ABATE KOSHER PODE SER PREJUDICADO COM BREXIT



Um grupo de trabalho que defende o abate kosher na Grã-Bretanha advertiu sobre a incerteza que rodeia a sua missão na sequência da votação britânica para sair da União Europeia.

Um porta-voz da shechitá disse que teme perder as proteções da União Europeia de “comunidades de fé” ou ver o abate kosher ser submetido à votação no Parlamento que pode ser influenciado pelos críticos de técnicas de judeus e muçulmanos para o abate de animais.



“Alguns países europeus implementaram uma legislação nacional contra a shechitá e havia o perigo de que um precedente mais amplo fosse definido”, segundo disse o porta-voz da shechitá, Shimon Cohen, acrescentando que o governo da Grã-Bretanha “sempre foi guiado pela União Europeia e pela Comissão Europeia dando grande ênfase na proteção das comunidades de fé”.

Mas, se a Grã-Bretanha deixa o bloco, o seu governo “teria que pedir ao parlamento para adotar” regulamentos da UE em que comunidades de fé são isentas de certos regulamentos ” ou chegar à sua própria lei. De qualquer maneira, se o tema for para uma votação na Câmara do Parlamento, é um jogo de números e os riscos são muito elevados”.

Shechitá, a palavra hebraica para o abate kosher, e a variante muçulmana da prática, estão enfrentando ataques na Europa porque são considerados por muitos como cruéis com os animais.

Outros adversários do ritual do abate se ressentem de sua proliferação, após a chegada à Europa de milhões de muçulmanos, na década de 1950 em diante.

No entanto, a adesão à UE não significa necessariamente consagrar a shechitá, já que os estados membros são livres para dispensar as isenções de regulamentos da UE.

A oposição à schechitá levou à proibição pelos Países Baixos, em 2010, mas foi derrubada pelo Senado holandês, em 2012. Além disso, o Parlamento polaco proibiu a prática, em 2013, embora a proibição já tenha sido parcialmente derrubada. A prática é ilegal em dois estados membros da UE – Suécia e Dinamarca – bem como em outros três países não membros da UE na Europa Ocidental: Noruega, Suíça e Islândia. Membros da UE na Finlândia, Áustria e Estônia impõe uma supervisão rigorosa do costume que alguns judeus dizem que tornam quase impossível a prática religiosa.

No debate que antecedeu a votação do Brexit, os defensores da permanência argumentaram que a UE garantiu proteção para as liberdades religiosas. Os defensores de uma saída tomaram o ponto de vista oposto, citando a legislação que limita as liberdades religiosas no continente.

 

www.ruajudaica.com

Anúncios