Conflitos dentro da kehilá


Tudo que é humano é imperfeito, e não demorou muito para que começassem os problemas naquela comunidade de fé. Para começar, nem todos ficaram satisfeitos com a entrada dos goyim na comunidade. A divergência não foi sobre o conceito de propósito entre os goyim, mas sobre a base em que eles deveriam ser autorizados a se unirem à kehilá. Alguns achavam que a fidelidade em Yeshua não seria suficiente como sinal característico de religiosidade; eles argumentavam que a fidelidade devia ser complementada com a b’rit milá e a obediência à torat Moshê (em At 10:1–11:18, podemos ver a extensão da divisão entre judeus e goyim na experiência de Kefa com Cornélio).

Circuncisão I
As visitas oficiais de Jerusalém, que observaram a obra de Filipe entre os samaritanos (At 8:14) e o trabalho com os goyim em Antioquia (At 11:22) podem sugerir alguma preocupação acerca da inclusão dos não judeus na comunidade. No entanto, a reação que ocorreu quando Kefa imergiu Cornélio, um soldado romano incircunciso, foi um claro exemplo da discordância que existia entre os crentes sobre a questão dos goyim.
A inclusão de um goyim como Cornélio pode ter feito com que alguns se sentissem desconfortáveis, mas os esforços intencionais de Shaul para abrir totalmente as portas da kehilá aos goyim com base na fidelidade unicamente em Yeshua resultou em tentativas deliberadas, por parte de alguns, de prejudicar o trabalho de Shaul.
6. De acordo com At 15:1-5, como alguns fiéis da Judeia tentaram dificultar o trabalho de Shaul com os goyim em Antioquia?
Embora o concílio de Jerusalém, em At 15, finalmente tivesse se unido a Shaul na
questão da b’rit milá, a oposição ao ministério do sheliach continuou. Cerca de sete anos mais tarde, durante a última visita de Shaul a Jerusalém, muitos ainda desconfiavam da mensagem de Shaul. De fato, ao visitar o Templo, ele quase perdeu a vida quando os judeus da Ásia clamaram: “Homens de Israel, ajudem!”, eles gritaram. “Este é o homem que vai a toda parte ensinando coisas contra o nosso povo, contra a Torá e contra este lugar! E agora ele ousou trazer alguns goyim ao Templo e profanou este santo lugar!” (At21:28; 21:20, 21).
Coloque-se na posição desses fiéis judeus preocupados com o ensino do Rabi Shaul. Por que sua preocupação e oposição tinham algum sentido? Como nossas ideias preconcebidas, bem como as noções culturais e religiosas, podem nos desviar do caminho correto, apesar das nossas boas intenções? Como evitar esse tipo de erro?

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