EDITORA AMERICANA É CRITICADA POR JUDEUS DE BOSTON


 

 

Há mais de 80 anos, a editora sediada em Boston Houghton Mifflin Harcourt tem enfrentado um desafio singular: o que fazer com os direitos autorais do manifesto “Mein Kampf” de Adolf Hitler, que a empresa obteve para os EUA, em 1933. O mais recente desafio para alocar o que tem sido chamado de “dinheiro de sangue”, veio no início deste mês, quando o Boston Globe informou que a HMH tinha “silenciosamente decidido mudar de rumo” sobre o uso dos royalties do livro pela concessão de fundos para projetos que nada tem a ver com o Holocausto ou o anti-semitismo. Alguns líderes judeus estão chocados – não só por esta mudança de foco, mas também pela falta de envolvimento entre a HMH e a comunidade, durante o processo de publicação. “Esta questão é de particular importância porque os fatos de que o genocídio ainda são – e cada vez mais – negados em nosso próprio tempo”, disse Jeremy Burton, diretor executivo do Conselho de Relações com a comunidade jud aica de Boston. “Se Houghton Mifflin quer apoiar as instituições de ensino em geral e da comunidade sem fins lucrativos, de modo mais amplo, eles devem fazê-lo usando os lucros globais de seus negócios”, disse Burton. “O produto da venda de ‘Mein Kampf’ deve continuar a ser utilizado exclusivamente para instituições que promovam a educação sobre o Holocausto e a sensibilização para o tem, incluindo as lições universais a serem tiradas do Holocausto”, disse Burton, que chamou a decisão da editora de não envolver os sobreviventes locais e os membros da comunidade “problemática” e “dolorosa”.

www.ruajudaica.com

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