ESCOLA FUTURISTA DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA


A quarta grande escola de interpretação profética conhecida como futurismo[1] se tornou uma parte importante do dispensacionalismo moderno. O futurismo tem profundas raízes na Contra Reforma por meio do erudito jesuíta espanhol Francisco Ribera (1537-1591).[2] Ribera punha o cumprimento profético no futuro.

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Em 1590, Ribera publicou um comentário sobre o Apocalipse como uma contra interpretação à opinião [historicista] prevalecente entre os protestantes que identificavam o papado com o anticristo. Ribera aplicou todo o Apocalipse menos os primeiros capítulos ao fim do tempo em vez de à história da igreja. O anticristo seria um simples indivíduo maligno que seria recebido pelos judeus e reconstruiria Jerusalém… e dominaria o mundo por três anos e meio.[3]

Ribera foi subsequentemente apoiado pelo Cardeal Roberto Belarmino (1542-1621),[4] que se opôs ao princípio dia/ano e relacionou o “chifre pequeno” do livro de Daniel, geralmente identificado com o papado, com o rei selêucida Antíoco IV, do segundo século a.C., que perseguiu os judeus (veja 1 Macabeus).

Entre os primeiros protestantes futuristas estavam importantes figuras como S. R. Maitland, James H. Todd e William Burgh. Eles declararam explicitamente nas décadas de 1820 e 1830 que seguiam a Ribera.[5] A partir de então, o futurismo foi rapidamente adotado no sistema do Dispensacionalismo que se desenvolveu da década de 1830 em diante.

Fonte: Gerhard F. Hasel, Ph.D.

Capítulo do artigo: Israel na Profecia Bíblica.

Revista Parousia – 1º semestre de 2007. Unaspress.

[1] Veja George Eldon Ladd, The Blessed Hop. A Biblical Study of the Second Advent and the Rapture, Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1956, 35-60.

[2] Froom, 2:489-93.

[3] Ladd, The Blessed Hop, 37-38.

[4] Froom, 2:494-502.

[5] Froom, 2:511.

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