Destinos injustos


Novamente Eliphaz falou a verdade, assim como os outros amigos haviam falado, dessa
vez, porém, a respeito da pecaminosidade de todo ser humano.

3. Leia Iyov [Jó] 15:14-16. Que verdade Eliphaz apresentou a Iyov?

O pecado é uma realidade universal da vida na Terra, assim como o sofrimento. E, como também sabemos, no fim das contas todo sofrimento é resultado do pecado. Além disso, não há dúvidas de que D’us pode usar o sofrimento para nos ensinar lições importantes. “O Eterno sempre tem provado Seu povo na fornalha da aflição. É no calor da fornalha que a escória se separa do verdadeiro ouro do nosso caráter”2.

sofrimento

Há, porém, um problema mais profundo com relação ao sofrimento. O que dizer das
vezes em que não vemos benefício algum como resultado do sofrimento? E quanto ao
sofrimento dos que não tiveram, em seu caráter, a escória separada do ouro, pois foram
mortos instantaneamente? O que dizer dos que sofrem sem conhecer o D’us único e verdadeiro ou qualquer coisa a Seu respeito? E as pessoas cujos sofrimentos apenas as tornaram amargas, furiosas e revoltadas com o Criador? Não podemos ignorar esses exemplos nem tentar coloca-los numa fórmula simples. Fazer isso talvez nos tornasse culpados dos mesmos erros cometidos pelos acusadores de Iyov. Independentemente das lições que Iyov e seus acusadores pudessem aprender, e da derrota que o Satan enfrentaria mediante a fidelidade de Iyov, o destino dessas outras pessoas certamente não parece justo. O fato é que essas coisas não são justas, nem razoáveis ou corretas.
Enfrentamos desafios semelhantes hoje. Uma criança de seis anos morre de câncer.
Isso é justo? Uma universitária de vinte anos é tirada à força de seu carro e abusada sexualmente. Isso é justo? Uma mulher de trinta e cinco anos, mãe de três filhos, morre em um acidente automobilístico. Isso é justo? O que dizer dos 19 mil japoneses mortos no terremoto de 2011? Todos eles eram culpados de alguma coisa, para que aquele terremoto fosse considerado uma punição justa? Se não, essas mortes também não foram justas. Essas são questões difíceis.

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