A Herança do Yom Kipur


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Importantes verdades concernentes à obra expiatória eram ensinadas ao povo por meio deste serviço anual. Nas ofertas para o pecado apresentadas durante o ano, havia sido aceito um substituto em lugar do pecador; mas o sangue da vítima iniciara a expiação que se consumava no Yom Kipur. O sangue derramado sob a confissão de pecados era aspergido no Santuário, sendo assim “transferido” ou “registrado”, e por fim contaminado o Santuário.

Santuário II

Pela oferta do sangue, o pecador reconhecia a autoridade da Torah, em especial nas Dez Palavras, os Mandamentos do Eterno, confessava a culpa de sua transgressão, e exprimia sua fé nAquele que tiraria o pecado do mundo; mas o processo não sessava por ai, ele ainda não estava inteiramente livre da condenação da Torah.

Em Yom Kipur, o Cohen Hagadol/sumo sacerdote, havendo tomado uma oferta para a congregação, o bode para o Eterno, e ia ao lugar santíssimo com o seu sangue e o aspergia sobre o propiciatório, em cima das tábuas dos Dez Mandamentos. Assim se satisfaziam os reclamos de justiça da Lei Moral, que exigia que o responsável pelo pecado respondesse pelos seus próprios pecados, ou um substituto o fizesse, pois, do contrário a vida do pecador era exigida.

sacerdote

Então, em seu caráter de mediador, o sumo sacerdote tomava sobre si os pecados e, saindo do santuário, levava consigo o fardo das culpas de Israel. À porta do tabernáculo colocava as mãos sobre a cabeça do bode emissário/Azazel e confessava sobre ele “todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados”, pondo-as sobre a cabeça do bode.

santuario confissão

E, assim como o bode que levava esses pecados era enviado dali; tais pecados, juntamente com o bode, eram considerados separados do povo para sempre. No sacrifício do primeiro bode a expiação definitiva era ratificada, já com Azazel os pecados eram devolvidos a sua fonte e origem, Satanás. Este era o cerimonial efetuado como “exemplar e sombra das coisas celestiais”. Heb. 8:5.

O santuário terrestre fora construído por Moisés, conforme o modelo a ele mostrado no monte, Êxodo 25:08 e 09,. Era uma figura para o tempo então presente, no qual se ofereciam tanto dons como sacrifícios; seus dois lugares santos eram “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:9 e 23); O Mashiach, nosso grande Sumo Sacerdote, é “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Eterno fundou, e não o homem”. Heb. 8:2.

menorah II

Sendo em visão concedida a João uma vista do templo de Deus no Céu, contemplou ele ali “sete lâmpadas de fogo” (Apoc. 4:5) que ardiam diante do trono. Viu um anjo, “tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono”. Apoc. 8:3. Com isto permitiu-se ao profeta ver o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as “sete lâmpadas de fogo” e o “altar de ouro” representados pelo castiçal de ouro e o altar de incenso no santuário terrestre. Novamente, agora a visão se dirige ao segundo compartimento, “abriu-se no Céu o templo de Deus” (Apoc. 11:19), e ele olhou para dentro do véu interno, no santo dos santos. Ali viu a “arca da Aliança”. Este Santuário Celestial é chamado de “tabernáculo do Testemunho”, (Apoc. 15:05), isto é, santuário dos Dez Mandamentos, Êxodo 31:18.


Moisés fizera o santuário terrestre “segundo o modelo que tinha visto”. (Atos 7:44) o escritor aos Hebreus declara que “o tabernáculo e todos os vasos do ministério”, quando se acharam completos, eram “figuras das coisas que estão no Céu”. Heb. 9:21 e 23. E João diz que viu o santuário no Céu. Aquele santuário em que Yeshua/Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, de que o santuário construído por Moisés era uma cópia.

santuário celestial

Do templo celestial, morada do Rei dos reis, onde milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão diante dEle (Dan. 7:10), templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus guardas resplandecentes, velam o rosto em adoração; sim, desse templo, nenhuma estrutura terrestre poderia representar a vastidão e glória. Todavia, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali prosseguida em prol da redenção do homem, deveriam ser ensinadas pelo santuário terrestre e seu cerimonial.

Depois de Sua ascensão, nosso Salvador iniciaria Sua obra como nosso Sumo Sacerdote. Diz a Escritura: “o Mashiach não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.” Heb. 9:24.

Santuário 2

Sendo os serviços e festividades do Santuário terrestre uma “sombra”, “figura” ou “parábola” esse ministério típico consistia em duas divisões – o serviço diário e o anual – e a cada um deles era dedicado um compartimento do tabernáculo, assim é o ministério de Yeshua/Jesus nosso Sumo Sacerdote, em Apocalipse 01:01 a 11:17  ministra no similar do primeiro compartimento e a partir de Apocalipse 11:18 Ele se move no similar do segundo.  

Assim como o Mashiach, por ocasião de Sua ascensão, compareceu à presença de Deus, a fim de pleitear com Seu sangue em favor dos crentes arrependidos, assim o sacerdote, no ministério diário, aspergia o sangue do sacrifício no lugar santo em favor do pecador.

O sangue do Justo, (Isaías 53), ao mesmo tempo que livraria da condenação da lei o pecador arrependido, trazendo-lhe teshuvá/retorno e yeshua’ah/salvação não cancelaria o “registro” do pecado; este ficaria registrado no santuário, “as impurezas”, até à expiação final no Yom Kipur; assim, no cerimonial típico, o sangue da oferta pelo pecado removia do penitente o pecado, mas este permanecia no santuário até ao dia da expiação, isto é, embora o pecador fosse justificado ele precisaria comparecer na presença de Hashem para efeito de galardão, (Apoc. 11;18). 

Purificação do Santuário

No grande dia da paga final, os mortos devem ser “julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. Apoc. 20:12. Então, pela virtude do sangue expiatório do Mashiach, os pecados de todo o verdadeiro arrependido serão eliminados dos livros do Céu e devolvidos a sua fonte e origem. Assim o santuário estará livre ou purificado, do registro de pecado. No tipo, esta grande obra de expiação, ou cancelamento de pecados, era representada pelas cerimônias do dia da expiação/yom kipur, a saber, pela purificação do santuário terrestre, a qual se realizava pela remoção dos pecados com que ele ficara contaminado, remoção efetuada pela virtude do sangue da oferta para o pecado.

Assim como na expiação final os pecados dos verdadeiros arrependidos serão apagados dos registros do Céu, para não mais serem lembrados nem virem à mente, assim no serviço típico eram levados ao deserto, para sempre separados da congregação.

Visto que Satanás é o originador do pecado, o instigador direto de todos os pecados que ocasionaram a morte do Mashiach, exige a justiça que Satanás sofra a punição final por sua própria responsabilidade em nos levar a pecar. A obra do Mashiach para a redenção dos homens e purificação do Universo da contaminação do pecado, encerrar-se-á pela remoção dos pecados do santuário celestial e deposição dos mesmos sobre Satanás, que cumprirá a pena final. Assim no cerimonial típico, o ciclo anual do ministério encerrava-se com a purificação do santuário e confissão dos pecados sobre a cabeça do bode emissário. Em tais condições, no ministério do tabernáculo e do templo que mais tarde tomou o seu lugar, ensinavam-se ao povo cada dia as grandes verdades relativas à morte e ministério do Mashiach, e uma vez ao ano sua mente era transportada para os acontecimentos finais do grande conflito entre o Mashiach e Satanás, e para a final purificação do Universo, de pecado e pecadores.

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