O Santuário, o centro da Teologia


O santuário1 desempenhou papel importante na religião e na história de Israel, e frequentes referências a ele na Bíblia Hebraica (BH) são amplamente comprovadas.2 Inúmeros estudos focalizando a sua arquitetura, as pessoas que nele trabalhavam, os utensílios e os ritos a ele associados foram publicados – mesmo que se ignorem aqueles estudos centralizados exclusivamente na “construção literária” dos textos do santuário, contrários à realidade material.3 Frequentemente, porém, esses estudos têm negligenciado a floresta para se concentrar nas árvores. Muitas vezes, olhamos para os detalhes (por mais importantes que possam ser) ou para um elemento em detrimento de outros, sem considerar o todo, o conjunto.

Permita-me ilustrar essa questão. Imagine por um momento a seguinte imagem: Você vê dois círculos, um menor e outro maior. Ambos os círculos compartilham um centro comum, colocando assim o círculo menor no centro do círculo maior. Duas linhas horizontais curtas e retas se conectam ao círculo exterior em lados opostos. Você consegue detectar essa imagem? Você pode descrever o que eu tentei apresentar em três frases? Tem uma ideia do seu significado?

Quando vemos imagens (ou lemos textos, que são imagens literárias), imediatamente tentamos decifrar e entender o que estamos vendo. No entanto, a interpretação requer um contexto, e não há nada ligado a essa imagem. Não temos certeza se esse é um mapeamento astronômico de estrelas ou planetas com suas órbitas ou se essa imagem representa um projeto arquitetônico ou paisagístico. Tenho certeza de que quando você olha para a imagem você é capaz de chegar a muitas interpretações diferentes (ou pelo menos tentativas de sugestões). É assim que a nossa mente trabalha: tentamos dar sentido ao que vemos.

Deixe-me dizer o que o desenho representa (e aqui, posso dizer que devo isso às minhas três filhas e à minha esposa, Chantal): É um mexicano com um grande chapéu, andando de bicicleta – observado sob a perspectiva de um drone pairando acima dele. Agora você pode perguntar: O que esse exercício tem a ver com o ritual, o santuário e a interpretação bíblica? Mantenha essa importante questão em mente, enquanto nos aprofundamos nos meandros do estudo do santuário e seus rituais.

O SANTUÁRIO E A TEOLOGIA ADVENTISTA

Existe uma estreita ligação entre a teologia adventista e o santuário. Afinal, após o Grande Desapontamento de 1844, os mileritas continuaram procurando entender – através da orientação divina e do estudo cuidadoso das Escrituras – que o tempo profético de Daniel 8:14, que apontava para a purificação do santuário, não estava se referindo à segunda vinda de Jesus, mas sim a uma nova fase em Seu ministério no santuário celestial. Obviamente, o resumo da minha frase representou meses e até anos de luta na compreensão do texto bíblico, de discussão em oração, mais estudo e, muitas vezes, tentativas de conclusões. À medida que o quadro geral surgia, mais atenção era dada aos detalhes do santuário – sendo levantadas muitas questões.4 A mais notória (ou “famosa”) em nossa história recente envolveu a consulta Glacier View, em 1980, relacionada às inúmeras questões que tinham sido levantadas por Desmond Ford em seu documento de 991 páginas sobre Daniel 8:14, o Dia da Expiação e o Juízo Investigativo.

Desde então, os estudiosos e autores adventistas do sétimo dia têm trabalhado arduamente para entender melhor o significado do santuário e os elementos a ele relacionados, dentro do contexto geral da teologia adventista.5 Roberto Ouro sugeriu que o santuário (tanto a “macroestrutura física”, como o “macroconceito teológico”) pode ser indutivamente derivado como sendo o centro bíblico da BH.6 Ele argumenta que o conceito de santuário emana do próprio texto bíblico e, portanto, não representa uma estrutura ou sistema externo sobreposto. Sua abordagem é, de fato, intrigante e segue um importante princípio hermenêutico: a Escritura deve determinar a maneira e o método pelo qual a lemos – não um sistema externo, baseado em pressupostos filosóficos (ou hermenêuticos) distintos.7

No entanto, antes de tentar fazer um julgamento dessa proposta, sigamos a sugestão metodológica de Ouro e ouçamos o que diz a própria Escritura com relação ao significado do santuário.

VOLTA ÀS NOÇÕES BÁSICAS

A primeira referência clara sobre o propósito e a função do santuário na BH pode ser encontrada em Êxodo 25:8: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles.” Desde o início, a presença divina é a chave para a compreensão da construção do santuário. Na maioria das vezes, os intérpretes bíblicos (incluindo, e especialmente, os intérpretes adventistas) leem o versículo 9, a seguir, no qual a ordem divina continua detalhando como esse santuário devia ser construído, ou seja, “tudo como Eu lhe mostrar, conforme o modelo do tabernáculo e de cada utensílio.” O ponto central de Êxodo 25:9 tem sido o significado do substantivo hebraico tabnit que aparece 20 vezes na BH e pode se referir: (a) a um modelo original em miniatura; (b) a um projeto feito por um arquiteto; (c) a um modelo em miniatura que seja a cópia de um original; d) ao projeto de um arquiteto baseado em um original, ou (e) ao próprio original.8 Todas as possibilidades semânticas sugerem um vínculo observável entre o modelo e a realidade e estão de acordo com os conceitos do Antigo Oriente Próximo (AOP) de moradas divinas que são paralelas às moradas terrenas. No entanto, devido ao nosso interesse na maior realidade que há por trás do santuário terrestre, muitas vezes, a nossa tendência é nos esquecermos do ponto-chave de Êxodo 25:8, ou seja, do desejo divino de habitar no meio de Israel (e, por extensão, no “mundo”).9 Essa noção da presença divina é visível também no Jardim do Éden, que representa um elo entre a criação e o santuário.10 As implicações da presença divina na Terra (no santuário) são significativas e afetam os conceitos teológicos de santidade, a sequência contínua de puro-impuro (assim como profano-santo) e, após a destruição do templo (e, portanto, a morada de Deus na Terra), exigiram importantes reflexões teológicas que mudaram radicalmente a face do judaísmo.11

templo de salomão 2

Uma segunda função do santuário, extremamente importante, envolvia o sistema sacrificial. De acordo com Levítico 17:8, 9, os sacrifícios somente podiam ser oferecidos no santuário. Assim, seguindo as Escrituras, o santuário não funcionava apenas como a morada divina (uma espécie de “lar longe de casa”), mas também como a única localização geográfica autorizada (que durante os anos de peregrinação no deserto era móvel), onde a expiação podia ser efetuada.12

É aqui que a compreensão dos rituais impacta de maneira mais significativa o nosso entendimento e discussão do santuário, pelo menos deveria.

O RITUAL E O SANTUÁRIO

Os últimos 30 anos testemunharam um tremendo aumento nos estudos relacionados com o ritual bíblico, ao passo que, ao mesmo tempo, fazem uso da teoria ritual.13 Esse crescimento é baseado em importantes desenvolvimentos metodológicos nos campos da antropologia, sociologia e estudos religiosos, onde o estudo do ritual sempre teve um papel importante. Estudiosos como Catherine Bell, Ron Grimes, Jonathan Smith, Mircea Eliade, Victor Turner e outros fizeram grandes contribuições para a nossa compreensão teórica do ritual, que, por sua vez, também influenciaram o estudo do ritual na área dos estudos bíblicos.

Ao iniciar minha pesquisa de doutorado sobre o ritual da ordenação sacerdotal, encontrado em Levítico 8, e o maior problema que é compreender os textos que estão descrevendo uma realidade tão distante da nossa, tenho defendido repetidamente uma forma de ler textos rituais nas Escrituras que dão atenção aos elementos importantes do ritual em si e, ao mesmo tempo, também olhem para os aspectos do ritual como um todo.14

Em outras palavras, olhando cuidadosamente para a árvore, também esperamos entender a floresta. Essa estratégia de leitura (distinta do campo de trabalho antropológico) toma a terminologia da linguística sem necessariamente utilizar um modelo linguístico. As principais categorias linguísticas, como a morfologia, a sintaxe, a semântica e a pragmática fornecem um meio para descrever a forma do ritual (o que o texto descreve), os elementos importantes do ritual (envolvendo também a sua interação, isto é, a sintaxe)15, o significado contextual do ritual (em que módulos importantes são integrados em uma unidade semântica maior), que finalmente leva à perspectiva pragmática, envolvendo as funçõesdimensões (para que servia o ritual?).16

Façamos uma pequena pausa na teoria de estranha conotação do ritual e pensemos juntos no que desencadeia o ritual e, particularmente, o ritual relacionado ao santuário (isto é, o ritual sacrificial). Várias razões vêm à mente: os ritos de passagem (como Arnold van Gennep chamou de rituais de transição)17 que envolvem transições na vida, tais como rituais de faixa etária, casamentos, funerais, ordenações, etc. Festas e jejuns são muitas vezes marcadores de ciclo da vida(e a BH apresenta um grande número de festas indicadas por ordem divina, frequentemente, embora nem sempre, ligadas ao santuário). No entanto, a função mais importante da atividade do ritual na Bíblia Hebraica envolvia o ritual como um solucionador de problemas.

Apenas imagine-se nas sandálias de um israelita que havia pecado e tinha acabado de ser condenado por sua ação pecaminosa. Ele teria que oferecer uma oferta apropriada pelo pecado (ou queimada), seguindo uma sequência clara de atividades que eram fundamentais ao lugar e ao tempo (detalhes podem ser obtidos em Levítico 1). Ele teria que colocar suas mãos sobre a cabeça do animal, transferindo seus pecados sobre o animal a ser sacrificado.18 Ele teria que matar o animal de uma maneira específica, enquanto o sacerdote recolheria o sangue drenado em um vaso e depois o aspergiria em torno do altar e, na maioria dos casos, na cortina que separa o Santo do Santíssimo. O sacerdote também teria que se certificar de que a oferta seria devidamente queimada sobre o altar.

sacrificio 4

Qual era o objetivo desse complexo ritual? Em nível material, um animal inocente teria que morrer por um ser humano culpado. No entanto, o ritual sempre vai além do óbvio ou do material. Ao transferir o pecado para o animal, o sangue do animal era levado para o santuário e aspergido sobre o mobiliário, o resultado era a contaminação do santuário, exigindo assim uma solução/purificação mais permanente para o pecado, que o ritual do Yom Kippur proporcionava uma vez ao ano (Levítico 16).

A LIGAÇÃO ENTRE O RITUAL, O SANTUÁRIO E A TEOLOGIA: ALGUMAS IMPLICAÇÕES

A interpretação do ritual bíblico nos lembra de não fazer dos detalhes o foco principal de estudo – uma boa lição para quem procura entender o santuário. Seguindo a teoria semântica que nos desafia a não insinuar palavras com significado (ou sugerir seu significado com base na etimologia), mas sim compreendê-las dentro do seu contexto, a teoria do ritual nos convida a olhar para o aspecto global. Parece que as perguntas feitas frequentemente, com relação à dimensão do santuário celestial, caíam nessa categoria: O modelo que foi mostrado a Moisés era exatamente igual ao santuário celestial? Foi feito de acordo com uma escala? Em caso afirmativo, qual era essa escala? Essas são todas perguntas que desafiam uma resposta clara, com base nas Escrituras. No entanto, a descrição bíblica de uma realidade celeste correspondente, que ilustra os diferentes elementos e as fases do plano de salvação ficam, de fato, claras. A teoria ritualística não desafia a existência de uma realidade maior; apenas nos adverte a não nos afastarmos dos registros bíblicos de maneira fantasiosa, o que pode resultar em limitar a Deus.

Temos aqui outra implicação. Como muitas vezes lutamos para entender o ritual bíblico (frequentemente por sua maneira estranha de refletir as realidades culturais, sociais, linguísticas e religiosas distintas), nós nos lembramos de que estamos lidando com uma “segunda línguagem” e passamos a dar mais atenção aos detalhes, sem deixarmos de lado as conclusões (prematuras). Ouvimos com mais atenção. Olhamos duas vezes. Nós nos concentramos mais. Essa abordagem não é apenas necessária, mas muito saudável quando refletimos sobre a doutrina do santuário nas Escrituras.

O santuário (e o ritual bíblico ligado ao santuário) nos lembra também da importante ligação que há entre o Céu e a Terra. Não somos apenas seres solitários e desconectados, em um planeta distante, flutuando através de um Universo imenso. Por meio do Verbo (com V maiúsculo), que se fez carne e Se “entabernaculou” entre nós (ver João 1:14), podemos espiar por detrás da cortina. De fato, o livro de Hebreus nos diz que “temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior por trás do véu” (Hebreus 6:19), baseada na promessa do ministério de Jesus “por trás do véu”, à direita do Pai. Considerando o propósito explícito primário do santuário terrestre (isto é, de que Deus queria estar no meio de Seu povo [Êxodo 25: 8]), o santuário (tanto terrestre como celestial) se tornam o meio para alcançar essa íntima ligação.

Aqui está outra ramificação importante da intersecção do ritual, santuário e teologia. O santuário e seus complexos requisitos rituais, que eram necessários para alcançar a purificação, precisam ser compreendidos dentro do contexto maior do motivo do Grande Conflito. A salvação precisa ser objetiva, verificável, pública e transparente. O sacrifício bíblico não deve ser entendido como um suborno ou algo feito às ocultas. É público e transparente, e envolve participantes claramente definidos. Deve ser assim, uma vez que é uma extensão (ou uma dimensão) do Grande Conflito, no qual um desafio público à justiça e ao amor de Deus exigia uma resposta divina também pública.19 O juízo investigativo é um elemento importante dessa resposta pública divina.

Eu confesso estar tão intrigado quanto nervoso com relação à sugestão de Ouro, de que o motivo do santuário é o centro da teologia bíblica. Conforme já foi enfatizado em outro lugar, a noção do tema central tende a “nivelar” a paisagem teológica e, muitas vezes, convida a interpretações superficiais ou “distorcidas”.20 No entanto, o apelo de Ouro para escutar a voz das Escrituras ao procurar um centro é louvável e vai direto ao alvo. Sua sugestão pode ser apenas essa perspectiva de um drone que está acima e que nos dá o foco de que precisamos para reconhecer a centralidade do santuário para a teologia adventista. Deus não só apresenta uma maneira de resolver a questão do pecado e da separação; Ele fez isso publicamente, e de uma forma que era compreensível e transparente. Seu desejo de habitar no meio de Seu povo é algo que comunica até mesmo sem palavras: fala de um Deus que Se deleita na comunidade e na intimidade.

Gerald Klingbeil DLitt pela Universidade de Stellenbosch, África do Sul, é professor de Pesquisa do Novo Testamento e Estudos Antigos do Oriente Próximo no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, EUA, e editor associado da Adventist Review e da revista Adventist World, publicada pela Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Silver Spring, Maryland, EUA.

Fonte: Revista Diálogo Universitário.

NOTAS E REFERÊNCIAS

  1. Esta é uma versão revisada e condensada de um estudo publicado originalmente em Espanhol, sob o título de “El santuario, el ritual y la teología: En busca del centro de la teología adventista”, Theologika 27:1 (2012): 66-85.

  2. Ver, por exemplo, o artigo de revisão de Michael M. Homan, “The Tabernacle and the Temple in Ancient Israel”, Religion Compass1:1 (2007): 38-49. Com respeito à arquitetura do templo no AOP (incluindo a Bíblia), ver G. J. Wightman, Sacred Spaces: Religious Architecture in the Ancient World (Ancient Near Eastern Studies Supplement 22 (Leuven-Paris: Peeters, 2007). Sigurd Bergmann, “Theology in Its Spatial Turn: Space, Place, and Built Environments Challenging and Changing the Images of God”, Religion Compass 1:3 (2007): 353-379, forneceu um estudo bastante útil que procura integrar a teologia e o espaço religioso. Mais recentemente, a dissertação de Hundley’s Cambridge PhD revisou a questão da ligação entre a localização e a presença divina, conforme sugerida nos textos do tabernáculo e do templo da BH. Michael B. Hundley, Keeping Heaven on Earth: Safeguarding the Divine Presence in the Priestly Tabernacle: FAT 2/50; (Tübingen: Mohr Siebeck, 2011).

  3. Uma visão geral útil a respeito dessas tendências para o livro de Levítico, entre os anos 1960 e 1995, pode ser encontrada em Gerald A. Klingbeil, A Comparative Study of the Ritual of Ordination as Found in Leviticus 8 and Emar 369 (Lewiston- Queenston-Lampeter: Edwin Mellen Press, 1998), p. 70-89.

  4. Nomes tais como D. M. Canwright, A. F. Ballenger, ou L. R. Conradi vêm à mente quando se levam em consideração as questões adventistas relacionadas ao santuário, 1844, Daniel 8:14 e o juízo investigativo.

  5. Ver, por exemplo, A. V. Wallenkampf e W. R. Lesher, eds., The Sanctuary and the Atonement: Biblical, Historical, and Theological Studies (Washington, D.C.: Review and Herald, 1981); Samuel Núñez, The Vision of Daniel 8: Interpretations From 1700-1900 (ThD dissertation, Andrews University, 1987); Fernando L. Canale, “Philosophical Foundations and the Biblical Sanctuary”, Andrews University Seminary Studies 36:2 (1998): 183-206; Roy E. Gane, Cult and Character. Purification Offerings, Day of Atonement, and Theodicy (Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2005); Elias Brasil de Souza, The Heavenly Sanctuary/Temple Motif in the Hebrew Bible: Function and Relationship to the Earthly Counterparts (PhD dissertation, Andrews University, 2005); Martin Pröbstle, Truth and Terror: A Text-oriented Analysis of Daniel 8:9-14 (PhD dissertation, Andrews University, 2006); Fernando L. Canale, “From Vision to System: Finishing the Task of Adventist Theology: Part III, Sanctuary and Hermeneutics”, Journal of the Adventist Theological Society 17:2 (2006): 36-80; Félix Cortez, “The Anchor of the Soul That Enters Within the Veil”: The Ascension of the “Son” in the Letter to the Hebrews (PhD dissertation, Andrews University, 2007); Marvin Moore, The Case for the Investigative Judgment: Its Biblical Foundation (Nampa, Idaho: Pacific Press, 2010).

  6. Roberto Ouro, Old Testament Theology: The Canonical Key. Volume I: Pentateuch/Torah (Zaragoza, Spain: Lusar Reprograficas, 2008), p. 30-36. Ouro está ciente da natureza problemática para encontrar o centro da teologia do Velho Testamento, particularmente quando este se sobrepõe, baseado em esquemas emprestados de sistemas teológicos sistemáticos (como em uma tríade: Deus – Homem – Salvação ou, em termos sistemáticos: Teologia – Antropologia – Soteriologia).

  7. Ver as publicações de Fernando L. Canale, “Revelation and Inspiration: The Ground for a New Approach”, Andrews University Seminary Studies 31:2 (1993): 91-104; “Revelation and Inspiration: Method for a New Approach”, ibid. 31:3 (1993): 171-194; , “From Vision to System: Finishing the Task of Adventist Theology: Part III, Sanctuary and Hermeneutics” p. 36-80.

  8. Compare, para mais detalhes e discussões, Richard M. Davidson’s Typology in Scripture: A Study of Hermeneutical typos Structures, Andrews University Seminary Doctoral Dissertation Series 2 (Berrien Springs, Mich.: Andrews University Press, 1981), 372-374; see also Ouro, Old Testament Theology, p. 107-109.

  9. Eu debati o termo mundo em meu artigo “Finding the ‘World’ in Biblical Studies: God-Talk, Culture, and Hermeneutics in the Study (and Teaching) of Faith”, Scriptura 101 (2009): 219-234.

  10. A limitação de tempo e espaço não me permite desenvolver esse importante motivo. Ver Ouro, Old Testament Theology, p. 38-57, e as numerosas referências bibliográficas por ele fornecidas.

  11. Uma discussão bastante proveitosa das implicações e reflexões do judaísmo a respeito da questão da presença divina, após a destruição do templo, pode ser encontrada em Risa Levitt Kohn and Rebecca Moore, “Where Is God? Divine Presence in the Absence of the Temple”, em Milk e Honey: Essays on Ancient Israel and the Bible in Appreciation of the Judaic Studies Program na Universidade da Califórnia, San Diego, Sarah Malena e David Miano, eds. (Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2007), 133-153.

  12. Mais detalhes e categorias podem ser encontrados em Gerald A. Klingbeil, “Sacrifice and Offerings”, em The Oxford Encyclopedia of the Bible and Theology, 2 vols.; Samuel E. Balentine, ed.; (Oxford: Gráfica da Universidade Oxford, 2015), 2:251-259.

  13. Ver Hundley, Keeping Heaven on Earth; Gerald A. Klingbeil, Bridging the Gap: Ritual and Ritual Texts in the Bible, Bulletin for Biblical Research Supplements 1 (Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2007); James W. Watts, Ritual and Rhetoric in Leviticus: From Sacrifice to Scripture (Cambridge: Gráfica da Universidade de Cambridge, 2007); Wesley J. Bergen, “Studying Ancient Israelite Ritual: Methodological Considerations”, Religion Compass 2 (2007): 1-8; Reading Ritual. Leviticus in Postmodern Culture, JSOT Sup 417 (London-New York: T & T Clark International, 2005); Gane, Cult and Character; Ithamar Gruenwald, Rituals and Ritual Theory in Ancient Israel, Brill Reference Library of Judaism 10 (Leiden-Boston: Brill, 2003); Frank H. Gorman, Jr., “Ritual Studies and Biblical Studies: Assessment of the Past, Prospects for the Future”, Semeia 67 (1995): 13-36; The Ideology of Ritual. Space, Time, and Status in the Priestly Theology, JSOT Sup 91 (Sheffield: JSOT Press, 1990).

  14. Ver Klingbeil, Bridging the Gap, p. 127-146, 205-225; e , “Ritus/Ritual”, Das wissenschaftliche Bibellexikon im Internet (2010), [www.wibilex.de].

  15. São incluídas nove categorias importantes: (1) situação e contexto exigidos; (2) estrutura do ritual; (3) forma, ordem e sequência; (4) espaço ritual; (5) tempo ritual; (6) objetos rituais; (7) ação ritual; (8) participantes e papéis rituais; e (9) som ritual e linguagem.

  16. Seguindo outros pesquisadores de rituais, sugeri que olhássemos para diferentes dimensões (por exemplo, interativas, coletivas, inovadoras, tradicionais, comunicativas, simbólicas, etc.) em vez de um conjunto de rituais predeterminados (como, por exemplo, rituais de fundação, rituais de restauração ou rituais de manutenção), conforme sugerido por Frank H. Gorman, Jr., Ideology of Ritual: Space, Time, and Status in the Priestly Theology (Sheffield, England: JSOT Press, 1990), p. 53-55.

  17. Arnold van Gennep, The Rites of Passage (Chicago: Impressora da Universidade de Chicago, 1961).

  18. Compare a pesquisa de Keith E. K. Mattingly, The Laying on of Hands on Joshua: An Exegetical Study of Numbers 27:12-23 and Deuteronomy 34:9 (dissertação de PhD, Universidade Andrews, 1997), sobre rituais de colocação manual, particularmente quando a liderança é transferida.

  19. Quanto à importância do grande motivo de controvérsia para a teologia bíblica ver Norman R. Gulley, Systematic Theology. Prolegomena (Berrien Springs, Mich.: Gráfica da Universidade Andrews, 2003).

  20. Gerhard Hasel foi um crítico franco do assentamento do centro da teologia do Antigo Testamento, apesar de postar Deus no centro da BH. Ver Gerhard F. Hasel,Old Testament Theology: Basic Issues in the Current Debate, 4th ed. (Grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 1991); “The Nature of Biblical Theology: Recent Trends and Issues”, Andrews University Seminary Studies 32:3 (1994): 203-215; “Recent Models of Biblical Theology: Three Major Perspectives”, Andrews University Seminary Studies 33:1-2 (1995): 55-75; , “Proposals for a Canonical Biblical Theology”, Andrews University Seminary Studies 34:1 (1996): 23-33.

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