O GUARDA-LIVROS DA MORTE EM AUSCHWITZ VAI A JULGAMENTO AOS 93 ANOS DE IDADE



Um ex-oficial de Auschwitz, de 93 anos, irá a julgamento na Alemanha em abril acusado de cúmplice de pelo menos 300.000 assassinatos.

O réu alemão Oskar Groening, terá de enfrentar acusações sobre as 425.000 pessoas que se acredita terem sido deportadas para o campo na Polônia ocupada, entre maio e julho de 1944, pelo menos 300 mil das quais foram mortas nas câmaras de gás.

O tribunal regional no norte da cidade de Lüneburg disse que o julgamento, que deverá ser um dos últimos de sua espécie, teria início em 21 de abril.

Cinqüenta e cinco co-autores, e principalmente os sobreviventes e parentes das vítimas, serão representados no julgamento.

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Groening, quando era membro do Waffen-SS nazista, era encarregado de contar as notas recolhidas a partir da bagagem dos prisioneiros e repassá-las às autoridades da SS em Berlim, disseram os promotores na cidade do norte de Hanover quando ele foi acusado, em setembro.

Por esta razão, ele era conhecido como o “guarda-livros” de Auschwitz.

O acusado também ajudou a remover a bagagem das vítimas para que não fosse vista pelos recém-chegados, cobrindo assim os vestígios dos assassinatos em massa, de acordo com os procuradores.

Eles disseram que o réu estava ciente de que os prisioneiros, predominantemente judeus considerados inaptos para o trabalho, “foram assassinados assim que chegavam nas câmaras de gás de Auschwitz”.

Groening contou ao diário alemão Bild, em 2005, que ele se arrependeu de trabalhar em Auschwitz, dizendo que ele ainda ouvia os gritos das câmaras de gás.

“Eu estava com vergonha por décadas e ainda estou envergonhado hoje”, disse Groening, que foi contratado com 21 anos de idade para o acampamento, que foi libertado há 70 anos.

“Não é dos meus atos, porque eu nunca matei ninguém. Mas eu ofereci minha ajuda. Eu era uma engrenagem na máquina de matar que eliminou milhões de pessoas inocentes.”

O escritório alemão que investiga crimes de guerra nazistas enviou arquivos de 30 ex-funcionários de Auschwitz para os procuradores do estado, em 2013, com uma recomendação para investigar as acusações contra eles.

Por mais de 60 anos tribunais alemães só tinham processado criminosos de guerra nazistas se evidências
mostrassem que eles tinham praticado atrocidades pessoalmente.

Mas, em 2011, um tribunal de Munique condenou John Demjanjuk a cinco anos de prisão por cumplicidade no extermínio de judeus no campo de Sobibor, onde tinha servido como guarda, estabelecendo que todos os ex-guardas do campo podiam ser condenados.

Cerca de 1,1 milhões de pessoas, a maioria judeus europeus, morreram em Auschwitz-Birkenau, operado pelos nazistas, de 1940, até que foi libertado pelas forças soviéticas, em 27 de janeiro de 1945.

 fonte: Rua Judaica 06/02/2015

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