas. Depois de seguir a linhagem do sacerdócio até ao sétimo jubileu, são dadas algumas subdivisões daquele jubileu. Podem ser feitas conexões históricas um tanto diretas com o período dos macabeus a partir de várias frases dessa passagem (17:08-11):

  1. Helenização do sacerdócio.
  2. Perseguição por parte de Antíoco.
  3. Rededicação do templo em 165 a.C.
  4. Estabelecimento do sacerdócio hasmoneano em 152. A.C.

Afirma-se terem passado sete jubileus (cerca de três séculos e meio) até esse ponto. A partir daqui, o texto faz uma descrição direta do grande sacerdócio  messiânico por vir. Mais três jubileus de impiedade sacerdotal deveriam transcorrer até que se chegasse ao fim todo o período das 70 semanas, com o aparecimento do grande sacerdote messiânico que deveria estabelecer o seu reino.

Sendo que os eventos da sétima semana do sétimo jubileu descritos em Levi 17:11 ocorreram por volta de 150 a.C., o século e meio dos jubileus, 8,9 e 10 deveria ter levado esse período profético a um término em torno do final do primeiro século a.C. este parece ter sido o tempo em que o grande sacerdote messiânico era esperado pelo autor dessa passagem do Testamento de Levi.

As 70 semanas proféticas utilizadas aqui parecem ter sido moldadas segundo as 70 semanas proféticas de Daniel 9:24-27. Historicamente, elas se estendem até ao período romano na opinião do autor deste texto. Elas não terminam ou culminam com Antíoco no segundo século a.C. Ele desempenha uma parte nessa profecia, mas apenas como um marco histórico ao longo do caminho, nem momento em que dois terços do tempo designado já tinham seguido o seu curso. Mais três jubileus (um século e meio das 70 semanas) deveriam se estender além do seu tempo.

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Qumran

Os comentaristas do Rolo da Guerra comumente concordam que a primeira parte de sua primeira coluna de texto foi escrita sob a influência de Daniel 11:40 a 12:03. (12)

O contexto dessa introdução à obra literária é a grande guerra escatológica final. Sem levar em consideração quão pequena ou quão grande influência do período dos macabeus está presente em algum lugar da obra, (13) , esta passagem de Daniel tem sido aplicada ao futuro e não ao passado com Antíoco.

Um dos mais notáveis textos escatológicos de Qumran que provê informação relativa a esse assunto é 11Q Melquisedeque, que se refere à figura de um Melquisedeque por vir. (14) A data para esse aparecimento é dada no texto em termos de uma cronologia profética baseada em anos sabáticos e jubilares.  Esse tipo de arranjo traz uma semelhança natural com os elementos de tempo encontrados em Daniel 9. Comentaristas desse texto observaram que Daniel 09:24-27 proveu a estrutura cronológica original adaptada para uso em 11Q Melquisedeque. (15)

O texto originalmente provia uma observação adicional sobre Daniel, um comentário sobre 09:25 na linha 18, que está rompida na cópia que sobreviveu. A restauração de Fitzmeyer desta linha diz: “e o arauto é aquele Ungido (acerca) de quem Daniel disse…” (16)  É incerto se o Messias mencionada nessa linha foi identificado com Melquisedeque ou apenas o acompanhava. É obvio, porém, que os dois tipos de interpretação de materiais de Daniel 9 nesse texto (atualmente sendo datado no primeiro século a.C.) (17) não olham para trás procurando um cumprimento no segundo século a.C. Ao contrário, eles aguardam a breve vinda de um Melquisedeque-Messias num futuro próximo.

Um tipo de comentário semelhante é encontrado em uma peça de Qunram ainda não publicada, conhecida como 4Q Pseudo-Ezequiel (4Q 384-90) (18).  A mesma espécie de estrutura cronológica profética é encontrada nessa peça, que se encontra em 11Q Melquisedeque e no Testamento de Levi. Elas todas derivam, de uma maneira ou de outra, das 70 semanas de Daniel 9, e todas aguardavam cumprimento desse período de tempo profético no futuro próximo.

De Qumran, portanto, temos vários exemplos em que aspectos extraídos da profecias de Daniel 9 e 11 eram empregados por escritores e aplicados ao futuro. Eles não os aplicavam de volta ao tempo de Antíoco, cujo reinado havia chegado ao fim muito tempo antes que eles escrevessem.

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Josefo

Josefo deu a Antíoco análises mistas. Ele identificou suas ações com as do chifre pequeno de Daniel 8 (Ant. X. 275), mas identificou Roma como o quarto reino mundial de Daniel 2 (Ant. X. 208-10). Também trouxe as 70 semanas do capítulo 9 e seus eventos até ao seu próprio tempo no final do primeiro século d.C. (Ant. X.276: Guerra VI. 312-13). Segundo nossa maneira de falar, diríamos que Josefo seguiu uma abordagem historicista no capítulo 9  e no capítulo 2, e assim provavelmente também no capítulo 7. Mas seguiu uma abordagem preterista no capítulo 8, e assim provavelmente também no capítulo 11.


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4 Esdras

Este apocalipse pseudoepígrafo (datado de cerca de 100 d.C.) segue o mesmo esquema para os quatro reinos conforme seguido por Josefo, em que termina com uma águia simbolizando Roma (11:1-35; 12:1-30) como equivalente ao quarto animal do capítulo 7 (11:40-41; conf. Também II Bar 39:03-07).

Fonte: William H. Shea, Estudos Sobre Daniel – Origem, Unidade e Relevância Profética, págs. 212 a 217, editor Frank B. Holbrook, UNASPRESS.

Notas:

1 – Para uma comparação e avalização conveniente dessas diferenças veja C. Boutflower, In and Around the Book of Daniel, ed. Reimpressa (Grand Rapids, 1964), p. 168-178. Uma opinião similar das relações textuais envolvidas é expressa por J. A. Montgomery, The Book of Daniel, ICC (New York, 1927(, p. 395. A superioridade do texto massorético sobre o grego antigo pode ser aqui demonstrada partindo do fato de que o último pode ser derivado do primeiro com muito maior facilidade do que é o caso com a reconstrução do texto na direção inversa.

2 – A versão Septuaginta de Daniel não é lida pelas igrejas de nosso Senhor e Salvador. Elas usam a versão de Teodócio, mas como isso veio a acontecer eu não sei explicar…a única coisa que possa afirmar é que ela (a antiga versão grega) difere amplamente do original, e é com razão rejeitada.” – Jerônimo, Prefácio a Daniel, em NPFN, 2ª série, vol. 6, p. 492; veja também seu comentário sobre Daniel 4:6, Migne, PL, vol. 25, col. 514.

3 – Rowley, p. 116-117.

4 – ibid. 119; cf. também Montgmomery. P. 118.

5 – Rowley, p. 118.

6 – No Oráculo Sibilino os chifres são mencionados apenas como uma metáfora para uma série de reis que são então descritos historicamente. Em Daniel 7, os dez chifres são símbolos completos que fazem parte de uma visão; e visto que são interpretados de forma coletiva, nunca são interpretados ali individualmente. Na interpretação citada acima, esses dez chifres foram considerados como se referindo a uma linhagem de reis selêucidas de Antíoco Epifânio a Alexandre Zabinas.  Isso é exatamente o inverso do que foi proposto por uma opinião preterista de Daniel 7 onde Antíoco é visto como o último chifre a subir. Cinco diferentes chifres ou reis “arrancam” outros cinco no oráculo; ao passo que em Daniel, um arranca três. A fraseologia de arrancar também não é empregada aqui. Apenas uma breve declaração é feita sobre natureza da sucessão em cada caso.

7 – D. Flusser, “The four empires in the Fourth Sibyl and in the Book of Daniel”, Israel Oriental Studies 2 (1972(; 148-82. Flusser considera que esta série consiste originalmente de Assíria, Média, Pérsia e Macedônia, com Roma como uma adição posterior. O mais influente estudo recentemente citado para a origem extra bíblica do esquema dos quatro reinos mundiais de D      aniel é o de J. W. Wwain, “The Thory of Four Monarchies, Oppossitio History  under the Roman Empire”, Classical Philology 25 (1940): 1-21. Essa opinião deve ser equilibrada pela discussão de G. G. Hasel em “The Four World Empires of Daniel 2 Against Its Near Eastern Environment”, JSOT 12 (1979): 17-30.

8 – Para a data da composição das diferentes seções de 1 Enoque veja J. T. Milik, The Books of Enoch (Oxford, 1976), p. 48ss.

9 – As passagens relevantes de 1 Enoque são 14:24; 40:1;47:3; 48:2; 48:1-3; 61:9-13; 69:38-41; 89:12-13. Essas citações seguem o sistema de versificação de R. Laurence, The Book of Enoch the Prophet (Edimburgo, 1892), p. 19, 44, 50, 52, 53,54, 66, 74, 88,91, 140 respectivamente.

10 – Milik, p. 48.

11 – Ibid.

12 – Para o texto grego do Testamento de Levi veja M. de Jonge, Testamenta XII Patriarcharum (Leiden, 1964), p. 20-21; R. H. Charles, The Greek Versions of the Testaments of the Tweve Patriarchs (Oxford, 1908), p. 58-61. Para uma tradução inglesa veja id., The Testaments of the Tweve Patriarchs (Londres, 1917)m p. 45ss.

13 – P. R. Davies, IQM, The War Scroll From Qunran, Biblica et Orientalia, no. 32 (Roma, 1977). P. 14, 59, 81, 116.

14 –  Davies vê uma divisão na estrutura literária do Rolo da Guerra com as colunas II-IX originadas de uma compliação feita no período dos Hasmoneus, e as colunas XV-XIX representam uma dedação final nos tempos romanos, na segunda metade do primeiro século a.C. As colunas X-XIV representam ainda uma terceira coleção de vários tipos diferentes de materiais do tempo dos Hasmoneus. Ibid., p. 123-24. Para as opiniões divergentes de outros comentaristas veja Ibid., p. 11-20.

15 – Para a publicação original deste texto em inglês veja A. S. van der Woude e M. de Jorge, “11Q Melcjizedek and the New Testament”, NTS 12 (1965/1966): 301-326. Importantes correções foram feitas por J. A. Fitzmeyer, “Further Light on Melschizedek from Qumran Cave 11”, JBL 86 (1967): 24-41. Uma abordagem mais recente com importantes correções adicionais é a de J. T. Milk, “Milk-sedeq et Milki-resa dans les anciens écrits juis et chretiens”, JJS 23 (1972): 95-144.

16 – Bem Zion Wacholder observou que “apesar do fato de o pesher utilizar uma longa lista de passagens bíblicas, 9:24-27 permaneceu a chave para a cronologia do autor do messianismo sabático”. Em “Chronomessianism”, HUCA 46 (1975); 211. R. T. Beckwith contriui com a observação de que “ o Documento de Melchizedeque, portanto, baseia-se na profecia de Daniel das 70 semanas (9:24-27), que são mais uma vez reorganizadas como 10 jubileus, e assim são claramente consideradas como sendo semanas de anos (70×7 anos = 10 x 49 anos = 490 anos)”. Em “The Significance of the Calendar for Interpreting Essene Chronology and Eschatology, RevQ 38 (1980): 71.

17 – Fizmyer, p. 40.

18 – Para a data geral deste texto veja Davies, p. 123-24. Seu escrito data da segunda metade do primeiro século a. C.

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