Sangue inocente?


Muitas vezes ouvimos sobre o assunto do sofrimento de “inocentes”. A Bíblia até
mesmo utiliza a expressão “sangue inocente – dahm hanaki” (Yeshayahu [Is]
59:7; Yirmeyahu [Jr] 22:17; Yoel [Jl] 3:19), geralmente no contexto de agressão ou até
assassinato de pessoas que não mereciam o que lhes aconteceu. Se utilizarmos essa
interpretação de “sangue inocente”, então, veremos que nosso mundo está repleto
de muitos exemplos disso.
Por outro lado, a Bíblia fala sobre a realidade da pecaminosidade e corrupção humanas,
o que levanta uma questão válida sobre o significado do termo “inocente”. Se
todos pecaram e transgrediram a Torá, quem de fato é inocente? Como disse alguém:
“Sua certidão de nascimento atesta sua culpa.”
Embora sábios e estudiosos da Bíblia tenham debatido por séculos a exata natureza
da relação humana para com o pecado, as Escrituras Sagradas deixam claro
que o pecado impactou toda a humanidade. O conceito da pecaminosidade humana
não se encontra apenas na B’rit Hadashá. Ao contrário, a investigação do tema na B’rit
Hadashá é uma expansão do que foi escrito no Tanakh.
2. O que os textos seguintes ensinam sobre a realidade do pecado? Mlakhim Alef
[1Rs] 8:46; Tehilim [Sl] 51:5; Mishlei [Pv] 20:9; Yeshayahu [Is] 53:6; Romanos
[Rm] 3:10-20.

pecado-2

 
Além do claro testemunho das Escrituras, qualquer pessoa que tenha conhecido o
Eterno pessoalmente e tido um vislumbre da bondade e santidade de D’us conhece a realidade da pecaminosidade humana. Nesse sentido, quem dentre nós é verdadeiramente “inocente”? (Vamos desconsiderar por enquanto a questão dos bebês e das crianças).
Por outro lado, não é bem essa a questão. Iyov era um pecador. Nesse sentido ele
não era inocente, assim como seus filhos também não eram. Contudo, o que ele havia
feito, ou eles haviam feito, para merecer a sorte que recaiu sobre eles? Não seria
essa, talvez, a grande pergunta da humanidade em relação ao sofrimento? Diferente
dos “provérbios de cinza” (Iyov [Jó] 13:12) de seus amigos, Iyov sabia que não merecia
o que lhe estava acontecendo.
O amor e a santidade de D’us intensificam nosso senso de pecaminosidade. Essa percepção nos ajuda a enxergar nossa absoluta necessidade do Mashiach?

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