Complexidade Irreprodutível


 O que é complexidade? O que aqui considero como uma definição de trabalho para ela seria o estado ou a condição de alguma coisa difícil para se entender, explicar ou descrever. Por complexidade irreprodutível quero dizer o estado ou a condição que não podem ser reproduzidos pelos nossos melhores esforços humanos, tanto teórica como tecnicamente.

E se formos plenamente livres de quaisquer idéias preconcebidas a respeito das coisas descobriremos que há uma porção de coisas que nào podemos explicar satisfatoriamente, embora possamos enganar-nos a nós mesmos tentando imitar uma resposta “satisfatória” e “fazer de conta” que estamos satisfeitos com tal e tal explicação. Nenhuma das questões essenciais que envolvem o “por quê” das coisas podem ser realmente respondidas por meio da ciência meramente objetiva. Considere por exemplo a questão do por que a água é líquida. Você pode tentar explicar isto em termos de pontes de hidrogênio nas moléculas de água, como disse, tentando imitar uma resposta “cientificamente satisfatória”, mas por que ela é líquida? O que faz da água o líquido que ela é? Duvido que alguém tenha alguma dica quanto a isso. Nem mesmo o mais esperto dos químicos, ganhador de Premio Nobel, tem qualquer idéia da verdadeira razão pela qual a água é líquida. Podemos amontoar toda sorte de explanações “plausíveis” para isso, em termos de estrutura atômica/molecular e interações características das moléculas que estão presentes nela, mas em última análise, por que esse tipo de estrutura e aquela espécie de interação está presente na molécula de água em primeiro lugar, para fazê-la comportar-se assim como ela o faz? Nenhuma pista, nada absolutamente. Podemos, quando muito, descrever o comportamento resultante das moléculas de água, considerando o tipo de estrutura que elas tem, isto é, dois átomos de hidrogênio ligados a um de oxigênio de tal modo que cada átomo de hidrogênio está aproximadamente 104º separado um do outro.

Também há esse grupo de pessoas que (tão tipicamente humano) estereotipamos como pessoas do DI (Design Inteligente), que introduziram a terminologia “complexidade irredutível” para sistemas tais como a célula viva. Argumento aqui que tal terminologia não é apropriada para descrever a célula; ela é inadequada em sua essência. Entretanto, desde que o acampamento dos que crêem no evolucionismo despende um tremendo esforço na sua tentativa de ter a visão cósmica deles considerada como a única e “correta” visão do universo em que vivemos (a propósito, no mínimo, uma visão a mais jactanciosa possível), os esforços do pessoal do DI para contra-argumentar tais sofismas são bem vindos e ajudam.

Contudo, parece-me ser necessária uma consideração mais completa e abrangente no que tange à essência da célula viva, e por extensão, da própria vida. Dessa forma, não tenho nenhuma desculpa para tomar o mesmo procedimento como o do tema da “complexidade irredutível” do DI, para introduzir um conceito novo. Uma lâmpada incandescente pode ser irredutivelmente complexa no sentido de que sem o filamento ela não funcionará, sem as suas partes metálicas condutoras corretamente colocadas ela não funcionará, sem o gás inerte dentro do bulbo, ela se queimará instantaneamente, etc. Mas, mesmo na presença e com todas os elementos da lâmpada incandescente corretamente colocados e funcionando perfeitamente, ela não acenderá, a menos que seja conectada a uma tomada elétrica, uma fonte de força. Esta eletricidade, provida por uma fonte de força, é o que chamo de elemento exógeno (ou extrínseco)essencial (E ao cubo), sem o qual a lâmpada incandescente é inútil, no que diz respeito a iluminar.

De modo semelhante, uma célula viva, que pela hipótese do DI é irredutivelmente complexa, não funcionará, não viverá sem o elemento exógeno (extrínseco) essencial que chamamos de vida, vindo de uma fonte externa. Afinal de contas, que diferença há entre um corpo vivo e um defunto, alguém que acabou de falecer? Nenhuma, no que diz respeito à matéria bruta de que são formados. Ambos têm os mesmos elementos químicos, ambos são formados pela mesma matéria prima. Entretanto, como a diferença entre uma lâmpada acesa e apagada é notória, assim também a diferença entre um corpo vivo e um defunto também o é. Um corpo vivo tem correndo dentro de si e através de suas partes internas, uma quantidade tremenda de processamento de informação que não parte da matéria, já que não tem massa nem qualidades materiais, mas “anda” sobre a matéria, “escreve”, “lê”, “traduz” e comunica-se por intermédio de compostos químicos e assim por diante, o elemento exógeno essencial que chamamos vida, cuja Fonte é Deus. Ninguém e nada mais pode ser. Em outras palavras, uma célula deve ser mais do que “simplesmente” um sistema complexo irredutível; ela deve ter uma fonte externa de informação que faz todos os componentes internos do “maquinário” finamente ajustados para funcionar. Vida, para a célula, é como a eletricidade para a lâmpada incandescente, embora a comparação seja extremamente grosseira.

celula

Dado que a informação e o processamento da informação reduz a incerteza dentro de um determinado sistema, segue-se que o atributo físico que denominamos de entropia lógica, S = – k ln Q, onde k é uma constante e Q a quantidade de informação dentro do sistema, sempre cresce quando se perde informação. Uma mutação dentro de uma célula é em essência perda de informação, e portanto determina um aumento de entropia lógica dentro do sistema. Por outro lado, dado também que nenhum processo aleatório pode gerar informação, isto é, nenhum processo aleatório pode reduzir a incerteza dentro de um dado sistema – pelo contrário – como acabamos de ver, ele aumenta a sua incerteza, segue-se que a vida não poderia nem pode originar-se por processos aleatórios, simplesmente pelo concurso de matéria e energia.

Portanto, de acordo com a mais segura teoria da informação e achados e argumentos científicos recentes, vida não se origina, nem pode se originar por si mesma somente a partir da matéria e energia. Ela necessita de um Elemento Exógeno Essencial exterior à matéria. Ela necessita de Deus, ela necessita do Deus Criador!

© 2005, Alfredo Suzuki, Ph.D.

fonte: http://origins.swau.edu/papers/complexity/ic/indexp.html

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s