The Record Keeper – Episódio 05 – A Canção


Logo depois de se acamparem no Sinai, Moshe/Moisés foi chamado à montanha a encontrar-se com o Rei. Sozinho subiu a íngreme e áspera vereda, e aproximou-se da nuvem que assinalava o lugar da presença de Hashem. Israel ia ser agora tomado em uma relação íntima e peculiar para com o Altíssimo – sendo incorporado como uma congregação e nação sob o governo de D’us. A mensagem dada a Moisés, para o povo, foi:

“Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a Mim; agora pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a Terra é Minha. E vós Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.”

Shemot/Êxo. 19.

Moisés voltou ao acampamento, e, tendo convocado os anciãos de Israel, repetiu-lhes a mensagem divina. Sua resposta foi: “Tudo o que o Eterno tem falado, faremos.” Assim entraram em um concerto solene com D’us, comprometendo-se a aceitá-Lo como seu Governador, pelo que se tornavam, em sentido especial, súditos sob Sua autoridade.

Sinai I

De novo seu líder subiu a montanha; e o Eterno lhe disse: “Eis que Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando Eu contigo, e para que também te creiam eternamente.” Quando deparavam dificuldades no caminho, estavam dispostos a murmurar contra Moisés e Arão, e acusá-los de tirar as hostes de Israel do Egito para as destruir. O Eterno queria honrar Moisés perante eles, a fim de que pudessem ser levados a confiar em suas instruções.

D’us Se propunha fazer da ocasião em que falaria a Sua lei uma cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de D’us, deviam ser consideradas com a maior reverência.

dez mandamentos 5

Tais foram os sagrados preceitos do Decálogo, proferidos entre trovões e chamas, e com maravilhosa manifestação de poder e majestade do grande Legislador. D’us acompanhou a proclamação de Sua lei com mostras de Seu poder e glória, para que Seu povo nunca se esquecesse daquela cena, e tivesse a impressão de uma profunda veneração pelo Autor da lei, o Criador do Céu e da Terra. Desejava mostrar também a todos os homens a santidade, a importância e a permanência de Sua lei.

O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala de D’us parecia tal que o não poderiam suportar seus trêmulos corações. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça de D’us, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpabilidade à vista de um D’us santo.

Recuaram da montanha com medo e espanto. A multidão clamou a Moisés: “Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale D’us conosco, para que não morramos.” Êxo. 20:19-21. O líder respondeu: “Não temais, que D’us veio para provar-vos, e para que o Seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.” O povo, entretanto, permaneceu à distância, olhando com terror a cena, enquanto Moisés “se chegou à escuridade onde D’us estava”.

A mente do povo, cega e aviltada pela escravidão ao paganismo, não estava preparada para apreciar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos de D’us. Para que pudessem os deveres expressos no Decálogo ser entendidos e impostos mais plenamente, deram-se preceitos adicionais, ilustrando os princípios dos Dez Mandamentos e dando-lhes aplicação. Estas leis foram chamadas juízos, tanto porque eram organizadas com sabedoria e equidade infinitas, como porque deveriam os magistrados julgar de acordo com elas. 

sinai idolatria

Sentindo o seu desamparo na ausência do dirigente, voltaram às suas velhas superstições. Aquela “mistura de gente” foram os primeiros a se entregarem à murmuração e impaciência, e foram os chefes da apostasia que se seguiu. Entre as coisas consideradas pelos egípcios como símbolos da divindade, estava o boi ou o bezerro; e foi pela sugestão dos que haviam praticado esta forma de idolatria no Egito, que então foi feito e adorado um bezerro. O povo desejava alguma imagem para representar a D’us, e ir diante deles em lugar de Moisés. D’us não dera espécie alguma de semelhança de Si, e proibia qualquer representação material para tal fim. Os grandes prodígios feitos no Egito e no Mar Vermelho destinavam-se a estabelecer nEle fé, como o Ajudador de Israel, invisível e todo-poderoso, o único verdadeiro D’us. E o desejo de alguma manifestação visível de Sua presença fora satisfeito com a coluna de nuvem e de fogo que guiava os seus exércitos, e pela revelação de Sua glória sobre o Monte Sinai. Mas, com a nuvem de Sua presença ainda diante deles, volveram em seus corações à idolatria do Egito, e representaram a glória do D’us invisível pela semelhança de um bezerro!

O primeiro esforço do General para destruir a lei de D’us – esforço este feito entre os tzdik’s/justos habitantes do Céu – pareceu por algum tempo ser coroado de êxito. Grande número de anjos foram seduzidos; mas o triunfo aparente do General redundou em derrota e perda, separação de D’us e banimento do Céu.

Satanaz

Quando se renovou o conflito na Terra, o General Satanás de novo alcançou uma aparente vantagem. Pela transgressão, o homem se tornou seu escravo, e o reino do homem também foi entregue nas mãos do maioral dos rebeldes. Parecia agora aberto o caminho para Satanás estabelecer um reino independente, e desafiar a autoridade do Rei e do Príncipe. Mas o plano da yeshua’ah/salvação possibilitou ao homem ser de novo trazido à harmonia com D’us, e prestar obediência à Sua lei; e tanto ao homem como à Terra serem finalmente redimidos do poder do maligno.

Foi outra vez derrotado o General, e outra vez recorreu ao engano, na esperança de converter sua derrota em vitória. Para suscitar a rebelião na raça decaída, representou agora a D’us como injusto por ter permitido ao homem transgredir a Sua lei. “Por que”, disse o ardiloso tentador, “permitiu D’us que o homem fosse posto à prova, para pecar, e trazer a miséria e a morte, quando Ele sabia qual seria o resultado?” E os filhos de Adão, esquecidos da longânima misericórdia que concedera ao homem outra prova, não tomando em consideração o sacrifício admirável e terrível que sua rebelião custara ao Rei do Céu, deram ouvidos ao tentador, e murmuraram contra o único Ser que os podia salvar do poder destruidor de Satanás.

Milhares existem hoje repercutindo a mesma queixa revoltosa contra D’us. Não vêem que o despojar o homem da liberdade de escolha seria privá-lo de sua prerrogativa de um ser inteligente, e fazer dele um mero autômato. Não é propósito de D’us coagir a vontade. O homem foi criado como um ser moral livre.

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