The Record Keeper – Episódio 1 – A Deserção


Record Keeper

Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo. Era a alegria da hoste cumprir o propósito do Criador.

                        Deleitavam-se em refletir a Sua glória, e patentear o Seu louvor.

                        E enquanto foi supremo o amor para com o Provedor, o companheirismo de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado amor. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar harmonia.

                        Sobreveio, porém, uma mudança naquele mundo!

                        Houve um ser que perverteu a liberdade que o Criador concedera a Suas criaturas. A rebelião originou-se com aquele General o mais elevado em poder e glória entre os habitantes daquele mundo. Lúcifer, “filho da alva”, era o primeiro dos querubins cobridores, santo, incontaminado. Permanecia na presença do grande Criador, e os incessantes raios de glória que cercavam a Administração, repousavam sobre ele.

                         Ele era o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura, sua glória era como toda a pedra preciosa …

                          “Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.” Ezequiel. 28:12-15.

                         Pouco a pouco Lúcifer veio a condescender com o desejo de exaltação própria. Dizem as Escrituras:

                               “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor.” Ezeq. 28:17.

                           “Tu dizias no teu coração: … acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono. … Serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14:13 e 14.

                         Se bem que toda a sua glória proviesse da Administração, este poderoso ser veio a considerá-la como pertencente a si próprio. Não contente com sua posição, embora fosse mais honrado do que a hoste, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente ao Criador. Em vez de procurar fazer com que o Criador fosse o alvo supremo das afeições e fidelidade de todos os seres criados, consistiu o seu esforço em obter para si o serviço e lealdade deles. 

                       Quebrantou-se então a perfeita harmonia naquele mundo. A disposição de Lúcifer para servir a si em vez de ao Criador, suscitou um sentimento de apreensão ao ser observada por aqueles que consideravam dever a glória do Criador ser suprema. No conselho celestial os anjos insistiam com Lúcifer. Foi apresentado perante ele a grandeza, a bondade e a justiça do Criador, e a natureza imutável, sagrada de Sua Lei.                         

                      A própria Administração estabelecera a ordem naquele mundo; e, desviando-se dela, Lúcifer desonraria ao seu Criador, e traria a ruína sobre si. Mas a advertência, feita com amor e misericórdia infinitos, apenas despertou espírito de resistência. Lúcifer consentiu que prevalecessem seus sentimentos de inveja, e se tornou mais decidido.

                       Disputar a supremacia, desafiando assim a sabedoria e amor do Criador, tornara-se o propósito desse General dos anjos. Para tal objetivo estava ele a ponto de aplicar as energias daquela mente superior, que era a primeira dentre os anjos. Mas Aquele que queria livres as vontades de todas as Suas criaturas, a ninguém deixou desprevenido quanto ao sofisma desconcertante por meio do qual a rebelião procuraria justificar-se.                                

                       Antes que se iniciasse a grande luta, todos deveriam ter uma apresentação clara a respeito da vontade dAquele cuja sabedoria e bondade eram a fonte de toda a sua alegria.

                        O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em sua presença Sua verdadeira posição fosse exposta em relação a que Ele mantinha para com todos os seres criados. Em redor do trono reuniam-se os santos anjos, em uma multidão vasta, inumerável – “milhões de milhões, e milhares de milhares” (Apoc. 5:11), estando os mais exaltados anjos, como ministros e súditos, a regozijar-se na luz que, da presença da Divindade, caía sobre eles.

                          Perante os habitantes daquele mundo o deslocamento ocorreu, houve batalha e o General e seus anjos foram expulsos daquele mundo e vagaram pelo espaço sem fim até que chegaram em um planeta recém criado e ali planejam ficar…

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