MUSEU DE MUNIQUE LUCROU COM ARTE SAQUEADA POR NAZISTAS


 

Um museu estatal em Munique lucrou com a arte saqueada pelos nazistas, pelo menos até a década de 1990, segundo revelação de uma nova investigação.

Em uma sondagem conjunta, o jornal com sede em Munique Süddeutsche Zeitung e a comissão de uma ONG britânica de arte roubada na Europa, declararam que galerias de arte da Baviera e muitas outras instituições foram criadas com peças de arte que foram violentamente “compradas” de colecionadores judeus sob o nazismo regime.

Os museus têm tentado disfarçar a origem das obras de arte, e até mesmo venderam algumas delas sem procurar os legítimos proprietários ou seus herdeiros, de acordo com a investigação.

A decepção começou logo que as autoridades americanas entregaram a tarefa da restituição à administração da Baviera, em 1949, de acordo com o relatório. Milhares de obras de arte estavam em questão.

Alegadamente, as autoridades alemãs mantiveram algumas e venderam outras a preços deflacionados, incluindo para membros de famílias nazistas proeminentes, como a viúva de Hermann Goering e Henriette von Schirach (nee Hoffmann), a esposa do governador de distrito de Hitler, ou “Gauleiter”, em Viena.

O jornal traça a história de como von Schirach apoderou-se de uma pequena pintura, “Retrato de uma Praça Holandeza”, de Johannes Van Der Heydes, que originalmente pertencia a um casal de judeus tchecos, o cônsul-geral de Viena, Gottlieb Kraus, e sua esposa Mathilde. A família Kraus fugiu para os Estados Unidos, em abril de 1938, colocando seus pertences no armazenamento.

Mas a propriedade mais tarde foi confiscada pela Gestapo e as obras de arte foram vendidas para, entre outros, o planejado “Führermuseum” em Linz, na Áustria, e ao pai de von Schirach, Heinrich Hoffmann, fotógrafo oficial de Hitler e um colecionador de arte.

Após a guerra, a pintura estava entre as milhares de obras a serem devolvidas aos herdeiros legítimos. Mas o estado Bávaro vendeu de volta para Von Schirach, por 300 marcos alemães, e ele leiloou imediatamente por 16.000 marcos alemães para a Catedral Xanten, onde ficou em exposição até 2011.

Enquanto isso, segundo o jornal, o bisneto dos Krauses, John Graykowski, vem buscando a restituição da coleção da família em vão.

 


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