Um bom Rabbi


                              Depois da alimentação miraculosa, Yeshua ordenou que Seus talmidim entrassem no barco (Mattityahu [Mt] 14:22). Ele desejava tirá-los da confusão
e da pressão. Um bom Rabbi protege seus talmidim daquilo que eles ainda não
estão prontos para enfrentar. “Chamando os talmidim, Yeshua ordenou-lhes que
tomassem o barco e voltassem imediatamente para Kfar-nachum, deixando-o a
despedir a multidão. […] [Eles] protestaram contra essa medida, mas Yeshua falou
com uma autoridade que não havia assumido antes para com eles. Sabiam
que seria inútil qualquer oposição de sua parte e, silenciosos, dirigiram-se para
o mar” (O Desejado de Todas as Nações, p. 378 contextualizado).
2. Leia Mattityahu [Mt] 14:23-33. O que esses versos revelam sobre quem era
o Mashiach e acerca da natureza da salvação?
                             Um momento revelador ocorreu quando os aterrorizados talmidim ficaram imaginando quem estaria andando na água em sua direção. Yeshua lhes disse:
“Coragem! Sou eu. Parem de sentir medo!” (v. 27). A expressão “Sou Eu” é outra
maneira de traduzir a expressão Ehyeh, que significa “Eu Sou”. Esse refere-se ao
próprio Eterno (ver também Shemot [Êx] 3:14).

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                             As Escrituras, vez após vez, mostram que o Eterno tem o controle de toda a natureza. Tehilim [Sl] 104, por exemplo, mostra claramente que o Eterno não é
somente Criador, mas também mantenedor, e que é por meio de Seu poder que
o mundo continua existindo e que as leis da natureza operam. Não há nada ali
que sugira o deus do deísmo, que criou o mundo e depois o abandonou. Sejamos
judeus ou goyim, todos devemos nossa contínua existência ao poder sustentador
do mesmo Eterno que acalmou o mar (ver também Hebreus [Hb] 1:3).
                             O grito de Kefa: “Senhor, Salve-me!” (Mattityahu [Mt] 14:30) deve ser também que, se o Eterno não nos salvar, quem o fará? O desamparo de
Kefa naquela situação se reflete em nossa própria fraqueza diante de tudo o que
o mundo pecaminoso lança contra nós.
                              Pense na sua fraqueza, no sentido de estar a mercê de forças muito maiores que você e que estão além do seu controle. Como essa realidade ajuda a fortalecer sua dependência do Mashiach?

Beth Midrash – Escola Sabatina – 2/2016 

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