Pessach na Congregação Judaico-adventista de Manaus


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Manaus, AM…[ASN] Roupas brancas, músicas judaicas alegres, mesa preparada e quipá sobre a cabeça, tudo está preparado para dar início ao “seder”. A celebração é um jantar especial que conta toda a história da escravidão e da conquista da liberdade. A cerimônia faz parte das festividades do “Pessach” que tem duração de sete dias, sendo considerada a maior celebração da tradição judaica.

Nos dias em que antecederam a comemoração da Páscoa, a comunidade judaico-adventista Beth B`nei Tsion localizada na cidade de Manaus, AM celebrou o “Pessach”, uma festa que marca o início do calendário bíblico de Israel. A Páscoa (Pessach, em hebraico) significa “passar” fazendo referência a ocasião que Deus “passou” sobre as casas dos filhos de Israel na ultima praga, poupando-os e trazendo juízo sobre Faraó. Para o judeu Ailson Belém a cerimônia simboliza um tipo de aliança entre Deus e seu povo. “Estou participando do ‘Pessach’ pela segunda vez, esse é um elo que nos liga a Deus, pois foi uma demonstração de amor com seu povo, e isso tem uma importância muito grande em nossas vidas”, expõe.

Cada alimento possui um significado diferente.

A comunidade faz parte das Congregações Judaico-adventistas e tem como objetivo aproximar as pessoas da comunidade judaica dos adventistas, para relacionarem-se e desenvolverem um diálogo mais aberto. Em abril foi oferecido aos  fiéis adventistas uma programação de acordo com os costumes judaicos, uma celebração que acontece desde o século VI a.C.

Os alimentos e seus significados

Betsá, maror, carpás, charôsset, chazêret são alguns tipos de alimentos ingeridos durante a cerimônia e cada um possui um significado diferente, e esses símbolos ditam a sequencia da festa. “Por exemplo, as ervas amargas servem para lembrar os tempos difíceis na época da escravidão no Egito, já o ovo é o símbolo da esperança na visão judaica, da ressurreição. Então nós comemos todos os elementos reclinados em nossos assentos, lembrando que hoje temos a liberdade”, explica o líder da comunidade, pastor Wilian Cardoso.

“As festas judaicas possuem um significado muito amplo e rico, no caso a Pessach traz uma ideia de livramento. Podemos dizer que o mundo hoje significa o Egito, estamos presos as amarras do mundo e com a morte e ressurreição de Jesus Cristo ele se tornou a nossa Pessach, Ele se tornou a nossa libertação”, complementa Gerson Oliveira.

O matsá é um pão sem fermento que representa a aflicão do povo no Egito.

Apesar do “seder” ser geralmente longo, comparado a outras refeições familiares judaicas, a celebração é toda montada de uma forma didática para que as crianças também possam compreender toda sua simbologia e passar para as gerações futuras. O “seder” é dividido em 15 partes, a criança mais nova da família inicia o ritual em forma de canto com quatro perguntas sobre o simbolismo das cerimônias e a saída dos judeus do Egito. Após essa fase inicia-se às leituras da “Hagadá”, onde consta toda a história da libertação do povo no Egito. Assim, é ensinado a cada uma por que aquela noite foi diferente.[Equipe ASN, Tatiane Virmes]

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