Apocalipse Judaico


Entre as muitas coisas que os livros de Daniel e Apocalipse/Revelação têm em comum são suas duas divisões básicas: a primeira é histórica e a segunda, escatológica (eventos do fim dos dias). Ambos os conceitos estão intimamente ligados nesses
livros. Podemos considerar os eventos históricos como precursores ou exemplos, mesmo que em menor escala, de grandes acontecimentos globais nos últimos dias.
Ou seja, ao estudarmos o que ocorreu no passado, podemos ter uma ideia do que ocorrerá em nossos dias e no futuro. Esse princípio, no entanto, não se limita apenas aos livros de Daniel e Apocalipse/Revelação.

1. Como vemos o princípio mencionado acima na carta de Rabi Shaul a comunidade de Coríntios? (1Co 10:1 a 11) Esses exemplos podem ser aplicados aos nossos dias?

Paulo apóstolo

Conforme descobrimos na semana passada, algumas histórias do livro de Daniel (Dn 3:6, 15, 27; 6:6-9, 21, 22) foram incidentes históricos regionais que refletem,
de certa maneira, os eventos finais descritos no livro do Apocalipse. Ao estudar essas histórias, obtemos vislumbres e uma compreensão de algumas coisas que o povo de D’us enfrentará em uma escala mais ampla no fim. No entanto, talvez o ponto mais importante seja que, independentemente da nossa situação imediata,
temos a certeza da libertação final. Em meio a todos os outros ensinamentos dos escritos de Revelação, o livro garante a vitória aos fiéis.
Embora existam algumas exceções, a parte histórica do livro abrange os capítulos 1–11. Os capítulos 13–22 tratam do fim dos dias.

2. Leia Apocalipse/Revelação 12:1 a 17. Onde esse capítulo se enquadra: nos eventos finais ou históricos? Por quê?

Como podemos ver, esse capítulo pertence a ambos os segmentos. Por quê? Porque ele fala sobre conflitos históricos: a expulsão de Satan do Céu (Ap 12:7-9),
o ataque de Satan contra o Yeshua (Ap 12:4) e a perseguição em sua história subsequente
(Ap 12:14-16), e faz uma descrição do ataque do adversário ao remanescente no fim dos dias (Ap 12:17).
Dizem que uma das lições que aprendemos com a história é que jamais aprendemos com ela. A ideia é que, independentemente do momento em que vivem, as pessoas continuam cometendo os mesmos erros. Com tantas histórias com as quais podemos aprender,
como evitar os erros do passado?

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