The Record Keeper – Episódio 05 – A Canção


                    Consiga uma Bíblia impressa, caso não tenha disponível acesse https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/6 , leia  Shemoth/Êxodo 19:01-11, 16-20, 32:1-6, de forma reflexiva, verso a verso, sem pressa e sem comentários.

                   Logo depois de se acamparem no Sinai, Moisés foi chamado à montanha a encontrar-se com o Rei. Sozinho subiu a íngreme e áspera vereda, e aproximou-se da nuvem que assinalava o lugar da presença dEle. Israel ia ser agora tomado em uma relação íntima e peculiar para com o Altíssimo – sendo incorporado como uma congregação e nação sob a Administração divina. A mensagem dada a Moisés, para o povo, foi:

                “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a Mim; agora pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a Terra é Minha. E vós Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. ” 

                Moisés voltou ao acampamento, e, tendo convocado os anciãos de Israel, repetiu-lhes a mensagem divina. Sua resposta foi: “Tudo o que o Eterno tem falado, faremos. ” Assim entraram em um concerto solene com o Rei, comprometendo-se a aceitá-Lo como seu Governador, pelo que se tornavam, em sentido especial, súditos sob Sua autoridade.

                De novo seu líder subiu a montanha; e o Eterno lhe disse: “Eis que Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando Eu contigo, e para que também creiam. ” Quando deparavam dificuldades no caminho, estavam dispostos a murmurar contra Moisés e Arão, e acusá-los de tirar o povo de Israel do Egito para os destruir. O Eterno queria honrar Moisés perante eles, a fim de que pudessem ser levados a confiar em suas instruções.

                A Administração Se propunha fazer da ocasião em que falaria a Sua lei uma cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço do Rei, deviam ser consideradas com a maior reverência.

dez mandamentos 5

                Tais foram os sagrados preceitos dos Dez Mandamentos, proferidos entre trovões e chamas, e com maravilhosa manifestação de poder e majestade do grande Legislador. O Rei acompanhou a proclamação de Sua lei com mostras de Seu poder e glória, para que Seu povo nunca se esquecesse daquela cena, e tivesse a impressão de uma profunda veneração pelo Autor da lei, o Criador do Céu e da Terra. Desejava mostrar também a todos os homens a santidade, a importância e a permanência de Sua lei.

                O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala do Rei parecia tal que o não poderiam suportar seus trêmulos corações. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça da Administração, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpa à vista de um Rei santo.

                Recuaram da montanha com medo e espanto. A multidão clamou a Moisés: “Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale o Rei conosco, para que não morramos. ” Êxo. 20:19-21. O líder respondeu: “Não temais, que Deus veio para provar-vos, e para que o Seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis. ” O povo, entretanto, permaneceu à distância, olhando com terror a cena, enquanto Moisés “se chegou à escuridade onde o Rei estava”.

                A mente do povo, cega e aviltada pela escravidão ao paganismo, não estava preparada para apreciar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos da Administração. Para que pudessem os deveres expressos no Decálogo ser entendidos e impostos mais plenamente, deram-se preceitos adicionais, ilustrando os princípios dos Dez Mandamentos e dando-lhes aplicação. Estas leis foram chamadas juízos, tanto porque eram organizadas com sabedoria e equidade infinitas, como porque deveriam os magistrados julgar de acordo com elas.

A Canção do Mal

                O primeiro esforço do General para destruir a Lei da Administração – esforço este feito entre os justos habitantes do Céu – pareceu por algum tempo ser coroado de êxito. Grande número de anjos foram seduzidos; mas o triunfo aparente do General redundou em derrota e perda, separação do Rei e banimento do Céu, porém, os rebeldes não desistiriam sem lutar pelo controle do planeta Terra.  

                O povo de Israel sentindo o seu desamparo na ausência do dirigente, voltaram às suas velhas superstições. Aquela “mistura de gente” foram os primeiros a se entregarem à murmuração e impaciência, e foram os chefes do afastamento da Verdade que se seguiu. Entre as coisas consideradas pelos egípcios como símbolos da divindade, estava o boi ou o bezerro; e foi pela sugestão dos que haviam praticado esta forma de idolatria no Egito, que então foi feito e adorado um bezerro. O povo desejava alguma imagem para representar a Deus, e ir diante deles em lugar de Moisés.

sinai idolatria

                O culto de Ápis era acompanhado da mais grosseira licenciosidade, e o relato das Escrituras denota que a adoração ao bezerro levada a efeito pelos israelitas foi acompanhada por toda a devassidão usual no culto pagão. Lemos: “No dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para divertir-se.” Êxo. 32:6.

                A palavra hebraica traduzida “divertir-se”, significa divertir-se com saltos, cânticos e danças. Estas danças, especialmente entre os egípcios, eram sensuais e indecentes. A palavra traduzida “corrompeu” no versículo seguinte, onde se lê: “O teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu”, é a mesma palavra usada em Gênesis 6:11 e 12, onde lemos que a Terra estava corrompida, “porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na Terra.

                Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. Mas o atual líder de Israel não era deste caráter. Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. O tumulto aumentou. Um frenesi, cego e desarrazoado, pareceu apoderar-se da multidão, os anjos caídos juntaram-se ao povo unindo suas vozes numa canção do mal, o próprio General estava com eles e desejava uma manifestação paralela de “poder” e rebeldia. As paixões se manifestaram em uma orgia como forma de adoração e fertilidade.  Alguns houve que permaneceram fiéis ao seu concerto com o Rei; mas a maior parte do povo afastou-se dEle. Uns poucos que se arriscaram a denunciar a proposta execução da imagem como sendo idolatria, foram atacados e rudemente tratados, e na confusão e agitação perderam finalmente a vida.

Satanaz

                Quando se renovou o conflito na Terra, o General de novo alcançou uma aparente vantagem, seus anjos se opunham aos anjos do Rei, uma batalha se travara pela consciência humana. Pela transgressão, o homem se tornou seu escravo, e o reino do homem também foi entregue nas mãos do maioral dos rebeldes. Parecia agora aberto o caminho para o General estabelecer um reino independente, e desafiar a autoridade do Rei e do Príncipe. Mas a Administração tinha um plano de salvação que possibilitaria ao homem ser de novo trazido à harmonia com o Rei, e prestar obediência à Sua lei; e tanto ao homem como à Terra serem finalmente redimidos do poder do maligno.

  • Qual era o plano da Administração para com o povo de Israel?
  • No monte Sinai, o Rei ordenou a Moisés que construísse o Santuário, Êx. 25:8 e 9. Qual era Sua intenção com esse aparelho religioso?
  • O que representa a Lei do Rei? Porque o General se opõe a ela?
  • Qual foi a fraqueza de Israel ao pé do monte Sinai?

 

 

 

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