As Setenta Semanas de Daniel 9: Um Estudo Exegético – 2 – Estrutura Contextual


 

 De um ponto de vista teológico, literário e, até mesmo, linguístico, esta profecia é um dos foci mais importantes no livro de Daniel. A passagem ecoa a muitos temas disseminados pelo livro, ainda que seu próprio contexto imediato se encontra no cap. 9.

A Estrutura no Livro de Daniel

Folheando o livro de Daniel –ao menos a parte profética concernente a um futuro distante– nos deparamos com um número de estruturas em comum. As conexões entre os capítulos 2, 7, 8, 10 e 11 são, de imediato, evidentes. Elas lidam com as mesmas questões que podem ser vistas identificando temas em comum: quatro reinos –o primeiro (2:32a, 37- 38; 7:3-4), o segundo (2:32b, 39a; 7:5; 8:3, 20; 11:2a), o terceiro (2:32c, 39b; 7:6; 8:5, 21-22; 11:3-15) e o quarto (2:33, 40; 7:7, 19; 8:23-25; 11:16-22)– seguidos pela perseguição ao povo de Deus (7:25; 8:24; 11:31-35), um tempo do fim (2:45; 7 26; 8:19, 25; 11:35,45), etc. Referindo-se a temas similares com fazem a esses capítulos, podemos esperar deles o emprego de uma linguagem similar. Este fenômeno evidencia a forte unidade do livro, o inter-relacionamento entre as suas partes[1] e provê um ponto de referência para conduzir-se a exegese.

Daniel 9:24-27 está conexa com o restante do livro, mais diretamente com o capítulo 8. Capítulo 8 é, de fato, o único capítulo que partilha de temas em comum com todas as visões de Daniel, incluindo aquelas dos capítulos 9 e 12. (Compare, e.g., 8:3,20 com 2:32b, 2:39a, 7:5 e 11:2a; 8:5,21-22 com 2:32c, 2:39b, 7:6, e 11:3-15; 8:23-25 com 2:33, 2:40, 7:7, 7:19, e 11:16-22; 8:25 com 11:22; 8:11 com 11:32 e 12:11; 8:13 com 12:7; 8:24 com 12:8; 8:26 com 12:9; etc.)

É significativo que a maioria dos termos e expressões em nossa passagem que aparecem em outras partes de Daniel são encontrados apenas nos capítulos 8, 10, 11 e 12; isto é um indício de que esses capítulos constituem uma unidade específica. Junto aos temas e termos em comum, podemos, também, notar uma ligação interna e significante entre os capítulos 8 e 9. Umas das expressões mais destacáveis e características nesta parte do livro aparece através do uso do verbo bîn e sua forma derivada în (“entender” e “levar ao entendimento” respectivamente). Ocorre pela primeira vez no capítulo 1, em correlação a habilidade de Daniel de “entender” a visão. Devemos, então, esperar até o capítulo 8 pelas próximas ocorrências. Desse ponto em diante, é usada repetidamente até o fim do livro[2].

Mas o modo como este termo é usado nos capítulos 8 e 9 é intrigante: aparece, primeiramente, como um particípio em 8:5, logo antes da menção do bode, onde tem uma conotação positiva desde que Daniel entende o significado.  Posteriormente, no verso 15, aparece como um substantivo como parte de uma questão onde Daniel pede por entendimento (bînāh). Os próximos dois usos pertencem ao mesmo evento. Uma voz chama Gabriel: “Dá a entender a este a visão” [(ēn), Dn 8:16]. Então, como um eco, Gabriel se dirige a Daniel com a mesma forma imperativa (ēn): “Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.” Portanto, a resposta do anjo é limitada. Daniel pede para entender a visão. E o anjo diz: “saiba que a visão se refere [apenas] aos tempos do fim” (Dn 8:17). Mas a chave para a visão não é dada. A visão é um enigma (îdāh). É acidental que o uso seguinte de în (ver Dn 8:23) esteja relacionado com este termo “enigma”? Esta associação, em particular, aqui, parece significativa.

Na visão anterior, não é de se surpreender que o próximo, e final, uso de în no capítulo 8 é um uso negativo: “Não havia quem a entendesse,” encerrando o capítulo 8 com essas palavras.

A Estrutura de Daniel 9

O modo como Daniel 9:1-2 usa o mesmo termo é, também, significante: “No primeiro ano de Dario … eu, Daniel, entendi [bîn].” É desse modo que a linha de pensamento se encontra no capítulo 8 com o último verbo do capítulo 8 sendo, também, o primeiro verbo do capítulo 9. Mas o capítulo 8 termina com um tonicidade negativa – “Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse,” logo, encontrava-se em expectativa. Agora a tonicidade é positiva (“Daniel entendeu”), pois o que será tratado em Daniel 9 tem que ser feito em conjunto com Daniel 8, como a continuação deste, isto é, como a sua resposta.

Esta primeira ocorrência de în ou bîn no capítulo 9 é usada para mostrar que Daniel estava pesquisando nos livros para “entender” a profecia dos 70 anos de Jeremias. Então, o próximo uso encontra-se no v. 22, anunciando a revelação das 70 semanas. Este uso sugere uma espécie de “ponte interna”, não apenas entre as duas profecias mencionadas em Daniel 9 (70 anos e 70 semanas[3]), mas, também, com Daniel 8. Além do mais, é significante que último verbo a ser usado pelo anjo em Daniel 9:23 para introduzir a profecia das 70 semanas seja a mesma forma imperativa (ēn) de Daniel 8:17, onde o anjo introduz a sua resposta ao pedido de Daniel concernente ao tempo preciso das 2300 tardes e manhãs[4]. É como se o uso na referência às 70 semanas colocasse essa profecia das 70 semanas diretamente na mesma perspectiva e contexto que a precedente e “incompleta” revelação a Daniel, a profecia das 2300 tardes e manhãs no capítulo 8.

Se a primeira revelação (o ēn de 8:17) aponta para o tempo do fim deste período em particular, então ēn (v. 23), que introduz a profecia das 70 semanas[5], sugere a ideia de dado complementar não encontrado no capítulo 8 e que deixou Daniel ’bên mēîn (“sem entender”) –a saber, o ponto inicial deste período.

Se a profecia de Daniel 8 (āzōn) aponta para tempo do fim, e se a profecia das 70 semanas indica seu marco inicial, então, o período das 70 semanas, que não vai até o fim, deve ser entendido como um segmento menor o que a primeira profecia. Desse modo, podemos interpretar o hapax legomenon tk como corte, uma parte de algo ainda maior[6]. Portanto, o período em Daniel 9 é uma parte de um todo. Desse modo, o contexto deve ser levado em consideração aqui.

As primeiras palavras em Daniel 9 apontam a um contexto histórico que é bastante preciso: a saber, o primeiro ano de Dario, 538/537 A.E.C. Nesse momento, Daniel está preocupado com o fim do cativeiro que parece ser duradouro. Ele consulta os livros e se depara com o fato que, de acordo com a palavra do Senhor a Jeremias, “o número de anos … que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9:2)[7]. O fim deste período está próximo e pode-se compreender, portanto, a tensão e o interesse de Daniel neste assunto.

A introdução e a conclusão deste capítulo (vv. 1-4 e 20-27) relatam a mesma indagação: a primeira concernente ao tempo envolvido e a outra lida com o mesmo número “70”. O fato que este mesmo número é usado tanto no início quanto no fim do capítulo é significativo. Pode-se ver uma correlação interna entre as duas neste uso, como vê o exegeta francês P. Grelot, que entende o número como se referindo ao ano sabático (7×10) e ao jubileu (7x7x10) respectivamente[8].

Grelot baseia a sua interpretação em 2 Cr 36:20-22, onde a profecia de 70 anos de Jeremias é interpretada em termos do princípio levítico do ano sabático. Esta passagem cita Lv 26:34 e 43, sendo o termo chave em comum šmm (“desolado”). É, também, significativo que este termo é um dos termos-chave de Daniel 9, aparecendo cinco vezes no capítulo (uma vez nos vv. 17, 18 e 36; duas vezes no v. 27).

Até este ponto, a exegese de Grelot é válida. As três passagens de Crônicas, Jeremias e Daniel esclarecem umas às outras. Mas quando Grelot trata da interpretação dos 70 anos, ele escorrega no número 70 em si, ou 7 x 10. O significado simbólico o leva a uma interpretação exclusivamente simbólica[9]. No entanto, Grelot está certo, acredito eu, em apontar significado profundo por detrás do uso deste número em particular, a saber, 7 x 10 como uma referência ao ano sabático[10].

Se a introdução e a conclusão de Daniel 9 lidam com as mesmas questões, –a salvação de Israel e o número 70– entende-se que os dois períodos de tempo (70 anos na introdução e 70 semanas na conclusão) devem pertencer à mesma essência. Ambos são históricos e apontam ao princípio levítico. O segundo período se refere ao Jubileu (7 x 7 x 10), assim como o primeiro período se refere ano sabático.

Além do mais, o uso da unidade “semanas” em Daniel 9 apoia esta referência indireta ao princípio levítico. “A noção de uma ‘semana’ parece ter sido sugerida, implicitamente, baseando-se nos períodos de sete-dias e sete-anos culminando em um ‘Shabbat’ (Lv 25:2-4; 26:33)[11].” Entende-se que assim como Jeremias predisse os 70 anos de desolação da perspectiva do ano sabático, Daniel estrutura a sua profecia da perspectiva do Jubileu. Além do mais, desde que Daniel coloca sua profecia na perspectiva de uma extensão da profecia histórica de Jeremias, significa que Daniel, também, se refere a um evento histórico.

Esta conclusão tem implicações importantes em termos de história e teologia: (1) A profecia das setenta semanas deve ser interpretada considerando a história de modo realística assim como Daniel considerou a profecia de Jeremias[12]. (2) O evento o qual as 70 semanas aponta recebe uma dimensão teológica; tem a ver com o Jubileu, assim como a profecia de Jeremias tem algo a ver com o ano sabático[13].

Portanto, a introdução e a conclusão do capítulo 9 expressam a mesma questão básico no que se relaciona ao significado levítico do número 7. Entre as duas, todavia, o autor coloca uma oração que revela seu pensamento principal[14]. Daniel está preocupado acerca do pecado de seu povo o qual ele relaciona ao exílio (Dn 9:5, 7, 16). Ele clama a Deus e pede a Ele para intervir com sua misericórdia e perdão. Ele ora por Jerusalém –portanto, pelo santuário– que pode recuperar seu significado e sua glória do passado (Dn 9:17-19).

Esta oração de “confissão” e “súplica” (Dn 9:20), Deus responde, por meio de Gabriel: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão” (Dn 9:23).

Portanto, os elementos na resposta de Deus vêm como uma resposta direta ao pranto, em particular, de Daniel. Está Daniel preocupado com o pecado do povo? Deus faz conhecido a ele que dentro de um certo tempo o pecado será expiado e a justiça virá por toda a eternidade (Dn 9:24). Está Daniel preocupado com o destino de Jerusalém? Deus responde que dentro de certo tempo uma ordem será dada para a edificação da Cidade e que, em seguida, será destruída e devastada por uma guerra (vv. 25-26).

Se a vinda de um Messias, um ungido, está compreendida na mesma visão, é porque ele tem algo a ver com essas duas respostas: (1) o papel que ele toca na expiação dos pecados encontra-se referido de um modo significativo: Ele aparece, diretamente, no primeiro ato da visão que diz respeito à expiação; e, portanto, a vinda do Messias elucida a referência no v. 24 à expiação do pecado e a justiça eterna. (2) Considerando o destino de Jerusalém, a questão se torna em prover uma indicação pela qual as datas da vinda do Messias e da Sua morte na história podem ser determinadas. O destino de Jerusalém é usado nesta conexão como um ponto de referência (vv. 25-26).

É neste contexto que se deve compreender as primeiras palavras da profecia: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade.” A visão tem duas vertentes: a primeira concernente ao povo, encontra-se no âmbito do homem e falará de expiação e salvação. A segunda diz respeito a Cidade Santa, Jerusalém; encontra-se no âmbito do espaço e da história e falará de construção e destruição. Ambas têm algo a ver com o mesmo período de tempo: 70 semanas.

Além do mais, a oração de Daniel foi em preocupação com o povo e com Jerusalém. É de se esperar, portanto, que a mensagem de Gabriel enviada por Deus devesse estar relacionada a ela. Isto nos leva adiante a uma consideração da estrutura literária em Daniel 9:24-27.

Jacques Doukhan é Professor de Hebraico, Professor de Exegese do Tanach e Diretor do Instituto de Estudos Judaicos- Cristãos na Andrews University. Autor de diversos livros como “The Mystery of Israel” e “On the Way to Emmaus”, também escreveu a Lição de Eclesiastes da Escola Sabatina do 1º Trimestre de 2015.

Tradução: Hugo Martins.

http://estudosadventistas.com.br/

 

[1] Para a unidade do livro de Daniel, ver A. Jeffery, “Daniel: Introduction,” IB 6: 346; R. D. Wilson, “Book of Daniel,” ISBE 2: 784-786 e H. H. Rowley, “The Servant of the Lord and Other Essays on the Old Testament” (London, 1952), pp. 237-268.

[2] Vv 4, 17 e 20; nos vv. 4 e 20 Daniel e seus companheiros estão incluídos e o termo, aqui, significa a habilidade geral de compreender. Mas quando o verbo se encontra aplicado apenas a Daniel (v. 17), está, diretamente, relacionado a “visão” (ḥāzōn). Não é por acidente que este termo se comporta, exatamente, do mesmo modo como hēḇîn (ocorre pela primeira vez no capítulo 1 e reaparece apenas do capítulo 8 em diante). Nem é por acidente que esses dois termos são os dois termos-chaves do capítulo 8 (sete ocorrências de ḥāzōn e seis de hēḇîn no capítulo). Portanto, a mudança de linguagem (do hebraico para aramaico) não é a principal razão do fenômeno linguístico. A mudança repentina sem motivos aparentes desses dois termos nos capítulos 1-7 até a sua frequência maior no capítulo 8 não podem ser interpretadas como um acidente.

[3] Este fenômeno de eco entre a introdução e a conclusão de Daniel 9 será tratado abaixo.

[4] O questionamento de Daniel surge imediatamente após a menção deste tempo. O modo como o diálogo está articulado prepara para a questão: “wayōmer” (“e ele disse”); o anjo volta-se para Daniel e dá a ele o período de tempo, “wayehî” (“e eu vi”); “[e (waw consecutivo)] Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la” (Dn 8:15).

[5] 8:27 coloca, também, a menção das 2300 tardes e manhãs em um futuro ainda distante. Assim pois a expressão do v.19, se refere a um fim “determinado” –i.e., o fim do mo‘eḏ (um tempo específico, a saber, o período da indignação; cp. 11:27).

[6] Este significado é apoiado pela literatura rabínica que usa o termo no niph‘al com o sentido de “amputado” (cp. m. Hul. 4:6). Além do mais, a maioria da ultilização desta raiz expressa esta ideia de amputação, relacionada a assassinato, etc. O denominativo ḥaṯiḵāh do verbo significa apenas pedaço, porção (cp. b. Hul. 31b, b. Ker. 17b, etc.). Ver, também, os termos cognatos hebraicos htr (Ez 8:8) e hth (Sl 52:7) que contêm a mesma conotação de cortar, perfurar, etc. Em linguagens cognatas, a situação não está clara. Acadiano atesta hatakum, traduzido como “entscheiden” na AHW, s.v. “ḥatakum,” 1:335. Ugarítico atesta a forma ḥtk no sentido de pai e filho (ver C. H. Gordon, Ugaritic Textbook [Rome, 1965], s.v. “ḥtk,” p. 399, n. 911). Em árabe, encontramos a mais interessante testemunha em conexão com o nosso interesse: ḥatak, “andar rápido, com passos curtos; cortar, raspar; Lane, ed., Arabic-English Lexicon [New York, 1956], s.v. “ḥatak,” bk. 1, pt. 2, p. 510, col. 3.

[7] Cp. Jr. 25:11 and 29:10. O período pode ser compreendido sendo de 605 A.E.C. a 536 A.E.C. inclusivamente. (Ver, e.g., SDA Bible Commentary, 3: 90-92,94-97, para uma discussão deste período de 70 anos).

[8] Cp. “Soixante-dix semaines d’annies,” Bib 50 (1969): p. 169. Cp., também, J. Steinmann, Daniel, Témoins de Dieu, 12 (Paris, l950), pp. 133-135; e A. A. Bevan, A Short Commentary on the Book of Daniel (London, 1892), p. 146.

[9] Divergimos, aqui, de Grelot, que entende a referência ao 70 como simbólico. Para ele, este número expressa a ideia de um certo tempo de desolação seguido pela visitação de Deus. Esta interpretação, todavia, é, dificilmente, apoiada tanto pela Bíblia como para a literatura do Antigo Oriente Médio. De fato, as únicas passagens as quais Grelot se refere, a saber, Zc 1:12 e Is 23:15-17, podem, de fato, estar relacionadas ao mesmo período histórico o qual é mencionado na profecia de Jeremias. Elas não podem, portanto, ser usadas como indicações distintivas do uso simbólico usado do número 70 (ver D. Winton Thomas, “Exegesis of Isa 23:15-17,” IB 5: p. 1062; G. W. Wade, The Book of the Prophet Isaiah [London, 1911], p. 155; e F. Delitzsch, Biblical Commentary on the Prophecies of Isaiah, BCOT [Grand Rapids, Mich., 1960], 1: p. 414).

O argumento que Grelot elabora da única testemunha da inscrição de Assaradão não é decisivo de modo algum. Este documento faz alusão a um oráculo de Marduque pronunciado contra a Babilônia quando Senaqueribe a destruiu em 689 A.E.C.:  “Tendo (sobre as mesas do destino) escrito 70 (???) anos de desolação [para babilônia], repentinamente, o deus Marduque aquietou-se e reverteu [os números]; logo, 11(???) anos” (J. Nougayrol, “Textes hepatoscopiques d’kpoque ancienne,” RA 40 [1945]: p. 65). Agora, se Assaradão, de fato, reconstruiu a cidade de Bailônia 11 anos após a suas destruição por Senaqueribe, como atestada pela história e como Grelot reconhece (cp. Nougayrol, p. 70, and Grelot, p. 174), há uma forte razão para supor que número 70, que é obtido por reverter caractere cuneiforme do número 11 é, puramente, acidental. Teria, dificilmente, sido escolhido, intencionalmente, em razão do seu simbolismo.

[10] Noldek e Bevan pensam que Jeremias é um midrash de Lv 26:34-35; note que os “7 vezes” do verso 28 (cp. Montgomery, p. 360; ver, também, Bevan, Commentary on Daniel, p. 146). Esta referência ao número 7 como uma chave para as 70 semanas pode, também, explicar a distribuição em (62 semanas), 1 semana (sete dias). O número 7 é cortado no início e no fim do período. O fato que o sistema é aplicável a qualquer número mostra que o número 70 tem sido escolhido em razão da sua realidade, não meramente a devido a seu conteúdo simbólico.

[11] Hasel, “Seventy Weeks of Daniel,” p. 6. See also R. H. Charles, The Book of Daniel(Edinburgh, n.d.), p. 104; Montgomery, p. 373.

[12] Isto se opõe à interpretação simbólica.

[13] Isto se opõe à interpretação crítico-histórica.

[14] Muitos comentaristas têm argumentado que Daniel 9:4-20 fora uma interpolação posterior; para a unidade do capítulo 9, incluindo a oração e a profecia das 70 semanas igualmente, ver o excelente artigo de B. W. Jones, “The Prayer in Daniel 9,” VT 18 (1968): p. 488; ver, também, O. Plöger, Das Buch Daniel (Gütersloh, 1965), p. 135; A. Jeffery, “Daniel: Exegesis,” IB 6: p. 484; N. W. Porteous, Daniel: A Commentary (Philadelphia, l96S), p. 136.

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