As Festas do Calendário Israelita 10ª Parte – Poderíamos Comemorar ou Deveríamos Guardar?


                 A palavra deveria não devia ser usada para impor nem para defender os festivais, mas, poderia ser bom que o povo de D’us da atualidade tivesse uma ou mais das Festas do calendário israelita por ano. Isso aprofundaria o conceito e a Verdade a respeito do Cordeiro de D’us que tira o pecado do mundo e do Cohen há Gadol/Sumo Sacerdote que intercede por nós no Céu.

               Se escolhermos comemorar a festa segundo o calendário anual, devemos fazê-lo compreendendo o que a festa significa da perspectiva da B’rit Hadashah/Novo Testamento e em especial no livro do Apocalipse, vejamos: 

“… são sombras do que virá; o corpo, porém, é do Messias.” Colossenses 02:17

 

“… kohanim… servem no que é apenas cópia e sombra do original que está no céu…” Hebr. 08:04 e 05.

 

“Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço… é isto uma parábola para a época presente…” Hebr. 09:01 e 09

 

“… A Torah tem em si uma sombra das coisas boas que virão, mas não a manifestação real das coisas originais…” Hebr. 10:01

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                O próprio Yeshua/Jesus quando caminhava com os talmidim/discípulos na estrada de Emaús apresentou a pedagogia da Torah e o seu objetivo final:

 

“Então, começando por Moshe e por todos os profetas, explicou-lhes as coisas que podem ser encontradas em todo o Tanakh a respeito dele… tudo o que estava escrito a meu respeito na Torah de Moshe, nos Profetas e nos Salmos tinha de ser cumprido. Então lhes abriu o entendimento para que pudessem entender o Tanakh.” Lucas 24:27,44.

 

                  Desde aquele tempo existem pessoas tão envolvidas com os estatutos, preceitos e regras que perdem de vista o seu significado e objetivo. Sabemos que nenhuma parábola é real, é apenas uma estória ilustrativa de uma verdade que se deseja ilustrar e ensinar, essa era a função da primeira aliança em seus preceitos de serviço conforme Hebreus 09:01 e 09.

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Tabela das Festas Judaicas 3

Bom Senso 

                 O que vale ressaltar é que uma “sombra”, “figura”, “parábola” e “tipos” nunca exaurem os significados daquilo para o qual apontam, isto é, nem todos os detalhes encontrados neles devem ter algum significado, caso contrário haveria aqueles que ficariam em uma procura frenética para o cumprimento de todos os pormenores, tais como as argolas em que pendiam os véus ou o significado de cada tipo de pele de animal usado para confeccionar a cobertura do santuário. Igualmente difícil é querer que a realidade celestial se encaixe perfeitamente em sua cópia terrestre, pelo simples motivo, o celestial é o centro de mediação do Eterno. Não podemos esquecer que uma “sombra” nunca reflete perfeitamente a realidade a qual reflete, portanto, equilíbrio e bom senso são necessários.

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A Torah no Apocalipse 

                As Revelações de Yochanan/João na ilha de Patmos mostram como é a realidade do ministério de Yeshua/Jesus após Sua Ascenção chegando até o final dos tempos e Seu retorno. Este escrito por ser apocalíptico apresenta uma realidade muito superior e complexa ao nosso intelecto deste lado do Céu. Porém: 

“As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus. Porém, as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para cumpri todas as palavras desta Torá.” Devarim/Deuteronômio 29:28 

               E se o Apocalipse se explica pela Torah iremos ver o Mashiach atuando no Santuário Celestial a partir do primeiro compartimento: 

“Achei-me no Espirito… virei-me para ver quem falava comigo; e quando me voltei, vi sete menorot de ouro.” Apoc. 01:12 

“ …e diante do trono estavam acesas sete tochas…” Apoc. 04:05 

“…taças de ouro cheias de incenso…” Apoc. 05:08 

“Outro anjo aproximou-se e se colocou em é, com um incensário de ouro, junto ao altar, e lhe foi dada uma grande quantidade de incenso para adicionar às orações de todo o povo de Deus sobre o altar de ouro diante do trono…” Apoc. 08:03,04.

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                 No Apocalipse quando as Shofarot são tocadas anunciando o Yom Kipur, a visão se dirige ao ministério de Yeshua/Jesus que segue no segundo compartimento do Santuário Celeste a semelhança do que ocorria tipicamente no Santuário terrestre. 

“Então o templo de Deus no céu, foi aberto, e a arca da aliança foi vista no templo…” Apoc. 11:19. 

              Santuário desenhado II

                 Assim como no Santuário terrestre havia o segundo véu com desenhos de querubins, Shemot/Êxodo 26:31 e 36:35, que separava o Santo do Santíssimo, estes eram símbolos das realidades, o Celestial apresenta essas realidades:

“Outro anjo saiu do templo e bradou …” Apoc. 14:15 

“Outro anjo saiu do templo celestial.” Apoc. 14:17

 

“Depois disso, olhei, e o santuário (isto é, a Tenda do Testemunho celestial foi aberto e de lá vieram os sete anjos com as sete pragas… o santuário ficou cheio da fumaça da Sh’khinah de Deus…” Apoc. 15:05,06 e 08.

 santuário celestial

               Havia dois véus no santuário, o primeiro dava acesso ao primeiro compartimento e o segundo separa os dois. Diariamente os sacerdotes adentravam para oferecer o incenso e ficavam diante do segundo véu que protegia a Arca da Aliança. Como já foi ressaltado a figura dos querubins bordados representavam os anjos diante do trono do Eterno. Este véu protegia do Sh’khinah consumidor permitindo que se achegassem bem perto.

               Só o Cohen há Gadol/Sumo Sacerdote poderia acessar o Santíssimo onde uma vez por ano aspergia o sangue do sacrifício sobre a tampa/propiciatório oferecendo a misericórdia juntamente com a Justiça que a Lei de D’us sob a tampa/propiciatório demandava. Os Dez Mandamentos, expressão do caráter de D’us, nunca poderão ser abolidos, pois, o sangue era aspergido em referência a Lei de D’us e a implanta pelo Ruach HaKodesh/Espírito Santo no coração do crente sob a B’rit Hadashah/Nova Aliança.

               É importante notar que o santuário celestial é chamado de “… santuário do tabernáculo do Testemunho…” Apoc. 15:05, fazendo uma conexão direta com a Torah em Shemot/Êxodo 31:18 e 32:15 e 16 estabelecendo a importância e irrevogabilidade da Lei de D’us, os Dez Mandamentos ou o Testemunho.

 Dez Mandamentos Originais e Modificados

A Pedagogia da Torah 

                O Eterno propôs pelo sangue do Mashiach a propiciação, literalmente o “propiciatório”, por nós, veja Romanos 03:25. Seu sangue pleiteia por nós sobre a Lei transgredida, ‘Ele Se coloca entre nós e a Lei e nos salva de sua penalidade, não por aboli-la ou ignorá-la, mas por pagar sua justa demanda e, desse modo, reconhecer sua autoridade e honrá-la’.

                 Os sacerdotes ministravam com sangue de bodes, touros, ovelhas etc., já o Mashiach pela “absoluta força da vida ressurreta”, Hebr. 07:16, efetuando eterna redenção, Hebreus 09:12, nos convida a acompanha-Lo até o santuário celestial pela fé, Hebreus 04:16, onde Ele entrou uma vez por todas para nos salvar.

                Quando compreendemos esse caráter profético/celestial e consequentemente não normativo dos festivais que a B’rit Hadashah/Novo Testamento nos oferece, teremos a prescrição de como os crentes em Yeshua/Jesus devem se relacionar com eles.  

                 As Festas e todo o sistema da Torah mostram a sua função tipológica[i] e advertem contra a ideia de que eles ainda são normativos e necessários para nossa salvação. Afinal, “… A Torah tem em si uma sombra das coisas boas que virão, mas não a manifestação real das coisas originais…” Hebr. 10:01

 

Comemorar ou Guardar? 

               Quando se diz “comemorar” os festivais em lugar de “guardar” ou “observar” ressalta-se o papel da Torah como instrução e pedagogia conforme Hebreus 10:01. Essa visão é favorável a explorar a possibilidade de realizarmos as Festas e até de construir uma miniatura do Santuário do deserto ou mesmo do Templo de Salomão em escala ou virtualmente, utilizando tudo como sala de aula das verdades espirituais ali representadas procurando entender “a manifestação real das coisas originais”.

 Judeus Adventistas II

Os Crentes Primitivos 

                Não é de hoje que a igreja de ascendência farisaica pressiona a igreja de ascendência gentílica: 

“… alguns fariseus puseram-se de pé para falar. Eles tinham se convertido, mas ainda mantinham a linha dura dos fariseus. Disseram: “Vocês têm de circuncidar os pagãos convertidos. É preciso fazê-los guardar a Lei de Moisés”. [ii] 

“Foi então que alguns dos homens que tinham sido fariseus antes de se converterem puseram-se em pés e declararam que todos os estrangeiros convertidos deviam ser obrigados a seguir todos os costumes e cerimônias dos judeus, incluindo a circuncisão”.[iii]

 “Alguns, porém, dos que chegaram a confiar eram do partido dos p’rushim; eles se levantaram e disseram: “É necessário circuncidá-los e orientá-los para que guardem a Torah de Moshe”.”[iv]

                 A questão envolvia muito mais do que só a circuncisão, pois, Cefas/Pedro no versículo 10 fez menção a um jugo que os judeus de maneira geral não haviam tido forças para suportar.

 Talmude Babilônico

Missio Dei

                Cefas/Pedro havia recebido uma incrível revelação sobre a condição dos goin/gentios em Atos 10:28, a dinâmica missiológica de D’us estava mudando de centrípeta para centrifuga.

                 Porém, as coisas não seriam tão fáceis, se atentarmos para todos os detalhes que envolviam o cumprimento da Torah escrita somados as minucias da tradição oral, ai poderemos entender o que ele estava querendo dizer com “fardo”.

               Shaul/Paulo mesmo não poderia ter se expressado melhor neste ponto, pois, refletem as palavras de Yeshua/Jesus, que falou dos “fardos pesados” das tradições dos fariseus (Mat. 23:04) em comparação com Seu fardo “leve” (Mat. 11:30), antecipando até o que Shaul/Paulo iria escrever aos Gálatas 05:01.

               Logicamente que Cefas/Pedro e Shaul/Paulo não estavam sendo blasfemos, muito menos o Mashiach, pois, as instruções dadas a Moshe/Moisés foram inspiradas pelo Eterno, no entanto, a interpretação e as leis de “cerca, o jugo da Torah”, que os “sábios” haviam imposto para proteger a Torah de Moshe/Moisés tornou a religião judaica um fardo até hoje. Muitos judeus de nascimento não são praticantes pelo nível de “compromisso” com tantos ditames, detalhes e perspectivas que são exigidos e pontuados pelos “sábios”.

               Agora, outro ingrediente que precisamos levar em conta em nossa contextualização dos tempos primitivos está em Atos 06:07 o que mostra a complexidade daqueles dias : 

“Os discípulos se multiplicaram grandemente em Jerusalém, e muitos sacerdotes obedeciam à fé”.

 sacerdote

                Este fato torna “o caldo mais grosso”, por assim dizer, pois, além de fariseus que aceitaram a fé em Yeshua/Jesus temos sacerdotes sendo recebidos na congregação dos crentes no Mashiach, e Jerusalém estava “infestada desta doutrina” tanto que Tiago descreve os crentes como “zelosos da Torah” e eles eram “dezenas de milhares”, Atos 21:20. 

                 Sem dúvida alguma a base israelita formava o alicerce do evangelho e dava sua identidade ao Movimento que ora iniciava e que a partir dali e deles deveria varrer o mundo com sua doutrina. Mesmo que todos os judeus do mundo aceitassem a Yeshua/Jesus chegaria o tempo que a igreja seria de maioria gentílica, pois, afinal há mais goin/gentios do que judeus no mundo e certamente a colheita seria enorme e um dia assim o será, pois, muitos virão do Oriente e do Ocidente e participarão do banquete do Mashiach. E com isto em mente passamos para o próximo passo de nosso estudo, o que fazer com os goin/gentios?

 

Y’hudah e Goin  

                O fato da mensagem de Yeshua/Jesus ter ultrapassado as fronteiras do povo de Israel trouxe uma grande repercussão:

 “… contanto em detalhes como os não judeus tinham se voltado para Deus; e essas notícias trouxeram muita alegria a todos os irmãos”. Atos 15:03

                 Os crentes do “Caminho” ou a seita “dos Nazarenos” faziam parte do Judaísmo de então e estavam alcançando com sua mensagem os goin/gentios e isto formou um quadro totalmente novo.

                  O Mashiach havia chegado e conforme a promessa Ele seria “luz para os goins/gentios” e estes estavam sendo “enxertados em Israel”, agora para D’us não haveria homem ou mulher, livre ou servo, judeu ou grego, o Mashiach havia unido tudo e a todos em torno de Si mesmo.

igreja I

                  Os crentes judeus tinham diante de si uma grande interrogação, como deveria ser a fé de Israel de agora em diante?

                   Shaul/Paulo havia recebido um chamado direto de Yeshua/Jesus e havia sido comissionado para levar a Mensagem aos filhos de Israel e também aos goin/gentios, D’us intencionalmente começa a internacionalizar o grupo de crentes que viria a ser a igreja.

                   A pregação de Shaul/Paulo sem dúvida respondia ao chamado profético da Torah, não a Torah escrita e muito menos a Torah oral, este fariseu foi incumbido de apresentar a Torah real, não simbólica, não uma parábola, não uma sombra, não uma figura das coisas celestiais, mas, as próprias coisas celestiais que foram “inefáveis aos seus olhos” e que ele passou a transmitir em suas pregações.

                    O raciocínio de Shaul/Paulo era ao mesmo tempo claro e objetivo quanto inovador e revolucionário. Enquanto alguns queriam “puxar” para trás, Gál. 01:07, ele teimava em avançar naquilo que chamava de “liberdade”, Gál. 02:04, a ponto de se relacionar livremente com goin/gentios, Gál. 02:14.

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                   Ele considerava que levar os goin/gentios a se tornarem Y’hudah/Judeus seria um caminho para as “sombras”, Col. 02:16,17, e que a Torah apontava para o futuro que havia chegado, Gál. 03:23. O status que os crentes goin/gentios haviam alcançado os emparelhava com os descendentes de sangue de Abraão: 

“… não há judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher; porque, em união com o Messias Yeshua, todos vocês são um. E, se vocês pertencem ao Messias, são descendentes de Avraham e herdeiros segundo a promessa”.

Gál. 03:28 e 29. 

                  Shaul/Paulo era tão franco em sua exposição, e corria riscos por assim fazer, que não deixava muitas dúvidas. 

“Agora, porém, vocês que estavam longe foram aproximados por meio do derramamento do sangue do Messias. Porque ele mesmo é nossa Shalom – de nós fez um só e derrubou a m’chitzah[v] que nos dividia destruindo em seu corpo a inimizade gerada pela Torah, com seus mandamentos estabelecidos na forma de ordenanças. Ele o fez a fim de criar dos dois grupos uma nova humanidade em união consigo mesmo e, dessa forma, trazer Shalom, e reconciliá-la com Deus em um único corpo ao ser executado na estaca como criminoso, matando, desse modo, essa inimizade em si mesmo… portanto vocês não são mais estrangeiros nem forasteiros. Ao contrário, são concidadãos do povo de Deus e membros da família divina…” Efésios 02:13 a 19.

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Legalismo ou Obediência ao Estatuto

                 A luta de Shaul/Paulo não era somente contra o uso indevido da Torah, isto é, contra o legalismo de querer se salvar pelas obras da Lei. Alguns querem argumentar que as passagens onde Paulo desaconselha a prática das ordenanças rituais ele esta falando do mau uso das Festas como um meio de salvação, legalismo, porém, Shaul/Paulo muitas vezes desencoraja a prática em si como um “estatuto perpétuo”, isto é, obedecer como se a obrigatoriedade de se comemorar as Festas fosse uma lei do Eterno ainda válida. Logo, ele conclui que se comemorarem as Festas como estatuto obrigatório fizer parte da vida de fé do crente na Nova Aliança, “o Mashiach morreu em vão, Gál. 02:21, pela simples razão de se comemorar algo que o próprio Mashiach cumpre em Sua vida e nos oferece como justiça”.

                 No contexto geral da carta aos Gálatas, Shaul/Paulo exorta aos seus  destinatários vindos do paganismo, Gál. 04:08, a que não voltem mais aos “rudimentos”, que outrora fora dado aos judeus, Gál. 04:10 considerando-os como “estatuto perpétuo” guardando “dias e meses (as sete festas e a festa da Lua Nova),  tempos, (literalmente solenidades, o conjunto de festas anuais) e anos (ano sabático e o ano jubileu)”, chegando a apelar, “sede qual eu sou” no vs. 12.

                    Dentro deste quadro não é de surpreender que ele fosse taxado de “traidor de Moshe/Moisés” ensinando “… que não mais realizem a b’rit-milah em seus filhos e não sigam as tradições, Atos 21:21. O tema de Shaul/Paulo era tão novo em sua realidade quanto velho em suas promessas desde que Avram/Abraão foi chamado, Bereshit/Gênesis 12 e Moshe/Moisés foi incumbido de construir o santuário conforme o modelo, Shemot/Êxodo 25:08 e 09.

Quiasmo Levítico

 

Comemoração 

                    Se escolhermos comemorar as Festas Israelitas, devemos fazê-lo compreendendo o que elas significam, da perspectiva da B’rit Hadashah/Novo Testamento e em especial no livro do Apocalipse. “Comemorar” as Festas em lugar de “guardar” ou “observar” não traz consigo o risco de legalismo ou de anular a graça por uma atitude anterior a B’rit Hadashah/Nova Aliança.

                     As Festas não são uma obrigação doutrinária, litúrgica, religiosa, nem normativa para a igreja como um todo. Seria uma oportunidade para ensinar, aprender e proclamar a grande dimensão do plano da redenção.

                    Os festivais são nada mais que um instrumento pedagógico, pois, conforme o exemplo de Yeshua/Jesus em Lucas 24 trata-se de uma prática descritiva e instrutiva, não prescritiva sobre Ele e Sua obra.

                    Considere que a ausência de instruções reveladas nesse contexto e de uma tradição de observância conforme é vista no Judaísmo pode trazer distrações para os crentes e fazer com que aqueles que buscam sempre uma novidade se confundam.

                   Deve-se apreender sobre o genuíno caráter das festas para se manter um diálogo respeitoso com nossos amigos judeus, entender as tradições judaicas associadas a elas pode ajudar.

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                   Cuidado com as especulações e interpretações confusas, há todo tipo de “vento de doutrina” soprando por ai e comportamentos estranhos podem ser interpretados como falsidade e fanatismo cego.  

                   Como as Festas perderam sua qualidade normativa, considerando que foram cumpridas e D’us não nos deixou instruções sobre o modo pelo qual aqueles festivais deveriam ser observados fora do Templo, o perigo se apresenta como a dependência  das tradições humanas, fora da revelação bíblica.

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                  Os seguidores do Mashiach, nestes acharit há iamim/últimos dias estão representados em Apocalipse 14:06 a 12, ali sua identidade e missão estão desvendadas como universais, não litúrgicas, ultrapassando todas as barreiras de cultura e tradições.

                   Porém, não podemos perder o valor pedagógico, a Torah, e deixar de explorar as ricas verdades associadas às Festas Israelitas, desde que não se transformem em leis a serem seguidas.

                   A comemoração dos festivais pode ser usada para valorizar a Herança Judaica dos descendentes de judeus que vieram da Inquisição, por exemplo, e creem em Yeshua/Jesus. Ou melhor, quando um judeu de ascendência direta passa a crer em Yeshua/Jesus ele não perde seu Judaísmo por crer nEle, aliás, quem é mais judeu aquele que aceita o que Ele cumpriu dos aspectos rituais e proféticos do Tanach ou aquele que o nega teimosamente?

                    Quando entendemos que cristãos e judeus tem uma mesma Herança Abraâmica e Mosaica á luz das dimensões profética e teológica da mensagem Bíblica e em especial nos livros de Daniel e Apocalipse, a comemoração das festas pode se tornar para eles ainda mais significativa que no passado.

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Pesquisa e edição Herança Judaica/Wladimir.

 

[i] Tipologia (do grego TYPOS) são figuras que D’us utilizou ao longo da história bíblica para revelar acontecimentos futuros. Ele tem seu cumprimento na vinda do Messias cumprindo as Festas da Primavera e depois de Sua Ascenção cumprindo as Festas do Outono. Este cumprimento é chamado antítipo. Num tipo há uma correspondência entre certas pessoas, eventos ou coisas da Bíblia Hebraica e Yeshua/Jesus na B’rit Hadashah/Novo Testamento.

[ii] Bíblia a Mensagem, Atos 15:05.

[iii] Bíblia Viva, idem.

[iv] Bíblia Judaica Completa, idem.

[v] Segundo descobertas arqueológicas havia um muro que separava o acesso de não judeus para dentro do templo e consequentemente de seus serviços. Uma área era destinada aos goin/gentios e se eles desafiassem a proibição seriam mortos.

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