Corban supremo


Os serviços do santuário ou tabernáculo do deserto deveriam representar a história do povo judeu através do Mashiach ali simbolizado. Hoje, 2.000 anos após o fato parece estranho aos judeus pensar que o Mashiach deveria morrer conforme eram mortos os cordeiros e outros animais naquela época. Alegam tratar-se de doutrina cristã, porém, esquecem que o fenômeno religioso denominado Cristianismo só surgiu séculos depois, a ideia de sacrifícios substitutivos é judaica em sua essência.

Assim, estudar o supremo sacrifício do Mashiach contribui muito para a nossa preparação para o fim dos dias. Muitas vezes, o ser humano olha para o alvo à sua frente, e isso faz sentido. Mas também é bom perceber que o alvo, nesse caso o Gulgolta, ficou para trás. O alvo que Yeshua alcançou por nós é irrevogável, definitivo e nos dá a certeza também quanto ao alvo adiante de nós.

1. Por que D’us enviou o Mashiach, Seu Filho, ao mundo? (Rm 8:3; 1Tm 1:17; 6:16 e 1Co 15:53)
O Santo, Baruch Hu, enviou o Mashiach para ser Corban pelo pecado, a fim de condenar o pecado da natureza humana. O que isso significa? Como um Ser imortal, o Senhor não podia morrer. Portanto, o Eterno Se tornou um ser humano, levando sobre Si nossa mortalidade, para que, de fato, pudesse morrer como nosso substituto.

sacrificio IV
Embora possuísse natureza divina, Yeshua assumiu a “forma de um escravo” e “humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte – morte no madeiro como um criminoso!” (Fp 2:6-8). De uma forma conhecida apenas pelo Eterno, a divindade do
Mashiach não morreu quando Yeshua morreu no madeiro. De um modo além da compreensão
humana, sua divindade ficou inativa durante os nove meses no útero de sua mãe e também nos dias em que passou no túmulo. Além disso, Yeshua nunca a usou
como auxílio à sua humanidade durante sua vida e serviço na Terra.
2. O que Lucas 9:22 revela sobre a intencionalidade da morte do Mashiach?
O Mashiach nasceu para morrer. Podemos imaginar que nunca houve sequer um momento na eternidade em que Ele não pensasse na zombaria, nos açoites, nas surras e na desoladora morte que enfrentaria na Terra. Esse amor é incomparável; jamais foi testemunhado antes e não é compreendido totalmente.
O que podemos fazer diante desse amor, senão nos inclinar e adorar o Eterno em fidelidade e obediência? O que o sacrifício revela sobre a indignidade do mérito humano?

Anúncios