O Santuário Celestial na Bíblia Hebraica – V – William H. Shea


                Em 1982, William H. Shea tocou no tema do templo/santuário celestial, em seu estudo sobre os paralelos bíblicos para o juízo investigativo, publicado como parte de um estudo maior que lida com a interpretação profética.[i] Shea pesquisou as passagens de Salmo 11, 14/ /53, 76, 102, 103, Miquéias 1 e I Reis 22 que, de acordo com ele descrevem o conceito de juízo sendo emitido a partir do templo celestial. Embora Shea tenha dado um tratamento superficial a essas passagens, sua observação de que o templo/santuário celestial funciona como um lugar de julgamento necessita mais consideração.

 Santuário celestial 4

                Em uma discussão do termo mãkôn em Daniel 8:12, Shea observou que essa palavra, a qual designa tanto o santuário celestial como o terrestre, “refere-se ao santuário como o lugar de habitação de Deus, a localização de Seu trono e o lugar de onde Ele atua. Dessa forma, as atividades de Deus descritas são especificamente aquelas de responder as orações e de administrar justiça e retidão através da entrega da sentença. ”[ii]  A observação de Shea, de que o templo/santuário celestial é um lugar de atividades divinas, provê motivação para mais pesquisas sobre esse aspecto do tema do templo/santuário celestial.

                Além disso, a conexão entre o templo celestial e seu equivalente terrestre, brevemente mencionada por Shea em sua discussão do Salmo 76, necessita de maior sondagem em outras passagens da Bíblia Hebraica.[iii]

                Outros trabalhos de Shea que lidam especialmente com o livro de Daniel[iv] também proveram uma significativa contribuição para a compreensão do tema do templo/santuário celestial, como notado no capítulo 5.

autor: Elias Brasil de Souza – Titulo original: “Toward a Theology of the Heavenly Sanctuary in the Hebrew Bible, O Santuário Celestial no Antigo Testamento ´pags. 22 e 23, CePLIB.

[i] William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interprertation, 7 Vols., DARCOM 1 (Washingiton, DC: General Conference of Seventh-day Adventists, 1982), 5-8.

[ii] Em sua discussão do termo mãkôn em Daniel 8:12, Shea observou que essa palavra, a qual é usada para se referir tanto ao santuário celestial como ao terrestre, é usada na Bíblia Hebraica com uma palavra do santuário. “Ela se refere ao santuário como o lugar da habitação de Deus, a localização de Seu trono, e o lugar de onde Ele atua. As atividades descritas dessa forma são especificamente aqueleas de responder orações e de administrar justiça e retidão através da entrega de sentença” (idem, “Unity of Daniel,” in Symposium on Daniel, ed. Frank B. Holbrook, DARCOM (Washington, DC: Biblical RESEARCH Institute, 1986), 213-14).

[iii] Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, 6.

[iv] William H. Shea, “The Prophecy of Daniel 9:24-27, in The Seventy Weeks, Levítius, and the Nature of Prophecy, ed. Frank. B. Holbrook, DARCOM (Washington, DC: Biblical Research Institute, General Conference of Seventh-day Adventists, 1986), 75-118, idem, “Spatial Dimensions in the Vision of Daniel 8,” in Symposium on Daniel, ed. Frank B. Holbrook, DARCOM (Washington, DC: Bbilical Research Institue, 1986), 497-526, idem, “Unity of Daniel”, 165-255, idem, Daniel 7-12: Prophecies of the Ende Time, The Abudant Life Bible Amplifier (Boise, ID: Pacific Press, 1996), 85-154.

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