Relembrando: Músico adventista participa de comemoração dos 67 anos da criação do Estado de Israel


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Brasília, DF… [ASN] A convite da Embaixada de Israel no Brasil, o cantor adventista Leonardo Gonçalves participou  duas sessões solenes que comemoraram os 67 anos da criação do Estado de Israel. A primeira delas foi realizada na  Câmara Legislativa do Distrito Federal, e a outra na manhã na Câmara dos Deputados, ambos localizados em Brasília.

Gonçalves cantou em hebraico as músicashaTikva (A Esperança) – hino nacional de Israel – e Yerushalayim shel zahav (Jerusalém de ouro), uma das canções mais tradicionais do país. Esta última, inclusive, foi gravada por ele no CD Avinu Malkenu, lançado em 2010 pela Sony Music.

Mesmo sem se conhecerem, o embaixador de Israel no Brasil, Reda Mansour, que assumiu o cargo no ano passado, postou neste ano a música Sublime, de Leonardo Gonçalves – e que menciona a palavra Jerusalém na ponte. “Como eu sempre monitoro as menções sobre o meu trabalho, compartilhei o post dele falando da música. Achei muito curioso, pois a letra estava em português. Acabamos dialogando um pouco pela internet. E agora, próximo às comemorações, ligaram para a minha assessoria para me convidar”, explica o músico.

Relação com Israel

Foi a partir de seu contato com o Beth B’nei Tsion (templo judaico-adventista), fundado em São Paulo pelo doutor Reinaldo Siqueira, hoje reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (Salt) para oito países sul-americanos, que Gonçalves descobriu que tinha ascendência judaica. Em 2002, o então pastor desta congregação, Edson Nunes – hoje professor no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho -, o incentivou a gravar um CD em hebraico.

O projeto demorou oito anos para ser concretizado, o qual está hoje materializado no CD Avinu Malkenu. Desse período, dois anos foram utilizados apenas para a escolha do repertório. Na lista estão oito canções tradicionais judaicas e quatro inéditas, compostas a partir de dois textos do livro de Isaías e outros dois do Novo Testamento.

“Eu tive oportunidade de não apenas cantar e estar representando Israel de alguma maneira, mas também de testemunhar por meio de minha presença e contato. Fiz uma visita à embaixada e ficamos cantando algumas músicas religiosas e o ministro de Israel, Lior Ben Dor, me disse que o clima lá estava diferente nesta semana. Os funcionários sentiram que o ambiente estava mais espiritual”, destaca Gonçalves.

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O doutor Reinaldo Siqueira, que dialogou com Ben Dor na segunda-feira, enquanto acompanhava Gonçalves, descobriu que ele já tinha visitado um templo judaico-adventista em Montevidéu, capital do Uruguai. “Durante a conversa, falei sobre o meu trabalho como reitor do Seminário de Teologia e sobre os projetos da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Essa é, sem dúvida, uma oportunidade de nos fazermos mais conhecidos”, avalia.

Siqueira ainda esclarece que a função dessas congregações é proporcionar aos adventistas de origem judaica um lugar em que possam manter aspectos de sua cultura e identidade judaica que estejam de acordo com a Bíblia, ensiná-las aos seus filhos, e ser também um ambiente para diálogo com a comunidade judaica de forma geral.

Estado

Depois da Segunda Guerra Mundial, em que mais de seis milhões de judeus foram mortos nos campos de concentração nazistas, organizações humanitárias começaram a resgatar sobreviventes e embarcá-los clandestinamente para a Palestina, que então era um território britânico. Diante desse fato e da força da opinião pública, em 14 de maio de 1948 foi fundado oficialmente o Estado de Israel.

Nesse aspecto, a relação do país com o Brasil é de gratidão, já que o embaixador Osvaldo Aranha, que na ocasião era o presidente da Segunda Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), desempenhou um papel fundamental na história recente de Israel. “[Ele é] o homem que declarou nossa independência nas Nações Unidas. A voz que todo israelense vai sempre lembrar. O diplomata brasileiro que uniu para sempre o destino do Brasil ao de Israel”, escreveu o embaixador Reda Mansour em sua página no Facebook. [Equipe ASN, Jefferson Paradello]

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