APÓS 45 ANOS, CIENTISTAS DECIFRAM UM ROLO DA TORAH COM MAIS DE 1500 ANOS


Arqueólogos israelenses disseram que haviam descoberto uma escrita bíblica de 1.500 anos de idade, o que consideraram o mais antigo texto bíblico encontrado desde os Manuscritos do Mar Morto.

O rolo completamente carbonizado, que foi encontrado 45 anos atrás em escavações arqueológicas em Ein Gedi, na costa ocidental do Mar Morto, foi revelado no laboratório da Israel Antiquities Authority, em Jerusalém, pelo Museu de Israel.

Cientistas e pesquisadores ao redor do mundo que trabalharam mais de um ano para decifrar os versos bíblicos, usando as tecnologias avançadas no mundo, foram surpreendidos ao encontrar o livro por ser uma cópia antiga dos oito primeiros versículos do Livro de Levítico de 1.500 anos.

“Esta descoberta absolutamente nos surpreendeu “, disse Pnina Shor, curadora e diretora do Dead Sea Scrolls Projects do IAA.

“Estávamos certos de que era apenas um tiro no escuro, mas decidi tentar e fazer a varredura do rolo queimado de qualquer maneira. Agora, não só podemos legar os Manuscritos do Mar Morto para as gerações futuras, mas também uma parte da Bíblia a partir de uma Arca Sagrada de 1500 anos, de uma antiga sinagoga!”

“O conhecimento que estamos preservando com a descoberta mais importante do século 20 é um dos mais importantes tesouros culturais do mundo ocidental, o que nos leva a prosseguir com o máximo de cuidado e cautela e usar as mais avançadas tecnologias disponíveis hoje”, acrescentou.

Para decifrar os restos queimados, o IAA começou a trabalhar com a Merkel Technologies Company of Israel, que realizou em alta resolução a digitalização em 3D de alguns fragmentos dos Rolos do Mar Morto, através de um scanner de Micro-CT.

Após o fragmento ser digitalizado, o IAA enviou os resultados ao professor Brent Seales da Universidade de Kentucky, que desenvolveu um software de imagem digital capaz de praticamente desenrolar o pergaminho e visualizar o texto.

“A decifração do rolo, que era um enigma para nós, há 45 anos, é muito emocionante”, disse o Dr. Sefi Porath, que liderou as escavações em Ein Gedi.

De acordo com Porath, Ein Gedi – uma aldeia judaica – no período bizantino – era outrora uma comunidade próspera que abrigava uma sinagoga com um piso de mosaico e uma Arca Sagrada.

“O local foi completamente queimado, até o chão, e nenhum dos seus habitantes jamais voltou a residir lá, ou tentou vasculhar as ruínas a fim de salvar bens valiosos”, explicou.

“Nas escavações arqueológicas da sinagoga queimada, além de fragmentos de rolos carbonizados, encontramos um candelabro de bronze de sete braços, uma caixa de dinheiro da comunidade contendo 3.500 moedas, lâmpadas de óleo e vasos de cerâmica que guardavam um perfume.”

www.ruajudaica.com

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s