Adam e Hava


 

                Adão e Eva são personagens bíblicos de imensa complexidade e significado.

                Não só a humanidade traça sua origem de volta a eles, mas também compartilha um destino coletivo, marcado pelo pecado e suas consequências que são diretamente resultantes de sua desobediência inicial.

Adão e Eva 4

Adão e Eva figuram de forma proeminente nos quatro primeiros capítulos de Gênesis, mas os ecos de sua existência são ouvidos ao longo de toda a Bíblia (ver, por exemplo, 1 Crônicas 1:1, Romanos 5:14 e 2 Corítios 11:3) Lembrar sua história dentro dos moldes bíblicos nos ajudará a viver nosso presente de maneira ais significativa.

IMAGEM DIVINA E DESCENDÊNCIA TERRENA

               E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.criação do homem e da mulher
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.    Gênesis 1:26-28

               Ainda:

               “Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. Gênesis 5:1,2

                Adão (em hebraico, ’adam) é tanto o nome próprio do primeiro homem (Gênesis 2:20) como uma designação para a humanidade (Gênesis 5:2; 7:21).

                Deus mesmo deu esse nome a Adão e Eva: “Deus os criou homem e mulher, e os abençoou, e lhes deu o nome de ‘humanidade’” (Gênesis 5:2 – NTLH).

                Adão é identificado com toda a humanidade, e não com qualquer nacionalidade ou raça em particular.

Adão e Eva I

O país de onde o pó foi tomado não é indicado.

 Os rabinos acreditavam que tenha sido de toda a Terra para que ninguém pudesse dizer: “Meu pai é maior que o seu.”1

 A mesma noção genérica é preservada no nome da primeira mulher.

                A forma hebraica do nome Eva (hawwah) está relacionada ao verbo hayah (“viver”), para descrever Eva como “a mãe de toda a humanidade” (Gênesis 3:20).

                O relato da criação bíblica destaca a verdade de que todos os seres humanos têm antepassados comuns e são irmãos e irmãs.

                Embora o primeiro casal humano tenha sido criado no sexto dia da semana da criação, juntamente com as criaturas da Terra (Gênesis 1:24-31), a criação da humanidade é separada dos atos anteriores da criação por uma série de contrastes sutis.

                Primeiro, a criação de Adão e Eva é introduzida pelo usual “Então disse Deus” (v. 26).

Adão e Eva 5

                No entanto, a ordem de Deus que se segue não é um impessoal “Haja”, como em outras instâncias (v. 3, 6, 14), mas sim o mais pessoal “Façamos […]”.

                Segundo, enquanto outras criaturas foram criadas “de acordo com suas (delas) espécies” (v. 11, 12, 21, 24, 25), o homem e a mulher foram feitos à imagem de Deus.

                Terceiro, a criação da humanidade é especificamente observada como uma criação de “homem e mulher”, uma característica não enfatizada para outras formas de vida.

                Em quarto lugar, apenas aos seres humanos é dado o domínio na criação de Deus.

                Esse domínio é expressamente referido como sendo sobre todas as criaturas vivas no céu, no mar e na terra, mas não sobre os semelhantes (v. 28).2

                Sua alimentação especial também fala de seres humanos como criaturas diferenciadas do restante da criação (v. 29, 30).

                A diferença marcantemente superior da humanidade está relacionada ao fato de que somente o casal, em toda a criação na Terra, traz em si a imagem de Deus, que revela a “semelhança” exclusiva entre a humanidade e seu Criador.

Adão-e-Eva

                A imagem de Deus coloca em evidência a natureza incomparável e o valor infinito dos seres humanos, possibilitando o seu relacionamento especial com Deus, que envolve intimidade e responsabilidade moral.

                Gênesis 1:26 emprega dois termos hebraicos: tselem (imagem) e demut (semelhança), que derivam do vocabulário régio que elevou o rei acima do povo comum na Mesopotâmia e no Egito.

                Na Bíblia, todos os seres humanos, e não apenas os reis, trazem “a imagem de Deus”.

                Cada pessoa traz consigo o selo da realeza!

                Como tal, os seres humanos têm o privilégio de governar sobre a natureza.

                Ao contrário das crenças comuns do passado, de que as forças da natureza são divindades que podem manter a raça humana debaixo da escravidão, o texto bíblico declara que os seres humanos são agentes livres, que têm o direito, conferido por Deus, de controlar a natureza.

                No entanto, os seres humanos não possuem poder e autoridade irrestritos; os limites de seu governo são cuidadosamente definidos e circunscritos pela lei divina, de modo que os privilégios que lhes foram dados sejam exercidos com responsabilidade e dos quais devem dar conta (Gênesis 2:15-17).3

Adão e Eva negros

                O Jardim do Éden é retratado como o primeiro santuário na Terra, e Adão e Eva os seus sacerdotes ali colocados para servirem Deus.4

                Por serem criados à imagem de Deus, os seres humanos deveriam viver como agentes e testemunhas da Sua presença na Terra, e dela cuidarem.

                O retrato glorioso da humanidade como tendo “a imagem de Deus”, em Gênesis 1, está ligado a uma origem mais baixa, a saber, o pó da terra (Gênesis 2:7).

                O jogo de palavras no hebraico, entre ‘adam (homem) e ‘adamah (terra) exprime uma mensagem significativa: os seres humanos são criaturas ligadas à Terra.

                No entanto, o caráter distintivo e aprimorado da humanidade é preservado nas imagens de forte intimidade.

                A palavra “formado” (em hebraico, yatsar) sugere o trabalho cuidadoso de um oleiro fazendo uma delicada obra de arte.

                Nas narinas dessa escultura de barro, Deus soprou o fôlego da vida, transformando aquela escultura humilde em um ser vivente.5

                A imagem retrata a afeição que há entre Deus e a humanidade, não compartilhada por outras criaturas.

                A notável intimidade que há entre Deus e a humanidade é revelada também na extraordinária criação da mulher (Gênesis 2:18-22), na promessa da redenção oferecida por Deus (3:15) e, mais tarde, no retrato de Deus como nosso Pai celestial e Seu amor em Jesus Cristo.6

Adão e Eva 6

                Os seres humanos têm que viver com a consciência de que, embora sejam criaturas especiais, feitas à imagem de Deus, não são seres divinos, mas sim criaturas terrenas. Somente quando esses dois aspectos forem devidamente compreendidos e vividos é que o ser humano será feliz.

DOIS QUE SE TORNAM UM

                “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”
Gênesis 2:18-24

                O relato da feliz criação é inesperadamente interrompido pela primeira afirmação negativa na Bíblia: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18).

                Essa declaração antecede a criação da mulher, depois da qual Deus proclamara que tudo era muito bom (Gênesis 1:31).

                A ideia da solidão do homem é digna de nota.

                A demora foi deliberada. Deus deixou Adão experimentar sua própria singularidade, solidão e incompletude que não poderiam ser satisfeitas por nada no mundo. Era um desejo ardente por “uma ajudadora que lhe fosse idônea” (Gênesis 2:20 – ARA).

criação do homem e da mulher

                A criação da mulher, a partir da costela do homem, revela a estreita ligação que há entre eles e estabelece as bases para a compreensão do casamento no verso 24.

                “A relação da mulher com a ‘costela’ não a obriga a maior subordinação do que a criação do homem, a partir do pó da terra, implica sua subordinação a ele.”7

                        Ellen Gold White escreveu:

                “Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele.”8

                Noção semelhante é transmitida na descrição da mulher como “uma ajudadora” (Gênesis 2:18, 20). A palavra hebraica ezer (ajudante) descreve “aquele que possui o desejo e a habilidade ou capacidade de ajudar ao outro, um parceiro”.9

                É usada geralmente para descrever Deus como um Ajudador (Salmo 30:10; 54: 4; 121:1, 2; 146: 5) e, portanto, não tem conotações depreciativas.

                Ao trazer a mulher para o homem, Deus desempenhou o papel de um oficiante de casamento (Gênesis 2:22).

adao e eva-nas-maos-de-deus

                Ele abençoou Adão e Eva para que fossem férteis e se multiplicassem; e, dessa forma, a intimidade sexual entre marido e mulher é vista como algo bom e desejável (Gênesis 1:28, 2:25).

                “A nudez traz consigo uma abertura e vulnerabilidade tanto física como psicológica”10 que são pré-requisitos para a compaixão, confiança e compreensão. Enquanto a harmonia com Deus é mantida, a inocência e a dignidade da sexualidade são preservadas.

                A exclusividade da relação conjugal é crucial.

                O homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se à sua esposa (Gênesis 2:24).

                A relação conjugal, portanto, tem precedência sobre os laços com os pais. A devoção primária do marido é para com sua esposa, com quem constrói uma relação única de intimidade e fidelidade sem precedentes.

adao-e-eva dois

A palavra junção (hebraico, dabaq) descreve intensa afeição e lealdade.

Muitas vezes, retrata o desejo e o compromisso para com Deus (Deuteronômio 10:20; 11:22; 13:4; 30:20), e as coisas físicas se aderem umas às outras, especialmente as partes do corpo (Jó 19:20; 23).11

                O marido deve se unir à sua esposa tão profundamente como a pele se adere ao músculo em um corpo. Assim, eles se tornam “uma só carne” (Gênesis 2:24), o que implica mais do que a unidade sexual.

                Sua unidade física, emocional, espiritual e mental foi antecipada na criação de Eva, a partir do corpo de Adão (v. 23).

                De acordo com a interpretação rabínica, o sentido do verso 24 é de que os homens devem ser diferentes dos machos do mundo animal, que se acasalam e depois seguem seu caminho.

                Um homem deseja que sua esposa esteja sempre com ele.

                Promiscuidade é, portanto, a degradação do propósito de Deus para a humanidade.

Adão e Eva Coreanos.jpg

Embora a poligamia seja vista no Antigo Testamento, o verso 24 indica que o ideal é a monogamia heterossexual.12

A relação de Adão e Eva como marido e mulher envolve uma equação única: eles são simultaneamente dois e um. Curiosamente, a palavra hebraica que descreve Adão e Eva como “um” (‘ekhad) retrata também a “unicidade” da Divindade (Deuteronômio 6:4), sugerindo que o vínculo entre marido e mulher é misterioso e profundo.

                Dois seres distintos estão unidos, preservando sua personalidade separadamente.

                Esse ponto de vista reconhece as semelhanças e diferenças entre eles como uma unidade, e salienta a igualdade do homem e da mulher na sua posição perante Deus e na sua relação uns com os outros e com o restante da criação.

A QUEDA

                “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?

Adão e Eva culpados
E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
Gênesis 3:1-6

                Deus criou os seres humanos como agentes livres.

                Infelizmente, a desobediência de Adão e Eva quebrou o potencial para o bem que há no do dom do livre-arbítrio. Gênesis 3 prepara o cenário para a situação moral da humanidade.

                Adão gerou filhos à sua própria semelhança, o que envolveu então a propensão para o pecado (Gênesis 5:3, Romanos 5:12).

Adão e Eva expulsos

                O relacionamento da humanidade com Deus foi mantido pela confiança e obediência a Ele (Gênesis 2:16, 17). Assim, quando o tentador prometeu liberdade para se tornarem como Deus, Adão e Eva desejaram ultrapassar os limites de criaturas que eram.

                “Bom e mau” deveriam ser entendidos como “partes indiferenciadas” de uma totalidade, um merismo que significa “tudo”.13

                         “Os olhos abertos” (Gênesis 3:5,7) sugerem o acesso a reinos e possibilidades ocultos (Gênesis 21:19; Números 24:16, 2 Reis 6:17, 20).

                “O conhecimento do bem e do mal é entendido como o conhecimento divino, ou seja, o conhecimento próprio de Deus. ”14

                No coração de toda tentação reside a negação da dependência de Deus, cegada por vantagens aparentes que se manifestam como se estivessem faltando no domínio de Deus (Mateus 4:1-11, Tiago 1:13, 14).

                “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

Adão e Eva vestidos de luz.png
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe:                        Onde estás?
E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu?                 Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
Gênesis 3:7-14

                Contudo, o pecado inverte as bênçãos de Deus.

  • A pureza é substituída pela culpa (Gênesis 2:25, 3:7),

  • a alegria de comungar com Deus pelo medo e a vergonha (3:8-10),

  • as relações harmoniosas pelas acusações e maus tratos (2:22-24; 3:12, 16),

  • a bênção da procriação pela dor (1:28, 3:16),

  • o governar da natureza pela luta constante (1:28; 3:17-19)

  • e a vida eterna pelo retorno ao pó (3:19).

                Adão e Eva experimentaram o julgamento imediato ao serem separados de Deus, quando foram expulsos do Jardim do Éden (Gênesis 3:23, 24).

Adão e Eva vestidos de luz 2.jpg

O fato de não terem morrido imediatamente15 demonstra que o plano de salvação de Deus “foi predestinado antes da fundação do mundo” (1 Pedro 1:20, ver também Apocalipse 13:8).

                Em Sua imensa sabedoria e amor, Deus assegurou que a humanidade nunca seria deixada sem esperança.

                “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gênesis 3:15

                A salvação da humanidade repousa sobre a iniciativa e a graça de Deus, e não sobre as obras humanas:

                Deus buscou Adão e Eva (v. 9).

                Os animais sacrificados, que forneceram roupas para cobri-los, morreram em seu lugar (v. 21).

                Aqui está o primeiro exemplo bíblico de superioridade e suficiência da justiça pela fé nos méritos do sacrifício de Cristo e da futilidade de depositar em obras humanas a garantia de uma nova vida.

O SEGUNDO ADÃO

                Jesus/Ieshua é considerado o segundo Adão porque Ele, em Sua encarnação, viveu a vida perfeita que era esperada que Adão vivesse na sua criação, mas não conseguiu fazê-lo.

Jesus e a Torá

Ele, em Sua humanidade, refletiu perfeitamente a imagem de Deus na Terra (João 12:45, 2 Coríntios 4: 4, Colossenses 1:15, Filipenses 2:6-9).

O Machiach passou no teste de Satanás (Mateus 4:1-11) e nunca Se afastou da vontade de Deus (João 17:4; 14:9).

                Aqueles que creem em Jesus são renovados para viver à imagem do Mashiach (2 Coríntios 3:18, Gálatas 2:20, 1 João 3:2, 3).

                A obra da redenção propiciada por Jesus/Ieshua é contrastada com a obra da apostasia de Adão (1 Coríntios 15:22, Romanos 5:12-21).

Adão e Jesus.png

Pelo pecado do primeiro Adão, a condenação, o juízo e a morte entraram no mundo, mas, através da vida justa do segundo Adão e de Sua morte sacrificial, o dom da graça, a justificação, a justiça e a vida eterna são oferecidos à humanidade.

                A obra redentora do segundo Adão resultará na renovação do relacionamento com Deus, na comunhão entre as pessoas e no mundo natural. No entanto, Jesus não restaurará simplesmente todas as bênçãos oferecidas por Deus, mas as fará transbordar abundantemente (Romanos 5:15, 8:19-23, Apocalipse 22).

Dragoslava Santrac PhD pela Universidade North-West, África do Sul; MA, pela Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, EUA, é professora adjunta na Faculdade de Teologia da Universidade Adventista de Washington, Takoma Park, Maryland, EUA.

Aleksandar S. Santrac DPhil pela Universidade de Belgrado, Sérvia; PhD pela Universidade North-West, África do Sul, é professor de Ética, Religião e Filosofia, e também Presidente do Departamento de Religião da Universidade Adventista de Washington.

Fonte: adaptado por HJ da Revista Diálogo Universitário

https://dialogue.adventist.org/pt/pesquisar

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Paul Ferguson, “Adam”, Evangelical Dictionary of Biblical Theology (Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 1996), p. 10.

  2. John H. Sailhamer, The Pentateuch as Narrative: A Biblical Theological Commentary (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1992), p. 94, 95.

  3. Nahum M. Sarna, “תישׁרב Genesis”, The JPS Torah Commentary (Philadelphia: Jewish Publication Society, 1989), p. 12, 13.

  4. Por exemplo, as palavras hebraicas usadas para descrever o tra-balho de Adão e Eva no jardim, em Gênesis 2:15, (’abad e shamar) descrevem mais tarde o trabalho dos sacerdotes (Números 3:7, 8; 8:26; 18:5, 6). Éden era o lugar da presença divina (Gênesis 3:8; 4:16), exatamente como o santuário (Levítico 26:11, 12) (ver tam-bém Richard M. Davidson, “Earth’s First Sanctuary: Genesis 1-3 and Parallel Creation Accounts”, Andrews University Seminary Studies 53:1 [2015]: 65-89: http://www.academia.edu/19984914/Earths_ First_Sanctuary_Genesis_1-3_and_Parallel_Creation_Accounts.)

  5. O homem não recebeu uma alma imortal; ele tornou-se alma viven-te quando recebeu o fôlego de vida e começou a respirar (Gênesis 2:7). Os animais têm o mesmo sopro de vida (Eclesiastes 3:19-21). Somente Deus tem a imortalidade incondicional (1 Timóteo 6:16)

  6. Ver Deuteronômio 1:30, 31; Salmo 27:10; 68:5; 89:26; 103:13; Isaías 49:15; 66:12, 13; Mateus 6:9; Efésios 1:6-10; e 1 João 3:1.

  7. T. E. Fretheim, “The Book of Genesis,” The New Interpreter’s Bible, volume 12 (Nashville: Abingdon, 1994), 1:352.

  8. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), p. 18.

  9. R. G. Branch, “Eve”, Dictionary of the Old Testament: Pentateuch (Downers Grove, Ill.: InterVarsity, 2003), p. 241.

  10. Ibid.

  11. Earl S. Kalland, “קבד (dabaq), cleave, cling”, Theological Wordbook of the Old Testament (Chicago: Moody Publishers, 1980), 1:177, 178.

  12. The Jewish Study Bible, Adele Berlin & Marc Zvi Brettler, eds. (New York: Gráfica da Universidade Oxford, 2004), p. 16.

  13. Sarna, “תישׁרב Genesis”, p. 19.

  14. Claus Westermann, Genesis 1-11, A Continental Commentary (Mineápolis: Gráfica Fortress, 1994), p. 243.

  15. A Bíblia faz distinção entre “a primeira morte”, um “sono” temporário até a segunda vinda de Cristo, ou o julgamento final (João 11:11-14, 23, 24; Apocalipse 20:6), e “a segunda morte”, que é o salário do pecado, levando à cessação da existência para aqueles que rejeitam o dom divino da salvação (Apocalipse 20:14, 15; 21:8).

  16. Jacques B. Doukhan, “Genesis”, Seventh-day Adventist International Commentary, Jacques B. Doukhan, ed. (Boise, Idaho: Pacific Press, 2016), p. 104, 105.

  17. Sailhamer, The Pentateuch as Narrative, p. 96.

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