Sucot – Uma Perspecitva


O culto hebraico centrado nos ritos e dias de Festa do Tabernáculo ou do Templo se apresenta em imagens vívidas no livro do Apocalipse. O simbolismo do santuário parece permear tudo o que Yochanan/João viu na ilha de Patmos, assim, o Apocalipse se interpreta a luz da Torah e Moshe/Moisés é seu precursor. A visão do Apocalipse se caracteriza pela predição profética que se cumpre na história deste mundo apresentando em suas figuras eventos que partem dos tempos de inauguração da Nova Aliança/B’rit Hadashah e que ainda não tinham sido apresentados em sua inteireza aos talmidim/discípulos. “Por isso lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Tudo o que estava escrito a meu respeito na Torah de Moshe, nos Profetas e nos Salmos tinha de ser cumprido. Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem entender o Tanach…” Lucas 24:44,45 Todo o sistema do Santuário e seus serviços vistos por Moshe/Moisés no monte, Shemot/Êxodo 25:08 e 09, apontavam profeticamente tipologia através de pessoas, eventos, instituições, sacrifícios, festas, etc., para seu cumprimento antitípico em Yeshua/Jesus e nas verdades celestiais por Ele reveladas após a Sua ascensão ao Santuário Celestial, como o próprio Yeshua/Jesus predisse: “Tenho ainda muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não as podem suportar neste momento. Todavia, quando o Espírito da Verdade vier, ele os guiará a toda a verdade, porque não falará por iniciativa própria, mas dirá apenas o que ouve, e lhes anunciará acontecimentos futuros. ” Yochanan/João 16:12 e13. Davidson identifica os elementos da tipologia como sendo: 1. Historicidade, pois há uma correspondência histórica entre tipo e antítipo. 2. Essência profética, pois, o tipo é sempre uma antecipação do antítipo. 3. Essência escatológica, pois as realidades tipificadas têm relevância para os eventos relacionados ao final dos tempos. 4. Essência cristológica e soteriológica, pois, as realidades tipificadas têm relevância para a salvação do homem e seu relacionamento com Yeshua há Mashiach. 5. Essência eclesiológica, pois as realidades tipificadas têm relevância para os adoradores tanto como indivíduos quanto como comunidade. O valor de todas as cerimônias e exigências do culto hebreu e seu santuário não tinha peso de salvação e perdão reais, os atos eram reais, mas, os significados eram espirituais e apontavam para algo além de si mesmo: “…são sombras do que virá; o corpo, porém, é do Messias. ” Colossenses 02:17 “…kohanim…servem no que é apenas cópia e sombra do original que está no céu…” Hebr. 08:04 e 05. “Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço… é isto uma parábola para a época presente…” Hebr. 09:01 e 09 “…A Torah tem em si uma sombra das coisas boas que virão, mas não a manifestação real das coisas originais…” Hebr. 10:01 Quando o Eterno instruiu Moshe/Moisés Ele fez uma relação entre a terra e o Céu: “E vê e faze-o conforme seu modelo, como te foi mostrado no monte.” Shemot/Êxodo 25:40 “…o termo hebraico tabnit, neste contexto, aponta claramente para uma relação tipológica entre o Santuário terrestre e o Celeste… o Santuário terrestre é, em última instância, a cópia do original celeste. ” O mesmo autor apresenta algumas passagens da Bíblia Hebraica onde há referência a um Santuário ou Templo celestial: Tehillim/Salmos 11:04, 18:06, 60:06, 63:02, 68:35, 96:06, 102:19, 150:1, Yesha’yahu/Isaías 6, Yonah/Jonas 02:07, Mikhah/Miquéias 01:02, Havakuk/Habacuque 02:20, etc. Fontes judaicas posteriores apontam nesta direção.

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