Promotores alemães irão julgar três suspeitos de assassinato durante o Holocausto.




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Promotores alemães identificaram três suspeitos, de uma lista de 2014, de nove supostos criminosos de guerra da era do Holocausto, acusados de matar judeus.

“Kurt G., Herbert W. e Wilhelm Karl Friedrich Hoffmeister, supostamente membros dos pelotões de fuzilamento que assassinaram judeus na Europa Oriental, durante o Holocausto, estão há meses sob investigação de pré-julgamento, cada um sendo tratado por um escritório de promotoria regional diferente, por crimes de guerra e participação em genocídio”, informou o diretor do Centro Simon Wiesenthal, Efraim Zuroff.

Considerando que seis dos nomes, que Zuroff deu para os procuradores alemães, não foram localizados, eles foram capazes de identificar três suspeitos de serem membros do esquadrão da morte Einsatzgruppe C, que participaram no massacre de dezenas de milhares de judeus, em Babi Yar, na Ucrânia, em setembro de 1941.

A investigação contra dois homens foi lançada, após o canal de televisão ARD entrevistá-los em setembro. Eles admitiram pertencer ao grupo. Todos que estão sendo investigados estão com noventa anos.

Zuroff disse que não poderia comentar sobre a preparação para o julgamento: “Eu não tenho as informações necessárias para fazer declarar”, disse. Ele apenas acrescentou que “os perpetradores alemães do Holocausto mostravam grande determinação em matar os judeus. Espero que os promotores alemães demonstrem o mesmo senso de urgência em servir justiça àqueles criminosos de guerra.”

O caminho para o julgamento de carrascos, como as tropas da Einsatzgruppen, foi pavimentado com a condenação em 2011, em Munique, do ex-guarda do campo de concentração John Demjanjuk como cúmplice no assassinato de quase 30 mil judeus no campo de Sobibor, na Polônia.  Estabeleceu-se um precedente, em que ser um guarda em um campo de extermínio era suficiente para provar a cumplicidade no assassinato.

“Processos anteriores de criminosos nazistas foram focados nos arquitetos do genocídio, levando a poucas condenações de pessoas que realmente mataram às vezes centenas de judeus em um único dia”, disse Zuroff.

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