OS 70 ANOS DA LIBERTAÇÃO DO GUETO DE SHANGHAI




O governo chinês junto com o Congresso Judaico Mundial está preparando uma comemoração conjunta do 70º aniversário da libertação do Gheto de Shanghai.

A República Popular da China e CJM tem a intenção de sediar a cerimônia, em setembro, segundo disseram as instituições em uma declaração conjunta para a mídia.

Mais de 23 mil refugiados judeus viviam no gueto, em Shangai, que foi então ocupado pelo Japão – aliado da Alemanha nazista e co-fundador das potências do Eixo fascista.

Alguns dos refugiados no gueto chegaram lá vindos da Lituânia, onde o diplomata japonês Chiune Sugihara deu vistos de trânsito para o Japão para cerca de 6.000 judeus, desafiando as ordens de Tóquio.

 

“Vamos homenagear, pela primeira vez, um episódio do Holocausto que tende a receber menos atenção”, disse o presidente da CJM, Ronald S. Lauder, que presidirá o evento. “Este evento histórico marca também mais um passo no sentido de reforçar os laços entre os chineses e o povo judeu”.

O evento, o primeiro a ser co-organizado pelo CJM e a China, trará 100 representantes do WJC para Shangai.

Robert Singer, CEO da organização de Lauder, finalizou os detalhes da comemoração conjunta, no início desta semana, durante uma reunião em Londres com Qiu Yuanpin, um ministro chinês da Overseas Chinese Office.

“É do melhor interesse dos judeus do mundo que nós forjemos relações mais estreitas com Pequim”, disse Singer.

Qiu disse na declaração conjunta com o CJM: “Ambas as nações chinesas e judaicas sofreram nas mãos das forças fascistas mas, em última análise, conseguiram a vitória final após inflexível luta.”

As autoridades chinesas nos últimos anos intensificaram sua retórica contra o Japão, exigindo expressões mais explícitas de arrependimento pelas atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, a partir do atual governo da nação insular.

Tensões históricas entre as potências asiáticas são ainda mais complicadas pelos esforços por parte do governo de direita do Japão em reforçar as capacidades militares do país, encerrando décadas de uma proibição pacifista na manutenção de capacidades ofensivas.

 

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