Sangue inocente


O escritor argelino Albert Camus lutou com a questão do sofrimento humano. Em
seu livro The plague [“A peste”], ele utiliza uma peste como metáfora para os
males que provocam dor e sofrimento à humanidade. Camus descreve uma cena na
qual um garotinho, afligido pela pestilência, tem uma morte terrível. Posteriormente,
um padre que havia testemunhado a tragédia disse a um médico que também
estivera ali: “Esse tipo de coisa é revoltante, pois ultrapassa nossa compreensão
humana. Mas talvez devamos amar o que não compreendemos.” O doutor, enfurecido,
retrucou: “Não, padre! Tenho uma ideia muito diferente do amor; e até o dia
da minha morte, me recusarei a amar um sistema em que crianças são torturadas”.

Albert Camus

Essa cena reflete o que temos visto no livro de Iyov: respostas superficiais e nada
convincentes ao que não possui uma solução simples. Assim como o médico da história
acima, Iyov também sabia que as respostas dadas não correspondiam à realidade em
questão. Portanto, eis o desafio: como encontramos respostas que fazem sentido para
o que, muitas vezes, parece sem sentido? 

“A confiança é a certeza do que esperamos, convencidos das coisas que não vemos”
(Hebreus [Hb] 11:1)

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