ARGUMENTOS PARA A DISTINÇÃO ENTRE ISRAEL/IGREJA


Segundo o futurismo e o dispensacionalismo, o termo “Israel” se refere aos judeus terrestres (ou judaísmo), isto é, o Israel natural e a igreja se refere ao povo celestial. Declara um preeminente escritor dispensacionalista: “Toda esta distinção entre Israel e a igreja baseia-se no caráter singular da igreja. A igreja é exclusiva quanto à sua natureza, seu tempo e sua relação com Israel.”[1]

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Qualquer compreensão adequada dos fortalecedores fundamentos do futurismo e sua opinião sobre Israel deve prestar plena atenção à relação da igreja com Israel. Afirma-se que a Igreja é o misterioso corpo de Cristo[2] e o tempo da suposta dispensação da Era da Igreja se estende do Pentecostes ao rapto ou arrebatamento.[3]

Toda a teoria do rapto pré-tribulação,[4] que significa “que a igreja será arrebatada da Terra antes do início da tribulação”[5] “origina-se na distinção entre Israel e a igreja”.[6] Forma uma das características básicas da escatologia dispensacionalista-futurista.[7] Uma enumeração completa das diferenças entre Israel e a igreja foi provida em uma lista de vinte e quatro contrastes fornecida pelo pioneiro escritor dispensacionalista Lewis Sperry Chafer[8] fundador do Seminário Teológico de Dallas. Elas são resumidas por J. Dwight Pentecost.[9]

igreja (1)O ponto essencial desta diferenciação é que Israel é a entidade para a qual todas as promessas do Antigo Testamento foram feitas. Portanto, as promessas devem ser literalmente cumpridas com o Israel literal, natural, étnico – não com a igreja, que outros cristãos denem, baseados na evidência do Novo Testamento, como “Israel espiritual”.

ISRAEL MAPA

Este cumprimento começou a ocorrer em 1948, quando o estado de Israel foi fundado na Palestina. Estender-se-á até o reino milenial, isto é, o milênio. “A igreja”, afirma-se, “não está agora cumprindo-as em nenhum sentido literal.”[10] Assim, Israel verá todas elas cumpridas de um modo literal principalmente durante o milênio que será experimentado na Terra.[11]

Afirma-se que a igreja é uma entidade de um tipo essencialmente “espiritual” e as promessas feitas ao antigo Israel não se aplicam à igreja. Charles Ryrie sintetiza a seguir:

“O uso das palavras Israel e igreja mostra claramente que no Novo Testamento o Israel nacional continua com suas próprias promessas e a igreja nunca é equiparada com um assim chamado “novo Israel”, mas é cuidadosa e continuamente distinguida como uma separada obra de Deus nesta era.”[12]

Os intérpretes dispensacionalistas-futuristas continuam insistindo que sempre que a Bíblia usa o termo “Israel” ela quer dizer os judeus literais, étnicos, e quando quer que a igreja é mencionada ela é sempre uma entidade espiritual. A igreja nunca é identificada com Israel, e Israel nunca é identificado com a igreja.

Fonte: Gerhard F. Hasel, Ph.D.

Capítulo do artigo: Israel na Profecia Bíblica.

Revista Parousia – 1º semestre de 2007. Unaspress.

 

 

[1] Crutchfield, 49.

[2] Veja Ryrie, Dispensationalism Today, 133-140.

[3] Ibid., 136.

[4] Para uma solida análise e crítica  das origens e mudanças na teoria do arrebatamento, veja Dave MacPherson, The Great RTapture Hoax (Flecher, N.C.; New Puritan Library, 1983). Para uma retificada opinião do rapto pós-metade-da-semana, veja agora Marvin Rosenthal, The Pré-Wrath Rapture of the Church (Naschville, TN: Nelson, 1990).

[5] Tyrie, Dispensationalism Today, 159

[6] Cruchfield, 71.

[7] Ryrie, Dispensationalism Today, 156-161.

[8] Chafer, Systematic Theology, 4:47053.

[9] J. Dwight Pentecost, Things To Come. A Study in Biblical Eschatology (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1969), 201-202.

[10] Ryrie, Dispensationalismo Today, 158.

[11] IBID. 546.

[12] Ibid., 140.

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