Imortalidade e Judaísmo


 

Coexistem no Judaísmo, lado a lado, diferentes crenças na continuação da vida da alma após a morte. Há a crença de que na vida após a morte a alma continua a existir, em um estado incorpóreo de consciência, no celestial jardim do Éden, ou, por algum tempo, no purgatório do gue hinom. Há a crença na ressurreição de corpo e alma reunidos na Idade do Messias. Há também crença da Cabala na transmigração das almas, que acrescentou uma nova dimensão às ideias judaicas sobre a imortalidade.

Muitas das passagens talmúdicas que mencionam a vida a pós a morte são ambíguas, porque um dos termos usados, olam há-bá, significa o “mundo por vir”, e isso pode ser referência tanto ao mundo que virá depois da morte quanto ao mundo que virá nos tempos messiânicos. Em ambos os sentidos do termo, há um forte aspecto folclórico nas descrições da alma no olam há-bá. Os sábios continuarão a estudar a Torá no mundo por vir, paralelamente às opiniões e discussões das academias terrenas, com a única diferença de que D’us participa das discussões na academia do Céu.

Dicionário Judaico de Lendas e Tradições, pág. 122, Alan Unterman, Jorge Zahar Editor. 

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