Eventos Finais


Falar em uma segunda vinda do Mashiach, quando o Judaísmo tradicional e rabínico não reconhece a primeira como legítima pode parecer estranho, porém, pelo menos a titulo de curiosidade é bom saber o que esse evento significa e de onde os seguidores de Ieshua tiraram esse ensino estranho ao Judaísmo como tal. Porém, entender o papel da primeira vinda é fundamental para se compreender a razão da segunda vinda do Mashiach. 

A Primeira Vinda

O Tanach nos ensina que o Eterno lidou sob o contexto do Tabernáculo do Deserto e posteriormente do Templo em Jerusalém, com sacrifícios expiatórios, isto é, uma vítima inocente era morta no lugar do pecador confesso, e seu sangue era aspergido pelos kohanim segundo as instruções de Moshe:

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“E porá sua mão sobre a cabeça da oferta de elevação, e esta sera aceita para servir-lhe de expiação.” Vaicrá/Levítico 01:04 – Bíblia Hebraica Sêfer (judaica)

Reconhece-se, então, que o conceito de morte substitutiva através de um sacrifício expiatório não é um ensino de origem cristã, pois, suas raízes estão na Torah. No entanto, alguém pode objetar, como a morte de um animal pode trazer perdão a um ser humano? Aí que está a questão, um animal não é equivalente a um ser humano feito a imagem do Eterno, então, como entender aquela infinidade de derramamento de sangue inocente? Bem, a resposta está na compreensão de que todos os serviços sacrificais eram em realidade tipos ou profecias sobre a obra do Mashiach em Sua primeira vinda, em Daniel 9:24 a 27 revela a morte sacrifical do Mashiach e a própria destruição de Jerusalém e do Templo de Salomão:

Ressurreição

“…será abatido o ungido e não haverá outro; o povo de um monarca que virá destruirá a cidade e o Santuário…” vs 26 – idem. 

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Impactante este texto não é? Outro texto que é importante, e não menos controverso e até mesmo desmentido pelo Judaísmo tradicional e rabínico é a citação de Ieshaiáhu/Isaías 52: 14 e 53 inteiro que diz em síntese o seguinte;

“…sua aparência está desfigurada e não parece humana sua forma…quem teria acreditado no que nós ouvimos…? Porque ele brotou como planta tenra e como raiz em terra seca. Não tinha nem forma nem beleza; era visível que não tinha boa aparência; quem o apreciaria? Foi depreciado e abandonado por todos, como uma pessoa atormentada e constantemente enferma, como alguém de quem escondemos nossa face, sendo desprezado e desconsiderado. Na verdade, eram os nossos sofrimentos que suportava, e as dores que o oprimiam, mas nós o considerávamos um ser aflito, golpeado e ferido por Deus. Ferido estava, porém, por nossas transgressões, e oprimido por nossas iniquidades; seu penar era para nosso beneficio e, através de suas chagas, fomos curados… sobre ele fez o Eterno recair a iniquidade de todos nós. Foi oprimido e afligido, mas calou e não se pronunciou. Como cordeiro que é levado para a matança, e como ovelha que fica muda ante seus tosquiadores, não abriu a sua boca…ele foi exilado da terra dos vivos pela transgressão do meu povo, e por isso recebeu esse duro golpe’?E seu túmulo foi feito entre os dos malévolos, e sua tumba feita pelos poderosos, embora não tivesse praticado violência nem houvesse mentira em sua boca. Contudo, aprouve ao Eterno oprimi-lo para testar se sua alma se ofereceria como restituição…”

A oposição a interpretação deste texto como a profecia que predizia a morte do Mashiach é tão forte, que a Bíblia Hebraica Sêfer, acrescenta ao texto original parenteses para demonstrar que o “servo sofredor” de Isaías 53 é o próprio Israel, porém, tente ler sem predisposição alguma, sei que é difícil, e veja que podemos chegar a outra conclusão. 

A Segunda Vinda

A segunda vinda do Mashiach é o clímax da nossa emunah. O primeiro advento
de Yeshua e sua morte e ressurreição são os precursores cruciais da
segunda vinda. O segundo advento não poderia existir sem o primeiro, e o primeiro
é infrutífero sem o segundo. Ambos estão inseparavelmente ligados, não
no tempo, mas no propósito, que é a redenção da humanidade e o fim do grande
conflito. A primeira vinda já aconteceu, está acabada e concluída. Agora, ansiosa
e ardentemente, aguardamos a segunda.
Nesta sequência de textos examinaremos o que está registrado em Mattityahu [Mt] 23,
com o apelo final de Yeshua a alguns líderes para que se arrependessem e o aceitassem
como a única esperança de salvação. Em Mattityahu [Mt] 24, Yeshua respondeu
a perguntas sobre os eventos que ocorrerão antes de Sua segunda vinda.
Ali Ele apresentou um quadro bastante solene, ligando a destruição de
Yerushalayim ao que acontecerá antes de seu advento.
Contudo, não importa quão difíceis as coisas se tornem, mesmo que haja
guerras, fomes e traições, temos a promessa do “Filho do Homem vindo nas
nuvens do céu com grande poder e glória.” (Mattityahu [Mt] 24:30). Em outras palavras, apesar das lutas e tristezas, temos todas as razões para nos alegrar.

 

Beth Midrash

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