Refuah (Cura) no Shabat, pode ou não pode?


É muito interessante fazer uma leitura completa dos escritos da Berit Hadashá
para ver todas as vezes em que os escritores registraram incidentes ocorridos
no Shabat entre Yeshua e alguns líderes religiosos. Se o Shabat estava prestes
a ser abolido, por qual motivo os escritores dos quatro livros da Bessorá
incluíram relatos, numerosos em alguns casos, da luta que Yeshua travou com
os líderes a respeito da guarda desse dia? Essa ideia se torna ainda mais evidente
quando nos lembramos de que a Bessorá foi escrita muitos anos após o ministério
do Mashiach. Embora os estudiosos estejam divididos quanto às datas
exatas, a maioria deles os coloca pelo menos 20 a 30 anos após a morte de
Yeshua. Assim, naquela altura, se o Shabat já havia sido substituído pelo domingo,
certamente não há qualquer alusão a essa mudança em nenhum dos
relatos inspirados sobre a vida de Yeshua. Portanto, temos fortes evidências de
que o Shabat não foi abolido, mudado nem substituído, por meio de qualquer
exemplo ou ordem de Yeshua registrada nos quatro livros da Bessorá. Ao contrário,
se olharmos para as ordens e o exemplo de Yeshua, os escritos nos mostram
que o Shabat continua sendo válido.

Jesus abençõa

4. Leia Mattityahu [Mt] 12:9-14. Qual é a questão envolvida nesse texto, e por
que esse seria outro motivo para divergência?
“Em outro Shabat, ao entrar Yeshua na sinagoga, viu ali um homem cuja
mão era atrofiada. Os parushim o observavam, ansiosos para ver o que Ele faria.
Bem sabia o Salvador que, curando no Shabat, seria considerado transgressor,
mas não hesitou em derrubar o muro das exigências tradicionais que obstruíam
o Shabat. […] Era uma máxima entre os judeus que deixar de fazer o bem,
havendo oportunidade para isso, era fazer o mal; negligenciar salvar a vida, era
matar. Assim, Yeshua os atacou com suas próprias armas” (O Desejado de Todas
as Nações, p. 286 contextualizado).
Novamente, como no incidente anterior, Yeshua procurou indicar o propósito
mais elevado da Torah e da vida de fé. Essas pessoas prefeririam deixar
aquele homem em sua dor e sofrimento, a transgredir suas próprias regras de
origem humana a respeito do Shabat, o qual havia sido tão mal compreendido
que, embora eles tirassem um boi de uma cova nesse dia, se recusavam a aliviar
o sofrimento de um ser humano.
Precisamos ter muito cuidado para garantir que nossa maneira de praticar
a confiança não esteja atrapalhando o modo pelo qual D’us nos chamou a viver
essa confiança!

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